|
Gen Santos Cruz
- Force Commander MINUSTAH
Respeito aos direitos humanos e combate
à
violência são desafios no Haiti, diz
novo
comandante das forças de paz
Spensy Pimentel
Repórter da Agência Brasil*
Brasília - O general-de-brigada
Carlos Alberto dos Santos Cruz tornou-se na última
quinta-feira (11) o quarto brasileiro a assumir
o comando de uma missão de paz das Nações
Unidas. Como comandante da Missão das Nações
Unidas para a Estabilização do Haiti
(Minustah), ele terá, por até doze
meses, a responsabilidade de chefiar 7,5 mil homens
de quase 20 nacionalidades, encarregados de uma
missão hercúlea: levar estabilidade
ao país mais pobre das Américas.
Ao longo dos últimos anos,
as dificuldades econômicas geraram violência
e problemas para os governos democraticamente eleitos
desde o início dos anos 90 nas décadas
anteriores, o país foi governado pela sanguinária
ditadura dos Duvalier. Em 2004, com a deposição
de Jean-Bertrand Aristide, foi criada a Minustah.
A eleição, no ano
passado, de René Preval para presidente do
país, foi considerada passo importante no
processo de normalização democrática.
Apesar dos protestos de parcelas da sociedade civil
haitiana e internacional, pedindo a retirada das
tropas, o novo presidente tem declarado que o apoio
das forças ainda se faz necessário.
Santos Cruz substitui no
comando da Minustah o general José Elito
Carvalho Siqueira, também brasileiro. Na
entrevista a seguir, o novo comandante lembra que
o avanço proporcionado para a democracia
haitiana pela realização recente de
eleições dá mais espaço
para que a Minustah se concentre em outras tarefas
previstas em seu mandato, como a reforma da polícia
e do Judiciário haitianos.
Ele também responde às
acusações de ativistas de direitos
humanos haitianos de que a Minustah estaria agindo
violentamente em bairros da capital do país,
Porto Príncipe. Além disso, defende
as tropas das acusações de abusos,
recentemente destacadas pela imprensa mundial. E,
por fim, destaca o desempenho das forças
de paz em ações de cunho social, como
a recuperação de estradas no país.
Leia a seguir a primeira parte da entrevista, concedida
por telefone, no último sábado (13).
Agência Brasil - Nesse
momento, após a realização
de três eleições em 2006 no
Haiti, pode-se dizer que há um quadro político
minimamente estabilizado. Quais as prioridades no
trabalho da Minustah daqui para a frente?
General Santos Cruz -
O mandato da Minustah tem vários pontos muito
importantes. Um deles é a criação
de um ambiente de estabilidade. Esse ambiente de
estabilidade, como você disse, está
sendo obtido através da regularização
do processo eleitoral. No ano passado houve três
eleições, em todos os níveis,
e realmente há um indicativo de normalização,
do ponto de vista político.
Existem mais dois grandes objetivos
que são o de implementar os direitos humanos
e o de impedir a violência, que é o
grande problema existente. Então, em termos
de estabilização política,
se tem um bom histórico do ano passado, e
se tem uma perspectiva até boa pela frente.
Já na parte de respeito aos direitos humanos,
isso aí passa por uma reforma em diversos
setores.
Está havendo um grande trabalho
de reforma judiciária, incluindo também
um treinamento e uma reforma completa no sistema
policial, para que se tenha gente formada dentro
dos princípios de respeito aos direitos humanos.
Quanto à questão de
impedir a disseminação da violência,
que é onde entram as tropas militares e a
força policial das Nações Unidas:
nós temos, na Minustah, cerca de sete mil
militares e dois mil policiais (ligados à
ONU), que estão operando juntos exatamente
para combater a violência, que é um
aspecto que acaba influindo em todos os outros setores
da vida do país.
