CONQUISTAS
NA CONSTRUÇÃO DO SUBMARINO "TIKUNA"
MB 24 Set 04
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90 Anos da Força de Submarinos da
Marinha do Brasil
T&D 18 Jul 04
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Artes ThyssenKrupp
Marine Systems
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Marinha
do Brasil
|
Defesanet
11 Outubro 2006
Com dados do Centro de Comunicação
Social da Marinha - Setembro 2006
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Exclusivo
Defesa @ Net
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MARINHA
DO BRASIL
Escolhe Submarino Classe U214 sem AIP
Defesa
@ Net publica a posição da Marinha
do Brasil referente à decisão
de aquisição da futura classe de submarinos:
o modelo escolhido e as razões da escolha. Também
a definição sobre um ponto polêmico
que é a adoção ou não de
um sistema de propulsão auxiliar (AIP).
É apresentada uma pequena tabela comparativa sobre
as principais diferenças entre os submarinos Classe
Tupi (Classe 209 - IKL 1400) e os futuros Classe U214.
Em atenção a sua mensagem, a Marinha
do Brasil esclarece:
1) Já está definido o modelo de submarino:
Scorpène
(França), U212 ou U214 (Alemanha)?
Resposta: O processo seletivo
adotado pela Marinha do Brasil (MB), para a escolha
de um novo submarino: a ser adquirido mediante construção
no país, resultou na seleção do
Projeto IKL U-214, da HDW (ver
nota 1).
Tendo em vista a conveniência de evitar a duplicidade
de custos logísticos para apoiar submarinos de
origens diferentes - o que ocorreria. fatalmente. se
fosse escolhido projeto de outro fabricante - e considerando
os vultosos investimentos realizados pela Marinha"
ao longo das duas últimas décadas, em
diferentes metas conotadas aos submarinos Classe
Tupi e, mais recentemente, na construção
do Tikuna, associados à cultura
e à tecnologia assimiladas neste período
por nossos técnicos (engenheiros e operários)
e tripulações (oficiais e praças)
em relação aos processos construtivos,
logisticos, de manutenção e operação
destes meios, respectivamente, a MB entendeu que deveria
manter a padronização dos modelos IKL
- HDW, de origem alemã.
(ver nota 2)
2) o modelo escolhido será equipado com sistema
Avançado de propulsão, como o AlP, no caso
dos submarinos alemães?
Resposta:
A Marinha decidiu pelo proieto do IKL 214 sem AIP. As
razões que levaram a tal decisão são
de ordem essencialmente logística, A despeito
de algumas inegáveis vantagens operacionais apresentadas
pelo sistema, que permite a navegação
submerso a baixa velocidade, por cerca de dez dias,
sem necessidade do ar atmosférico, a MB considsiderou
muito elevados os custos de obtenção,
operação e manutenção desse
sistema. levando a que a razão custo/benefício
não se justificasse.
Apenas para ilustrar, o sistema demanda, a cada recarga,
quinze toneladas de Qxigênio líquido e
cerca de duas toneladas hidrogênio à 99,9999%
de pureza, no estado gasoso, representa. para este gás,
volume equivalente a oito caminhões-tanque. Além
da natural dificuldade na obtenção. haveria
problemas para o transporte até o submarino,
posto que o hidrogênio é considerado carga
perigosa. Também, para transferir os gases do
veiculo de fornecimento para bordo; é necessária
uma Infra-estrutura para a recarga das ampolas de armazenamento
do submarinoj o que inviabilizaria o reabastecimento
fora do Rio de Janeiro, na hipótese de haver
disponibilidade desses gases em outros portos. Finalmente,
uma milha náutica navegada com AIP custa o equivalente
a US$ 43 (quarenta e três dólares); com
diesel, US$ 6 (seis dólares).
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Notas
Defesa @ Net
Nota
1 - A empresa ThyssenKrupp Marine Systems
foi formada com a fusão das atividades
dos seguintes estaleiros: Howaldtswerke-Deutsche
Werft (HDW) Kiel, Blohm + Voss - Hamburg,
Nordseewerke - Emden, e a Kockums,
Suécia e a Hellenic Shipyards, Grécia.
Como 75% das ações pertencem ao
grupo alemão ThyssenKrupp as atividades
de gerência foram assumidas pelo grupo,
os outros 25% pertencem ao grupo One Equity Partners
(OEP).
O
termo IKL são as iniciais do escritório
de engenharia "Ingenieur Kontor Lübeck",
que projetou a classe de submarino U209. Adotou-se
como padrão o termo IKL1400 para caracterizar
melhor dentro dos mais de 63 submarinos produzidos
dentro da classe 209 desde os anos 60 até o
momento (2006).
