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Conselho de Segurança
Extende Missão
por mais 8 Meses e Apoia Campanha contra Gangues
(Texto original em inglês
Link)
O Conselho de Segurança
estendeu o mandato da Missão de Paz das Nações
Unidas no Haiti (MINUSTAH) por outros seis meses
e apoiou a recente campanha contra as gangues criminosas
armadas e solicitou que as ações continuem.
Em uma resolução adotada unanimemente,
UN - SC 1743,
os membros do Conselho concordaram em estender a
presença da força - composta por 8.400
membros, tropa e polícia - até 15
de Outubro para ajudar a estabilizar o Haiti, o
país mais pobre do hemisfério ocidental.
A resolução determina especificamente
que a MINUSTAH continue e aumente a presença
nas operações em apoio à Polícia
Nacional do Haiti [HNP - Haitian National Police]
contra as gangues armadas para estabelecer a segurança
necessária, especialmente em Porto Príncipe,
a capital.
Desde Dezembro, a MINUSTAH tem desenvolvido uma
série de operações militares
com o objetivo desalojar as gangues das áreas
que são atualmente controladas por elas e
aterrorizam a população local realizando:
seqüestros, assaltos estupros e atividades
de narcotráfico.
O problema mais agudo nas densamente povoadas favelas
do distrito de Porto Príncipe, como Cité
Soleil e Martissant, nas quais muitas gangues têm
operado por anos, muito antes da chegada da MINUSTAH,
em 2004.
Na última sexta-feira (09 Fevereiro), na
mais recente operação, mais de 700
soldados da ONU entraram na área Boston,
de Cité Soleil, na tentativa de desmantelar
um grupo do líder da gangue local. Embora
o líder escapasse, outros membros da gangue
foram presos e grande quantidade de armas e munições
foram capturadas. Uma pessoa foi morta e dois membros
da MINUSTAH foram feridos.
David Wimhurst, porta-voz da MINUSTAH, informou
aos repórteres hoje (15 Fevereiro), que a
operação seria mantida "até
nós tenhamos realmente desalojado as gangues".
Ele afirmou que as atividades das gangues em Porto
Príncipe, estavam mantendo todo o Haiti refém
, através de manchetes na imprensa que mantém
os investidores externos afastados e não
propicia o desenvolvimento.
"A Missão de Paz no Haiti é um
Band-aid. A cura para todos os males do Haiti é
desenvolvimento," afirmou ainda que, quando
as tropas ou as unidades da polícia da MINUSTAH
entram em uma área dominada pelas gangues
, eles estabelecem uma presença e encorajam
o Estado do Haiti a segui-la e que aquela área
pode ser estabilizada e o padrão de vida
da população local pode melhorar.
A MINUSTAH está conduzindo operações
no estilo militar porquê a PNH não
tem ainda um corpo de oficiais qualificado para
conduzir uma operação desse tipo e
preparar o processo contra os suspeitos, para levá-los
a um tribunal, e ser usado com sucesso no julgamento.
A situação torna-se pior no que o
Sr. Wimhurst descreveu como a lamentável
situação do sistema judiciário
e penal do Haiti. A corrupção é
generalizada entre os juízes, que recebem
um salário mensal de U$ 200, as prisões
estão superlotadas e muitos são detidos
por meses sem uma acusação formal.
Mas Wimhurst afirmou que o Haiti tem obtido importantes
ganhos nos dois últimos anos, incluindo a
a realização das eleições
no ano passado, e o trabalho da Missão tem
de ser visto como um projeto de longo-prazo.
Ele informou que MINUSTAH tem sido objeto de uma
virulenta campanha de "desinformação"
orquestrada de dentro e de fora do Haiti por apoiadores
do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide.
Membros da MINUSTAH têm sido acusados de de
deliberadamente alvejar civis e de atirar de helicópteros
durante as operações, ambos das quais
não são verdadeiras e, ele afirmou,
acrescentando que a MINUSTAH tem realizado extensos
esforços para investigar cada alegação
real membros de sua tropa mataram ou feriram um
civil.
Ele acrescentou, que fora os membros da gangues
locais, as comunidades de Cité Soleil e Martissant
apoiavam a recente leva de ações mais
agressivas, e têm aplaudido as tropas da ONU,
quando elas circulavam por Boston, na sexta-feira
( 09 Fevereiro).
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