ABr - Essa questão da
reforma da polícia, da necessidade de conter
a violência, inclusive por meio do desarmamento,
foi apontada no último relatório do
secretário-geral da ONU como a principal
frustração, digamos, até
agora, porque ainda se está em estágio
muito inicial dos trabalhos. Entidades que lutam
pelos direitos humanos no Haiti chegam a alegar
que a Minustah, nesses dois anos e meio, praticamente
deu guarida e serviu de apoio para as
ações violentas dos policias haitianos.
Como o senhor vê esse quadro e qual a atuação
da Minustah em relação a essa questão?
Santos Cruz -
Não há problema de dar cobertura,
não existe esse tipo de cobertura para irregularidade.
Agora, você, quando enfrenta a violência,
tem que ter o equilíbrio de usar a força
no limite necessário. Você trabalha
no limite da força, exatamente para proteger
o pessoal que reage de acordo com as ameaças
que você tem. E as ameaças são
violentas.
A Jordânia (um dos países
que cedeu homens para a Minustah) já perdeu
seis militares. As companhias de polícia
já perderam vários militares. Então,
o policial e o militar têm que ter um equilíbrio
muito grande para reagir na medida e realmente colocar
o império da lei sobre o bandido. Isso é
fundamental.
Agora, sobre as reclamações
acerca dos direitos humanos, o que eu posso dizer
para você nesse momento, em que eu estou com
apenas 48 horas de comando aqui no Haiti (a entrevista
foi concedida no sábado, 13), é que,
pelo histórico que eu vi antes de vir para
cá, e também tenho lido bastante acerca
da missão aqui, não há histórico
significativo de desrespeito aos direitos humanos.
Inclusive, dentro da ONU, há
uma seção dos direitos humanos, e
eles têm toda a liberdade de acompanhar as
operações. Eu não tenho nenhum
problema de colocar o pessoal para acompanhar as
operações. Porque é uma situação
que, para ser criticada e ser avaliada, é
muito importante que a pessoa vá para o terreno
e acompanhe a tropa de primeira linha, que é
a tropa que vai lidando com as ameaças o
tempo todo.
O relacionamento nosso é
muito bom também, é um pessoal muito
equilibrado, que participa dessas comissões
todas, e o entendimento entre nós é
fundamental para que se tenha uma avaliação
perfeita dessa situação. É
claro que, quando você atua em força,
sempre, quem se sentiu prejudicado vai alegar uma
série de fatores que lhe interessam, mas
o nosso pessoal é altamente instruído
para atuar dentro realmente da lei.
Só que, no limite da lei,
também se permite o uso da força.
O histórico de violência por conta
das gangues é bastante traumático,
não é um quadro suave, é um
quadro de violência bastante grave.
Para que haja respeito aos direitos
humanos, tem que haver uma estrutura legal boa e
uma atuação policial de qualidade,
dentro da legislação, com uma boa
qualidade de investigação, dentro
da legislação vigente. Existe atualmente
um programa muito bom de preparar os recursos humanos.
Sem recursos humanos bem preparados, não
há como fazer um bom policiamento.
Ontem (12), eu estava conversando
aqui. Foram selecionados mais 400 novos policiais
dentro desse programa. É gente que está
para a rua já com uma formação
nova, muito boa.
ABr Nós sabemos
que um dos lugares que mais sofre com o problema
da violência na capital haitiana é
Cité Soleil. Grande parte das notícias
que chegam sobre confrontos armados com a Minustah
se refere a esse bairro. Grupos de direitos humanos
chegaram a postar na internet notícias que
falavam da possibilidade de haver centenas
de mortos lá, nos conflitos com a Minustah
no último mês de dezembro. Isso é
real? Como o senhor avalia esse quadro?
Santos Cruz -
Em Cité Soleil, que é a região
mais pobre da cidade, se concentram hoje as grandes
gangues. Há notícias de três,
quatro grandes gangues controladas por bandidos
poderosos dentro daquele ambiente, que fazem ações
absurdas de violência contra a população.
