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Carro
de Combate Médio
M-3 Lee/Grant no Brasil
- 2ª Parte
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Para primeira
parte do artigo CC M M-3 Lee Acesse Link
Hélio
Higuchi
Paulo
Roberto Bastos Jr.
Alfredo
Andre Tassara
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Nota dos
Autores
Na primeira
parte deste artigo (vide http://www.defesanet.com.br/history/m-3.htm),
colocamos uma nota esclarecendo que, devido
à carência de documentação
sólida o artigo poderia ter incorreções;
e que correções e complementações
seriam bem vindas. Tivemos uma grande repercussão
recebendo e-mails de vários pesquisadores,
inclusive do exterior, o que nos motivou a
escrever esta versão comentada visando
corrigir e complementar a primeira parte.
Agradecemos a
atenção e a ajuda de todos os
leitores que enviaram mensagens.
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Servindo
no 3º Batalhão de Carros de Combate
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Além do 2º
Batalhão de Carros de Combate (2° BCC),
que foi relatado no primeiro trabalho, o 3º
BCC também foi equipado com carros de combate
médio M3A3 e m3A5 Lee.
Seu quartel estava localizado
inicialmente no antigo Derby Club, no Rio de Janeiro,
utilizando instalações compartilhadas
com o 1º BCC, porem sua sede é transferida
para Realengo/RJ em 1947, pois no local anterior
seria construído o futuro Estádio
do Maracanã. Sua composição
era similar a do 2º BCC: três Companhias
de Carros de Combate Médio, equipados com
CCM M3A3/A5 Lee, uma Companhia de Carros de Combate
Leve, equipada com CCL M3A1 Stuart, uma Companhia
de Comando e uma de Serviços, recebendo um
total de 51 M3 Lee. Uma curiosidade era que os M3
Lee do 3º BCC foram matriculados recebendo
o mesmo numero de fabricação dos veículos,
fato incomum no Exercito Brasileiro.
Examinando os boletins internos
do 3º BCC constatamos a descarga prematura
de vários CCM M3 Lee já no ano de
1952, como os de matrícula EB 11-582, 1197,
1332, 1426 e 1442 que foram descarregados em 04/11/52.
Convém esclarecer que, ao contrário
dos primeiros M4 Sherman e da maioria dos M3/M3A1
Stuart recebidos pelo Brasil, os Lee vieram usados
e, por serem todos da versão diesel, acreditamos
que eles tinham sido muito utilizados anteriormente
pelas unidades de treinamento nos Estados Unidos.
Por isso, no ano de 1954, decidiu-se concentrar
todos os M3 Lee no 2º BCC, que repassou os
seus CCL M3/M3A1 Stuart para o 3º BCC, e estas
unidades passara a operar somente com um tipo de
carro de combate.
De acordo com o depoimento
do Coronel R/R José Eduardo de Castro Portela
Santos, que dentre seu extenso Curriculum no EB
serviu no 2º BCC nos anos 50, o Lee era de
manutenção difícil, principalmente
os seus dois motores GM a Diesel, e não raro
devido a panes constantes locomoviam com apenas
um dos motores em funcionamento. Para facilitar
a partida dos motores, os mecânicos do 2º
BCC introduziam um pouco de éter no injetor,
processo conhecido como "cheirinho". Para
desligar o motor preferiam simplesmente parar com
a marcha engrenada.
Conforme citado no livro "M3
Lee/Grant Medium Tank 1941-45", de Steven J.
Zaloga, houve pelo menos uma tentativa de substituir
o conjunto de motores a diesel por um radial, à
gasolina, igual aos que eram utilizados nos M4 Sherman.
O veículo enviado para pesquisas foi o M3A3
matricula EB 11-275, em 11/11/1952, porém
não obtivemos informações sobre
o resultado, e se outros veículos também
foram modificados.
Pelo menos um M3A3 estava
ainda em uso em 1972 na Escola de Material Bélico
(EsMB), no Rio de Janeiro/RJ, como veículo
de instrução. (Foto
3 e Foto
4)
Quanto ao M3 Lee a enviado
para um museu estadunidense em 1973, temos o seguinte:
O modelo enviado foi um M3A3, e o destino foi o
Patton Museum, em Fort Knox, no Estado de Kentucky.
Segundo artigo da revista inglesa "Tracks &
Wheels", quando vieram buscar o blindado no
Brasil, ele se encontrava parado há muito
tempo, e uma arvore tinha crescido e entrando no
blindado pelo alçapão inferior do
municiador do canhão de 75 mm. Apesar disto,
grande parte dos componentes mecânicos ainda
estavam no veículo, e através de peças
retiradas de um veículo recuperador M31 resgatado
na Europa, o M3A3 foi inteiramente recuperado e
posto em condição de funcionamento.
