A Rússia concentrou ao menos 15 caças furtivos Su-57 na base aérea de Dzyomgi, situada na região de Khabarovsk, no Extremo Oriente, aproximadamente 280 quilômetros da fronteira com a China.
Imagens de satélite datadas de 9 de fevereiro, divulgadas pelo projeto AviVector, indicam as aeronaves estacionadas ao ar livre. No mesmo complexo também foram identificados 18 caças Su-35S, três interceptadores MiG-31BM e dois helicópteros Mi-8, evidenciando uma concentração relevante de meios aéreos de alta performance na região.
O contingente total de Su-57 atualmente em operação permanece limitado. Há confirmação visual de pelo menos 16 unidades, além de exemplares recentemente incorporados às Forças Aeroespaciais russas. Considerando protótipos e aeronaves de produção inicial, a frota é estimada entre 20 e 25 células — o que sugere que parcela expressiva dos vetores disponíveis está agora concentrada em uma única base.
Do ponto de vista estratégico, a movimentação pode atender a dois objetivos principais. Primeiro, a preservação de ativos considerados críticos, afastando-os do teatro de operações na Ucrânia. Segundo, a manutenção dessas aeronaves sob a cobertura de sistemas regionais de defesa aérea no Extremo Oriente.
A decisão ocorre meses após ataques ucranianos com drones atingirem ao menos dois Su-57 na base de Akhtubinsk, em junho de 2024, quando áreas de estacionamento foram alvo de ofensivas que teriam provocado danos relevantes.
A concentração em Dzyomgi, portanto, sinaliza tanto cautela operacional quanto reorganização defensiva dos meios de quinta geração russos.




Foto: X @Defence_IDA
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