Nossa missão é apoiar,
criar condições de governabilidade
para o governo haitiano. Não é possível
que, em uma área dentro da capital, não
haja condições de o poder público
entrar, de haver trânsito livre das autoridades
dentro do local, como é normal em qualquer
sociedade organizada.
Só que essas gangues são
fortemente armadas, e diariamente as patrulhas da
Minustah recebem um número muito grande de
tiros, chegando a milhares num dia. Isso indica
que há um fluxo de armamento e munição
muito forte lá para dentro. As tropas da
ONU vão atrás e vão impor o
poder do Estado, para que haja uma governabilidade.
Claro que, isso, atendendo ao princípio de
colaboração com o governo haitiano.
Existe o componente político, essa é
uma missão complexa.
Quando foram feitas as operações
para que o poder do Estado possa chegar lá,
no dia 22 de dezembro, a tropa recebeu milhares
de tiros. É que o nosso pessoal é
treinado, se protege, usa a tática correta,
é claro que nós temos superioridade
de adestramento, de conhecimento militar. Então,
a tropa foi recebida dessa forma e reagiu, porque
ela é bem preparada.
A tropa é muito bem preparada,
é equipada, tem o espírito de cumprimento
da sua tarefa, e realmente deve ter. Realmente houve
baixa e feridos do nosso lado, dez feridos, se eu
não me engano. E houve baixa em elementos
atingidos do outro lado, não se sabe exatamente
quantos.
ABr É possível
precisar quantos foram mortos?
Santos Cruz -
Os jornais haitianos falavam em de três a
quinze. Não se tem o número correto.
Há uma dificuldade de localizar o elemento
que foi atingido, se ele morreu ou se ele foi atingido.
Se você conhece a Cité Soleil, sabe
que é uma dificuldade muito grande tramitar
lá dentro. É uma área muito
grande, onde mais de 200 mil pessoas vivem, e você
tem poucas ruas onde pode andar. No restante, as
casas são todas quase juntas, com pequenas
vielas entre uma e outra, é difícil
de você se orientar.
ABr - Os informes que chegam
de grupos de direitos humanos relacionam esses movimentos
a um protesto no dia 16 de dezembro por conta da
comemoração do aniversário
da primeira eleição de Aristide, em
1990 (Cité Soleil é conhecida como
reduto de grupos que apoiavam Jean-Bertrand Aristide).
Os ativistas dizem que, portanto, havia ali movimentos
de caráter político e que teria havido
uma repressão também política.
É possível determinar em que medida
é um movimento de gangues, ou se há
um movimento político? Isso existe mesmo?
Santos Cruz -
Eu creio firmemente que não há relação
política nenhuma dessa comemoração
do aniversário do ex-presidente, ou da eleição
dele, com a operação. A operação
que foi feita é para que se leve o poder
do Estado a um local que está sendo dominado
por bandidos. A comemoração, eu não
tenho notícia nenhuma de que tenha havido
problema. É absolutamente normal num ambiente
democrático você ter esse tipo de comemoração.
Ainda mais que a ONU estava aqui,
com todos os observadores do mundo inteiro, então
não tem sentido fazer uma represália
por causa de uma manifestação de caráter
político que é a vontade do eleitor,
a vontade do cidadão. Isso aí não
existe, a ONU não vai favorecer esse tipo
de reação, isso não existe.
É claro que o ativista, lá
em outro local, às vezes ele não estava
aqui para ver. O bom é quando a pessoa está
no local e participa. Então, aí, a
informação fica mais fácil,
fica mais clara, a pessoa tem uma idéia mais
nítida do que está acontecendo. A
exploração de qualquer fato do ponto
de vista político é muito simples,
muito fácil até. Mas eu não
vejo esse componente.
ABr - Agora em dezembro, chegou-se
a ampliar o número de engenheiros brasileiros
no Haiti. Existe uma perspectiva de ampliar esses
trabalhos da Minustah na área da reconstrução
da infra-estrutura, no desenvolvimento local, pelo
interior?
