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Violência
no Haiti enfraquece com ação
das forças da ONU
Kaiser
Konrad
Defesanet com The Washington Times
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Mais de três
anos após a chegada da força de
paz das Nações Unidas, moradores
de Cité Soleil, em Porto Príncipe,
dizem que finalmente os soldados estrangeiros
estão conseguindo fazer frente à
violência onipresente do Haiti.
“As coisas
estão começando a melhorar aqui.
Eu não ouço mais tantos tiros como
antes”, disse a hatiana Edith Destiny, de
38 anos e mãe de dois filhos. Ela afirma
que a redução dos confrontos ajuda
a melhorar os negócios dos comerciantes
da 19ª Rua, que também está
sendo pavimentada através de fundos de
doadores internacionais.
Mais de 500 membros de gangues foram presos só
este ano pelos quase 9 mil militares da força
multinacional de paz, que está no país
sob mandato da ONU desde maio de 2004.
O Secretário-Geral
das Nações Unidas Ban Ki-moon esteve
na última quinta-feira no Haiti para acompanhar
o trabalho das tropas e discutir o prosseguimento
da missão com o Presidente René
Préval. Tendo a segurança do Pelotão
de Operações Especiais da Força
Pampa – efetivo gaúcho componente
do 7° contingente brasileiro - o Secretário-Geral
visitou pontos importantes da Capital Porto Príncipe
e observou os avanços na segurança
pública que demonstram o sucesso da missão.
No início
do ano ainda existiam inúmeros milicianos
leais ao ex-presidente deposto Jean Bertrand Aristide.
Eles se infiltraram nos grupos armados que refugiavam-se
na até então instransponível
Cité Soleil. Uma série de operações
militares de grande magnitude comandadas pelo
Brasil foram realizadas no bairro, resultando
na morte ou prisão de dezenas de membros
e líderes de gangues, entre eles Belony
Pierre.
Embora as forças
de paz tenham sido acusadas do uso de excessivo
da força – o que foi necessário
em determinados momentos para o êxito da
missão – hoje os habitantes de Cité
Soleil recebem os militares estrangeiros, principalmente
os brasileiros, com acenos, sorrisos e mensagens
de boas-vindas.
“São pessoas sérias e comprometidas
conosco”, disse Samuel Saint Luis, de 49
anos, ao lado de um grupo de soldados brasileiros.
Certamente, a
maioria dos residentes do bairro aparecem com
facilidade em torno dos soldados brasileiros.
É muito comum ver crianças brincando
com os militares e praticando algumas poucas palavras
que aprenderam em português.
“Antes,
aqui era realmente perigoso”, disse um soldado
brasileiro. Ele recordou que regularmente criminosos
e milicianos abriam fogo contra as tropas da ONU
que patrulhavam o local, “e eventualmente
ainda nos encontramos sob fogo direto, mas agora
as coisas estão começando a melhorar”.
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Tropas
brasileiras que garantiram a segurança
do Secretário Geral da ONU no Haiti
- Força Pampa |
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Em
visita a Cité Soleil |
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