Nota 2 -. A obtenção de novos
submarinos foi incluída inicialmente no
Programa de Reaparelhamento da Marinha
(PRM) Revisão 1979. A partir de
então iniciaram-se os estudos para a determinação
do tipo de submarino a ser adquirido, que resultaram,
após avaliação das alternativas
existentes, na seleção do submarino
IKL-209-1400 de origem alemã,
projetado pela firma Ingenieur Kontor
Lubeck (IKL), como sendo aquele que melhor
atendia tanto ao perfil de operação
desejado como a evolução tecnológica
planejada.
Em 1982 a Marinha assinou dois contratos técnicos
com o Consórcio Ferrostaal/Howaldtswerke
Deutsche Werft (HDW) da Alemanha que previam
a construção de dois submarinos
idênticos, o primeiro no estaleiro HDW em
Kiel e o segundo no Arsenal de Marinha do Rio
de Janeiro (AMRJ). Em 1984, após a
conclusão das negociações
referentes à parte financeira dos contratos,
estes tornaram-se efetivos, iniciando-se assim,
neste mesmo ano a construção do
submarino Tupi (S30) na Alemanha. Posteriormente,
em 1985, foi assinado um terceiro contrato para
a obtenção de mais dois submarinos,
que igualmente seriam construídos no Arsenal
de Marinha do Rio de Janeiro, então indicado
pela Marinha, como o estaleiro construtor no Brasil.
Também foi construído um quinto
submarino da classe IKL1400 modificado batizado
Tikuna (S34) no AMRJ (Fonte
Poder Naval)
|
Os primeiros
clientes do U214 foram a Coréia do Sul com
três unidades e a Grécia também três
unidades.
Observar
a junção casco e vela (superestrutura) sem ângulos
de 90º uma característica stealth, menor reflexão
ao sonar.
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Classe
Tupi (IKL 1400)
(Dados MB)
|
Classe U-214
(Dados TKMS)
|
| Tripulação |
30
(inclui 8 oficiais) |
27
( 5 oficiais ?) |
| Deslocamento |
Superfície 1.260t
Submerso 1.440t |
Superfície
1.700 t
Submerso 1.950 t |
| Velocidade
(nós) |
11 - -superfície /
21,5 - -submerso
|
10,5
- superfície /
21,5 - submerso |
| Raio
de Ação (milhas): |
8200
( 14.760 km)- a 8 nós na superfície
/ 400 (720km) -a 4 nós submerso |
12.000
( 21.600 km) a 8 nós superfície / |
| Comprimento |
61
m |
65 m |
| Motores
Diesel |
4
x MTU 12V 493 AZ80 GAA31L |
1
x MTU 16V 396 |
| Torpedos |
8
tubos - 8 recarga
533mm Tigerfish Mod 1 ou Mod 27 - Carga 24 torpedos -
Alcance 14km a 40km, velocidade 25 a 40 nós
(45 a 72 km/h)
|
8
tubos - 8 recarga
533 mm preparados,
24 x STN Atlas Elektronik DM2A4 ou torpedo
americano MK-48 |
| Minas |
IPqM
- MCF-01/100 operação de minagem substituindo
os torpedos |
? |
| Unidades |
S-30
TUPI
S-31 TAMOIO
S-32 TIMBIRA
S-33 TAPAJÓ
o S-34 TIKUNA é uma versão bastante modificada
da Classe Tupi
|
A
ser determinado |
|
A
Classe U 214
A
Classe U 214 de submarinos foi desenvolvida pela HDW
seguindo o exitoso e provado projeto da Família
Classe U209 de submarinos.Também incorpora novos
sistemas desenvolvidos para a Classe 212. O resultado
é um sistema que independe do ar, mas não
é um equipamento nuclear, com excepcionais capacidades
técnicas e operacionais, apresentando características
de funcionamento discreto (stealth) e impressionante
gama de sensores e armamento. Graças ao seu projeto
modular, a Classe 214pode ser equipada com uma ampla
gama de equipamentos opcionais a demanda do cliente.
Outras
características do Submarino Classe 214:
1
- Capacidade de operar submerso extendida devido a incorporação
de uma sistema de célula-de-combustível
para Propulsão Independentre do Ar (air-independent
propulsion - AIP);
2 - Sinais acústico, térmico e magnético
reduzidos por um projeto maduro e tecnologias avançadas
de produção;
3 - Melhora da capacidade de navegação
submersa incluindo grande profundida 400m, e,
4 - Melhora das condições para a triupulação.
O submarino Classe 214 atende a todos os requisitos operacionais
tanto para as áreas consideradas rasas e as profundas.
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