Santos Cruz -
Uma coisa é o componente militar. Nós
temos engenharia dentro do componente militar: uma
companhia brasileira e também uma companhia
do Chile e Equador.
A Minustah, como um todo, tem vários
projetos em andamento em diversas áreas,
na área educacional, na área de formação
de recursos humanos para a polícia, na área
de assessoramento judiciário, na área
de saneamento básico. Então, isso
não vai acontecer, isso já acontece,
a ONU tem programas em todas as áreas.
Na área militar, esse componente
de engenharia está fazendo um trabalho muito
grande na perfuração de poços
artesianos quem vem aqui sabe que uma das
grandes dificuldades é a água.
Asfaltamento: existem muito poucas
ruas asfaltadas, e nosso pessoal está trabalhando
muito. A engenharia brasileira tem uma usina de
asfalto muito boa aqui, de primeiríssima
qualidade, uma capacidade muito grande de produção
de asfalto, e trabalha dia e noite. Nós temos
a companhia de engenharia do Chile e Equador, que
faz um trabalho muito grande no norte do país,
e há um pedido para que se aumente em 100
elementos a engenharia, com mais equipamentos ainda.
Para você ter uma idéia,
só a nossa companhia de engenharia tem mais
de 100 equipamentos no Haiti, incluindo usina de
asfalto, equipamentos pesados, trabalhando só
em benefício social. É diferente de
um combate convencional, em que a engenharia trabalha
em proveito da tropa. Aqui não, aqui a engenharia
do componente militar trabalha só em proveito
social.
Estamos esperando, nós já
enviamos uma solicitação ao Brasil,
mas há o tempo da burocracia que nós
temos que aguardar. Nós estamos esperando
ansiosamente que venham mais engenheiros, porque
é um benefício muito grande para o
país, dá uma visibilidade muito grande
de que o militar também colabora de maneira
muito efetiva e pesada no desenvolvimento do país,
na parte de estrada, na parte de construção.
Muita coisa já foi feita pela engenharia:
recuperação de praça, asfaltamento
de rua.
ABr Dizem que há
dificuldade para conseguir o financiamento internacional
para as obras. Isso está se encaminhando
para uma solução? O senhor vai conseguir
dar vazão a todo esse potencial da tropa?
Santos Cruz -
É claro que sempre existe (dificuldade).
Agora, eu não acompanho bem a parte de política,
de doação de recursos, mas os países
doadores têm contribuído bastante com
o Haiti, isso é visível. Não
posso falar em número, mas é visível
que tem havido uma grande contribuição.
De qualquer forma, o nosso pessoal
tem condições de trabalho, e existe
recurso para esse trabalho. Na parte de asfalto,
a Venezuela é um grande contribuinte, ela
tem o produto, está contribuindo muito bem.
E existe material também aqui, a parte de
pedra, brita, existe o asfalto, então essa
parte está muito bem feita.
O Brasil mandou para cá equipamentos
novos, de muito boa qualidade, então o material
está sendo utilizado, e a gente o tempo todo
procura colocar esse material no limite da utilização,
está havendo uma contribuição
muito grande. É interessante que as pessoas
que têm a tarefa de ajudar o Haiti venham
até aqui para ver o trabalho ótimo
que está sendo feito na engenharia. E nós
não temos espaço ocioso, o nosso interesse
é trabalhar no limite.
ABr Em 2004, quando a
seleção brasileira jogou aí
no Haiti, foi possível perceber a grande
simpatia que os haitianos nutrem pelos brasileiros,
isso não é contestado por nenhum grupo,
seja do governo ou da sociedade civil internacional.
Porém, o senhor, como comandante da Minustah,
também tem que lidar com gente de outras
culturas, de outros países, e, aí,
às vezes existem reclamações
em relação à conduta de soldados.
Por exemplo, casos de violência sexual, como
foi recentemente noticiado. Como lidar com esses
soldados de outras culturas, que não necessariamente
têm empatia com os haitianos?