Hoje ele se encontra impecável, em posição
de destaque, no referido museu.
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A
Quantidade, os Modelos, e Matrículas
dos M3 no Brasil
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A lista dos modelos,
matrículas e quantidades de M3 Lee recebidos
pelo Exército Brasileiro estão em
tabela anexa para melhor consulta.
Link http://www.defesanet.com.br/zz/hist_m-3_2.pdf
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Os autores desejam agradecer
as pessoas abaixo que nos auxiliaram trazendo
mais subsídios, tornando possível
esta complementação:
" Cel R/R Lannes de
Souza Caminha - Rio de Janeiro/RJ;
" Cel R/R José Eduardo de Castro
Portela Soares - Rio de Janeiro/RJ;
" Ten Cel Elnio David Dansa de Franco
- Comandante do 1º RCC - Santa Maria/RS;
" Cap Sergio Rodrigues Gonzalez - QAO
de Material Bélico do 22° B Log
L - Barueri/SP;
" Bram Risseeuw - Pesquisador de Assuntos
Militares - Irlanda;
" Expedito Carlos Stephani Bastos - Pesquisador
de Assuntos Militares - Juiz de Fora/ MG;
" Hermes A. Barcelos - Barra Mansa/ RJ;
" Paulo Cid Fellows - Pesquisador de
Assuntos Militares - Rio de Janeiro/RJ.
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Bibliografia
complementar
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EXÉRCITO BRASILEIRO.
Catálogo de Suprimento de Material Bélico
do Exército Brasileiro. Rio de janeiro: Estado
Maior do Exército, 1967.
_____________________. Boletins
Internos do 3º BCC. Vários anos
MINISTÉRIO DA GUERRA.
Boletim do Exército nº15 - Regulamento
para Classificação, Registro e Identificação
das Viaturas Automóveis do Exército.
Rio de janeiro: Estado Maior do Exército,
1944.
LEND LEASE ACT. Ordnance
- General Supplies Part I - Principal Countries.
Washington: Office of Lend-Lease Administration,
1941-1945.
Revista O Cruzeiro, Setembro
de 1943.
Revista Brasil Reportagens, Outubro de 1944.
Revista Track & Wheels, Nº 2. London:
1982.
São Paulo, fevereiro de
2006.

Ilustração
1 - Na ilustração apresentada anteriormente,
convém retificar a cor da matrícula
EB 11 do M3A3 de 1944, pois conforme o "Regulamento
para Classificação, Registro e Identificação
das Viaturas Automóveis do Exército"
instituído pelo Decreto Nº 16.456-A
de 28/08/44; a cor correta seria azul celeste e
não branca, e o cocar da estrela verde e
amarelo tinha o fundo prateado. Anexamos outra lamina
com a devida correção.
Pesquisa: Hélio Higuchi / Arte: Ulisses Castanhera
Monteiro
(acima) Baseado no
M3A3 da Escola de Motomecanização
no desfile de Sete de Setembro de 1944. Pintados
de verde-oliva, nesta época eles ainda não
possuíam o número de registro completo
do Exército Brasileiro, tendo somente a nomenclatura
para carros de combate, porem sem o numero de ordem
(EB 11), na cor azul, e a insígnia nacional,
constituído por uma estrela de cinco pontas
verde-amarela, tendo inscrito um circulo azul-bandeira,
circulado por uma coroa branca de espessura de 1/5
do raio total do mesmo circulo, com os intervalos
entre as pontas da estrela pintadas em tinta metálicas
cor de alumínio, aplicados nos quatro lados
do veículo.
(abaixo) M3A3 matrícula
EB 11-291 da 3ª Companhia de Carros de Combate
Médio do 2º BCC em 1947. Também
em Verde-oliva, mas com o número de registro
da viatura no Exército Brasileiro completo
e com a abreviatura regulamentar da sua OM (2º
BCC), ambos na cor branca, e a insígnia nacional,
constituída de uma faixa branca circular,
de largura igual a 1/5 do raio maior e dividida
em quatro quadrantes, separado por faixas verde
oliva, com largura igual a 2/5 da largura da faixa
branca. No circulo verde-oliva inscrito no interior
da faixa branca é pintado o cruzeiro do sul
na cor branca.

Ilustração
2 - O veículo desenhado pertence ao 3º
BCC, conforme esquema de pintura apresentado em
desfile militar no dia 07/09/43, no Rio de Janeiro.
Nesta época o fundo do cocar da estrela verde
e amarelo era ainda de cor branca, e não
prateada, pois o Decreto Nº. 16.456-A ainda
não estava em vigor.
Pesquisa: Hélio Higuchi / Paulo Cid Fellows.
Arte: Ulisses Castanhera Monteiro
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