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Panorama Haiti
Defesanet 20 Novembro 2006

CMS

CMS envia 4° Contingente da Companhia de
Engenharia de Força de Paz - HAITI
( para a solenidade de despedida da Cia Eng acesse)


O Comando Militar do Sul (CMS) recebeu a tarefa de preparar o 4º Contingente da Companhia de Engenharia de Força de paz do Haiti. O núcleo dessa tropa é o 3° Batalhão de Engenharia de Combate, de Cachoeira do Sul/RS, que cooperará com dois pelotões. Outro pelotão será enviado de Lages (SC), do 10° Batalhão de Engenharia de Construção. A Companhia será completada por um pelotão do 2° Batalhão de Engenharia de Combate de Pindamonhangaba (SP), este subordinado ao Comando Militar do Sudeste. O Comando da Companhia foi escolhido pelo Comandante do Exército, e será exercido pelo Tenente Coronel Paulo Roberto VIANA Rabelo, que até então, servia na Brigada de Infantaria Pára-quedista, Rio de Janeiro (RJ). TODOS os militares são voluntários para a missão!

Em 01 de junho de 2004 iniciaram-se as atividades da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH). Desde o primeiro momento, o Governo Brasileiro aceitou a solicitação da ONU para integrar essa Força Internacional com a finalidade de restabelecer a normalidade institucional naquela nação amiga. Nove países atualmente cooperam com tropas, além de forças policiais e observadores civis e militares de diversas procedências.

Para o Brasil, a importância da missão reside na sua projeção internacional e na cooperação espontânea em prol da paz mundial. Já, para o Exército, significa a possibilidade de cumprir uma das missões previstas na Política de Defesa Nacional, além de dar experiência às suas tropas em operações de paz.

A tropa brasileira está composta por 1.200 militares, sendo 950 do chamado BATALHÃO BRASILEIRO (BRABAT) e 150 da Companhia de Engenharia de Força de Paz - HAITI. Esta última foi enviada para o Caribe após solicitação da ONU, tendo em vista. a necessidade de uma tropa especializada em trabalhos de construção. Observa-se que cada contingente é substituído a cada seis meses de operações.

A Companhia de Engenharia tem como principal missão apoiar as forças que compõem a MINUSTAH, construindo fortificações, perfurando poços artesianos para abastecer a tropa, auxiliando na instalação dos quartéis do contingente da ONU, dentre outras atividades. Extensivamente, apóia o governo haitiano em trabalhos de recuperação da infra-estrutura local, com a finalidade de reduzir o sofrimento da população do país.

A Companhia está aparelhada por uma variada gama de modernos equipamentos de engenharia, inclusive com uma usina de asfalto. Ela se compõe de um Pelotão de Comando, um Pelotão de Apoio e dois Pelotões de Engenharia, variando o efetivo de cada pelotão entre 30 e 40 militares. A Companhia ficará aquartelada em Porto Príncipe. Salienta-se que a ONU ressarci os custos da aquisição e manutenção dos equipamentos que são enviados às Forças de Paz no mundo todo após prestação de contas dos países signatários.

A preparação da tropa durará um total de seis meses, sendo que ela iniciou os preparativos em junho. Após diversas medidas administrativas, uma bateria de exames médicos, odontológicos, físicos e psicológicos se certificará que os militares estão nas melhores condições de se afastarem do Brasil por seis meses. É importante observar que a infra-estrutura existente no Haiti e a intensidade das missões a serem desenvolvidas sinalizam para que o militar esteja com 100% de sua capacidade física e psicológica.

Em agosto, os militares iniciaram um intenso programa de instrução militar, com a finalidade de igualar conhecimentos em atividades gerais, como tiro, educação física, orientação, técnicas e táticas individuais, dentre outras. Também foram ministradas instruções determinadas pela ONU, aulas de inglês (idioma oficial da missão) e francês e estágios técnicos específicos. Estes últimos têm a finalidade de ambientar os militares com os equipamentos adquiridos para a missão, ou seja, não basta que o militar saiba operar urna moto niveladora; tem que saber trabalhar com o modelo disponível no Haiti.

Em 14 de outubro, todos os integrantes da Companhia se reuniram em Cachoeira do Sul para a última etapa do treinamento. Lá, foram treinadas atividades com a totalidade da tropa em situações simuladas, o mais próximo do contexto que encontrarão em Porto Príncipe. Integrantes do Centro de Avaliação do Exército (Rio de Janeiro/RJ) aplicaram um exercício final para "testar" os engenheiros do CMS.

Finalmente, então, a tropa está em condições de embarcar para o Haiti. Serão transportados em aviões da FAB a partir da Base Aérea de Canoas. A saída prevista para o primeiro escalão é dia 05 de dezembro de 2006.

RISCOS

O risco é uma realidade inerente à profissão das armas. No Haiti, essa situação não se modifica e toma contornos especiais.

A MINUSTAH é uma "missão de paz!" Ela tem por objetivo auxiliar o Haiti a recompor sua normalidade institucional após graves crises que lá vêm ocorrendo desde a década de 1990. Apesar dos diversos grupos rivais terem concordado com a paz, não há garantia de que atos violentos isolados possam ocorrer.

Outro problema crônico em Porto Príncipe é a ação de gangues e delinqüentes que ganharam força durante as crises já citadas.

FAMILIARES

Os familiares dos militares que seguirem para o Haiti são uma preocupação especial d.o Exército Brasileiro. Além da estrutura de Comunicação Social já existente, um esquema especial chamado "Grupo de Apoio aos Familiares" foram criados nas unidades que cooperam com pessoal para a missão, em especial, Cachoeira do Sul, Lages e Pindamonhangaba.

Esses Grupos tem por objetivo dar apoio aos familiares, facilitar o contado com o Haiti e divulgar notícias. O Exército entende que é fundamental tratar de maneira especial "a família militar", além de dar total transparência de suas ações para toda a sociedade.


   
   
   
 

 

 

Panorama Haiti
Responsável
Kaiser Konrad

   
 

Fotos do Evento

   
 

Tropa formada em frente ao Monumento ao Expedicionário
 
 
 
 
TC Viana após ter recebido a bandeira do Gen Pinto Silva
 
 

Cia de Engenharia já
de posse da Bandeira
 
 

Gen Longo (6ªRM),
Gen R1 Paula Couto,
Gen Pinto Silva (CMS) e
Gen Enzo (Depto Eng Construção)
 
 
Gen Pinto Silva e TC Viana falam à imprens após a solenidade
 
 
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