Santos Cruz -
Toda a estrutura da ONU é multinacional,
em todos os setores há gente de todos os
países, e ela tem mesmo que ter, porque tem
representantes de todos os seus filiados, e as tropas
também. As tropas têm batalhão
uruguaio, chileno, argentino, do Nepal, do Sri-Lanka,
da Jordânia, do Brasil, então é
uma variedade muito grande. E é um desafio
realmente trabalhar dentro desse ambiente multicultural.
Assim como o Brasil, todos os outros
países também selecionam seu pessoal
para mandar representantes de boa qualidade, tropas
que vão representar bem o país. Isso
é uma preocupação geral de
todos, então há gente de boa qualidade
de todos os países.
Existem diferenças culturais,
é claro, a gente tem que lidar com isso,
tem que entender, tem que ter sensibilidade suficiente.
Mas, depois de um certo tempo de vida, a gente é
obrigado a ter adquirido essa sensibilidade no trato.
Esses casos de desrespeito, de abuso
sexual ou de qualquer outro tipo de conduta errada,
de caráter grave, são raríssimos.
Inclusive, quando isso acontece, aqui há
um setor de apoio jurídico, é feito
um inquérito sobre a conduta errada do militar
ou de qualquer elemento que esteja subordinado à
gente.
Agora, sinceramente, se você
for raciocinar que nós estamos no sexto contingente
(os soldados se revezam de seis em seis meses),
uma média de sete mil homens... Só
no caso brasileiro, 1.200 homens: se nós
estamos no sexto contingente, já passaram
7.200 militares por aqui, só do Brasil. Das
Nações Unidas todas, devem ter passado
em torno de 30 mil, e esses casos são raríssimos.
É claro que, quando você
tem um caso, é um escândalo tão
grande que parece que aquilo é uma coisa
generalizada. Em primeiro lugar, tem que se ver
a veracidade. E a veracidade, só com a conclusão
do inquérito, com a investigação
feita.
Segundo: o número de casos
é muito pequeno, e quando a gente ainda compara
com os milhares de soldados militares que passaram
por aqui, se torna insignificante. É claro
que, para as pessoas atingidas, é um trauma
de vida, mas, em termos gerais, não se pode
caracterizar como um problema que seja disseminado.
Muito pelo contrário, as ocorrências
são raríssimas.
E as ordens são muito claras,
todas elas reiteradas: a tolerância para casos
disciplinares é zero. Não é
só problema sexual: problema de furto, de
droga, qualquer um que diga respeito à autoridade,
a afrontar qualquer princípio básico
dos direitos humanos, isso é retaliado na
hora, a tolerância é zero nesse tipo
de ambiente. Mas, também, a gente não
pode fazer a injustiça de considerar qualquer
acusação verdadeira. Agora, comprovado,
é praticamente zero aqui.
ABr - Pessoalmente, qual a responsabilidade
de chefiar esse contingente?
Santos Cruz -
Em termos de vida pessoal, claro, é emocionante
comandar uma tropa onde as bandeiras de 20 países
estão representadas. É uma experiência
única, uma oportunidade de vida, de realização
profissional, de realização pessoal.
Em compensação, a
carga é extremamente pesada, você lida
com todas as pressões da área política,
da área econômica, todo esse ambiente
que você agora me recordou, da parte internacional,
os olhos internacionais todos em cima de qualquer
coisa que possa dar errado, ou de qualquer reclamação.
Então, há uma pressão muito
grande de todas as origens em cima desse tipo de
tarefa.
Agora, é, de fato, uma experiência
fantástica, uma oportunidade rara. O batalhão
brasileiro é apenas um dos componentes, mas
é um componente importantíssimo. Eu
tive a oportunidade de treinar esse batalhão
no Brasil, a base deles é do Comando Militar
do Oeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, então
na 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, em
Cuiabá, acompanhei a seleção
de pessoal, formação, treinamento
e depois, por acaso, acabei sendo designado para
cá. É um batalhão da mais absoluta
confiança, de gente da mais alta qualidade.
|