07 Agosto 2007
12:00 Horas
Notícias
Arquivo Notícias
Boletíns
Editoriais
Revista Virtual
SOF História
Artigos
Documentos
Links
Fotos
Vídeos
Eventos
Busca Arquivo
  Defesa@Net
A Empresa
Equipe
 

OTAN - NATO
Defesanet 07 Agosto 2007
Defesa @ Net


Horror no cockpit de um F-16

Dois caças F-16AM da Real Força Aérea Holandesa (RNLAF) levantaram vôo do Aeroporto Internacional de Kabul, no dia 31 de Agosto de 2006, para mais uma missão em apoio às tropas da OTAN operando no Afeganistão.

Após a decolagem os dois jatos rumaram para sudoeste, cada um equipado com um designador de alvos laser Lantirn e duas bombas guiadas a laser GBU-12, em vôo no Flight Level 320 (32.000 pés acima do nível do mar), cerca de 10.000 metros, e a uma velocidade relativamente baixa, de 280 milhas/hora (cerca de 500km/h).

Após cerca de 4 minutos de vôo e cruzar por um avião comercial, que estava voando 1.000 pés acima dos caças (300m), o piloto do F-16AM líder, Capitão Michael Donkervoort, emitiu um “mayday call” (chamado de emergência).

Seu "ala" voando a uma distância cerca de 5 km viu o F-16AM de Donkervoort megulhar e realizar uma curva para a direita. Sem qualquer outro chamado do piloto o jato espatifou-se contra uma montanha a 3.000 metros de altura, 30 segundos após, em um impacto quase na vertical com o bico do caça a 80º e alta velocidade (aproximadamente Mach 1,2). Capitão Donkervoort morreu instantaneamente.

Dois caças F-16AM da RNLAF sobrevoando o Afeganistão, em 2003, na mesma configuração do caça acidentado

O quê aconteceu?

Devido a circunstância do impacto e também a roubo de peças pelos afegãos pouco pode ser recuperado para uma análise e foi necessário fazer uma intensa simulação da RNLAF com apoio da Lockheed Martin, o comitê de investigação concluiu que é impossível identificar as causas da queda.

O comitê de investigação verificou várias causas que poderiam ter contribuído para a queda: técnicas, físicas, psicológicas e procedimentos operacionais.

Uma das mais simples que foi investigada é de que o piloto possa ter entrado em mergulho e giro ao urinar. Para urinar o piloto usualmente retira a parte inferior do cinto e move o assento ejetor para uma posição mais elevada.

Em um incidente de F-16 da U.S. Air Force, um avião foi perdido devido o cinto ter interferido com o manete de controle (situado à direita), quando o piloto moveu o assento ejetor (nesse incidente o piloto conseguiu ejetar-se em segurança após não conseguir retomar o controle do avião).

O Comitê de Investigação Holandês concluiu pela não-existência de evidências que sugerissem essa possibilidade ter ocorrido ao Capitão Donkervoort.

A única causa possível que “embora improvável não podia ser excluída" era a presença de um inseto, um aracnídeo ou outro animal no cockpit.

De acordo com o relatório da comissão, uma aranha camelo (camel spider) foi encontrada em um cockpit de um F-16 ao menos uma vez durante as operações dos F-16 holandeses em Kabul. No caso do aracnídeo o avião estava estacionado na linha de vôo. O F-16 foi retirado de serviço por um dia para que o cockpit pudesse ser considerado livre de insetos ou elementos estranhos.

Outros animais que podem ter entrado no cockpit enquanto o caça F-16 estava estacionado na linha de vôo, em Kabul, incluem: uma cobra, escorpião ou uma vespa.

Nenhum destes têm a capacidade de incapacitar um ser humano em segundos. Entretanto a descoberta de uma aranha camelo (uma espécie grande com um aspecto bizarro e com grande capacidade de movimento) ou uma cobra podem ter disparado o sinal de perigo e distraído o piloto de forma que não percebeu o movimento do seu avião em relação ao solo.


Duas aranhas Camel Spyder encontradas em um saco de dormir de um soldado americano.
(fonte www.camelspyder.com)

Em uma carta anexa ao relatório o Ministro de Defesa Holandês Eimert van Middelkoop anunciou que tinha ordenado uma medida padrão para checar o cockpit de cada avião antes do vôo especialmente para a presença de insetos, aracnídeos ou outros animais, se o canopi ficar aberto por um longo período de tempo

Outras recomendações incluem o estabelecimento de normas padrões para urinar em vôo (para prevenir o bloqueio dos controles como descrito acima), assim como pintar o assento ejetor e as “caixas pretas” em cores brilhantes (para serem mais fáceis de localizar após o acidente. No caso deste acidente as caixas ainda não foram lacalizadas.

   
   
   
 

 



 

Matérias Relacionadas

 

Considerações sobre o Terrorismo Global:
A Quarta Guerra Mundial
.
Texto do
Prof. Fernando Sampaio
Setembro 2004 pdf

   
  Análise: O FUTURO DO
IRAQUE E SUAS
IMPLICAÇÕES ESTRATÉGICAS

Gen Álvaro Pinheiro
Dezembro 2005
   
  O COMBATE AO TERRORISMO
O Antiterrorismo e o Contraterrorismo

Gen Álvaro Pinheiro
Março 2004
   
  Mísseis do Irã alcançam
Europa, diz jornal

FSP 28 Abr 06
   
  Iran buys surface-to-
surface missiles capable
of hitting Europe

Haaretz 27 Abr 06
   
  NATO Missile Defence
Feasibility
Study Results delivered

Nato 10 Maio 2006
   
 

França rejeita proposta
dos EUA de ampliar Otan

   
  China e Rússia criam
uma anti-Otan
   
  De Hoop Scheffer pide
a la UE que se implique
más en Afganistán
   
  As operações da OTAN em constante evolução
   
© 2006 Defesa@Net™- Direitos Reservados