Esta nota do jornal Valor detalha bem a confusa estratégia de Celso Amorim. Pelo comprometimento das respostas é de crer que o próprio tenha sido o intorlocutor dos jornalistas do Valor
Nota DefesaNet
Tanto o artigo de Lula, no dia 18JAN2026, no The New York Times como o de Celso Amorim na revita The Economist seguem uma linha que merece ser analisada,
Claramente texto saidos da pena de Celso Amorim que ao longo de 25 anos, tantop no comando da Diplomacia, Defessa ou eminência parda sempre obteve resultados ou confrontos contestáveis.
1 – The New York Times – 18 Janeiro 2026, edição web, e 20 Janeiro edição impressa
Lula: Este Hemisfério Pertence a Todos Nós
Lula: This Hemisphere Belongs to All of Us
2 – The Economist – 19 Janeiro 2026
Celso Amorim – Como podemos viver em um mundo sem regras?
Celso Amorim – How can we live in a world without rules?
3 – Jornal Valor 12 Janeiro 2026
Ajuda de Lula à Venezuela tem cálculo político
O Editor
Renan Truffi e Sofia Aguiar
De Brasília
Valor
12 Janeiro 2026
A investida militar dos Estados Unidos contra a Venezuela ligou o alerta no Palácio do Planalto sobre as chances de o tema ser utilizado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026.
Diante disso, a gestão petista vai buscar se desvencilhar da figura de Nicolás Maduro, que está preso em Nova York. Como parte dessa estratégia, a gestão brasileira vai auxiliar o país vizinho no que for necessário para garantir a estabilização política da região.
Apesar desses cuidados, o governo Lula admite nos bastidores outra possível preocupação com a corrida eleitoral brasileira: a intervenção de “think tanks” e big techs americanas para que o petista saia derrotado do pleito deste ano.
Por causa de todas as implicações que a crise na região pode gerar, o governo brasileiro decidiu que prestará toda a assistência possível para que a Venezuela não entre em colapso político e social nos próximos meses.
Em condição de anonimato, interlocutores do Planalto (?) admitem, por exemplo, que o governo brasileiro se colocará à disposição para que Delcy Rodríguez, presidente interina do país, consiga dar estabilidade à Venezuela — mesmo com as especulações de que ela pode ter auxiliado o americano Donald Trump, secretamente, na operação que culminou com a detenção de Maduro.
Nas palavras de assessores próximos da cúpula do governo, o sucesso de Delcy é bom para a manutenção de um clima ameno na região e representa um interesse comum entre Brasil e EUA. Ou seja, ainda que publicamente Lula continue criticando as ofensivas militares de Trump na América do Sul, a chancelaria brasileira não vai deixar de ajudar a Casa Branca quando o assunto for a estabilidade do governo venezuelano.
Na última semana, por exemplo, o governo federal entrou em campo e determinou o envio de 40 toneladas de insumos médicos para a realização de hemodiálise de cerca de 16 mil pacientes na Venezuela. O motivo é que um centro de distribuição teria sido destruído pelos bombardeios americanos.
A Venezuela, entretanto, não é a única preocupação do governo petista para as eleições presidenciais, no que se refere à política externa. Nos últimos dias, auxiliares do presidente Lula passaram a reconhecer que são consideráveis as chances de Trump pedir voto em Flávio Bolsonaro (PL), a partir da proximidade do período eleitoral no Brasil.
Caso isso se confirme, a gestão lulista tratará o assunto com naturalidade, dizem as fontes. A razão é que o presidente brasileiro também tentou dar força à candidatura do democrata Joe Biden, que desistiu da corrida e deu lugar à vice Kamala Harris. De acordo com um interlocutor, é menos preocupante que Trump peça voto para Flávio publicamente do que, por exemplo, utilize o tarifaço como arma eleitoral, algo que chegou a despertar temor no Executivo.
Por fim, o Planalto acredita que há outro agente externo com força para interferir nas eleições brasileiras: as big techs.
Ameaçadas por causa de uma iminente regulamentação no Brasil, o governo petista acredita que as companhias americanas podem fomentar um discurso anti-establishment por meio de think tanks ou organizações de extrema direita.
O receio de que a situação de Maduro seja usada contra Lula, nos debates e propagandas presidenciais, se deve ao fato de que frequentemente candidatos à direita costumam utilizar o regime venezuelano como espelho para presidenciáveis do campo petista.
Apesar disso, assessores do presidente brasileiro acreditam que os fatos recentes da política externa comprovam que Lula se distanciou de Maduro há algum tempo, o que seria suficiente para desfazer esse tipo de argumento.
Neste sentido, dois aspectos devem ser explorados pelo campo governista durante o período eleitoral: o primeiro é o fato de que Lula se recusou a reconhecer a vitória de Maduro no último pleito venezuelano —devido à falta de transparência das eleições de 2024. O segundo ponto é que o Brasil, enquanto presidente do grupo do Brics, barrou a entrada da Venezuela no bloco, o que fez o líder do país vizinho romper publicamente com Lula




















