Aeronáutica
Confirma a Compra do Míssil BVR
Liberada a restrição da Notícia
(recomendamos a leitura do artigo Festa
com Gosto Especial)
Um
dos maiores segredos da FAB foi liberado pelo Comandante
da Aeronáutica em recente palestra: a compra do míssil
BVR, além de outras armas avançadas.
Durante
palestra no Parque de Material Aeronáutico de
São Paulo (PAMA-SP), no dia 13 de outubro, do
encontro do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar
Luiz Carlos da Silva Bueno, com a Turma
da Sucata, entidade que congrega os veteranos da
FAB na cidade de São Paulo, e a notícia liberada
na página da FAB, no dia 18 Outubro, finalmente a
FAB confirma a compra do míssil BVR (Além
do Alcance Visual).
O
míssil adquirido pela Força Aérea Brasileira
é o modelo BVR Derby produzido pela empresa israelense
Rafael. Também da Rafael a FAB adquiriu recentemente
um sistema de designação de alvos "LITENING
III e equipamentos de Guerra Eletrônica embarcada
"SKYSHIELD".
O
Impacto
Após
o impacto da primeira Operação CRUZEX I (2002),
quando o Armée de l´Air (Força
Aérea Francesa) empregando a combinação:
míssil MBDA
BVR MICA + E-3F AWACS e o Mirage 2000-5 com o radar
RDY, marcou definitivamente os rumos da evolução
tecnológica da FAB.
No primeiro dia da CRUZEX I os franceses "abateram"
"TODOS",os aviões "agressores",
alguns a uma distância de 70 km ou mais, a maioria
aviões F-5 da FAB, que operavam desde Florianópolis.
O exercício teve de ser zerado e reiniciado.
O
Brigadeiro Baptista, então Comandante da FAB,
foi enfático na entrevista coletiva ao término
da CRUZEX I ao mencionar a performance da Força Aérea
Francesa: "Estão
abatendo os meus aviões a 50 milhas de distância".
Defesa@Net comentou: O conjunto Mirage 2000-5 mais o AWACS
possibilitou uma performance superior para a Força
de Coalizão liderada pelo L´Armée de
L´Air. Isto pode prever desdobramentos com a decisão
próxima do Programa FX, termos nos céus brasileiros
uma FAB potente e capaz.
O
impacto foi tão profundo como pode ser avaliado na
declaração do Brigadeiro J. Carlos,
ex-comandante do COMGAR, a Defesa@Net. "Temos de
sair dessa fossa".
|
Entrevista
com o Brigadeiro J. Carlos Pereira - 03 Março
2005
Defesanet: O ganho tecnológico seria nesse
processo de integração míssil
BVR e o radar ?
Brig. J. Carlos: Sim o ganho seria no processo
de integrar: a arma, radar e o datalink, que vai comandar
o míssil BVR via radar. Nós não
temos isso no momento. Seria o grande ganho tecnológico.
Isso
vale qualquer coisa. Se nós pudermos obter
essa qualificação de ter um controle
de um mísil BVR, via datalink, com o radar
de seu avião, isso é que interessa.
O resto é perfumaria.
Defesanet:
Na CRUZEX 2002 os franceses obtiveram uma grande superioridade
com os MICA.
Brig. J Carlos: Temos de sair dessa fossa,
e adquirir um novo patamar tecnológico.
http://www.defesanet.com.br/fx/jcarlos.htm
|
A
Procura
Com
o cancelamento do Programa F-X, onde tão importante
como o caça a ser escolhido estava a definição
do binômio radar e sistema de armas, incluindo o míssil
BVR.
Os principais mísseis oferecidos:
| Caça |
Míssil
|
Fabricante
|
| F-16
C/D |
Míssil
AIM-120
C AMRAAM |
Raytheon |
| Mirage
2000 BR |
MICA
IR - RF |
MBDA |
| Gripen |
Opções
AIM-120, R-Darter, etc |
- |
| Su-35 |
R-27
e R-77 |
Vympel |
| MiG-29 |
R-27
e R-77 |
Vympel |
Para
detalhes sobre mísseis oferecidos no Programa F-X acesse:
O Poder
de Fogo
O
cancelamento do Programa F-X postergou a entrada da FAB
nesse campo tecnológico.
Quando foi feito o anúncio da compra dos Mirage 2000C/B,
pelo Comandante da Aeronáutica, ao grupo de pilotos
do 1º GDA a primeira pergunta que foi feita pelos pilotos,
e o míssil BVR?
Porém o programa F-5BR avançava e tornava-se
a uma boa plataforma para o emprego de um míssil
BVR. O primeiro candidato era o míssil Sul-Africano
R-Darter
Em fins do ano passado o Comando da Aeronáutica negociava
com a Denel Aerospace, da África do Sul, tanto a
participação do programa A-Darter, como para
a aquisição do BVR R-Darter. Porém,
no ano de 2006 foi definida a aquisição do
míssil israelense Derby, produzido pela israelense
Rafael. Os dois mísseis são um desenvolvimento
conjunto entre Israel e a África do Sul.
Por ter mais recursos e as necessidades operacionais mais
prementes, a Rafael incorporou avanços tecnológicos
que tornaram o Derby superior ao R-Darter, como próprias
fontes sul-africanas confirmaram ao correspondente de Defesa@Net.
Um dos pontos mais relevantes das inovações
introduzidas pelos israelenses é a adoção
do sistema datalink.
O Brasil acabou adquirindo no primeiro semestre de 2006
o míssil Derby para ser integrado ao caça
F-5M. Graças ao sistema modular de aviônica
desenvolvido pela Embraer/Elbit e a fácil integração
de dados aos computadores permitiu, que em curto espaço
de tempo fossem realizadas as seguintes operações:
-
Integração dos dados do míssil
aos computadores de bordo do avião;
- Sistemas de fixação do míssil,
pilone, ao avião;
- Treinamento dos pilotos do 1º/14º GAV, Esquadrão
Pampa, em ambiente BVR, e,
- Desenvolvimento de táticas e perfil operacional
entre o 1º/14GAV Esquadrão Pampa e o 2°/6°
Esquadrão Guardião. |
A introdução do sistema do simulador de vôo
da aeronave de caça F-5M, que permitiu ao esquadrão
simular operações aéreas em ambiente
BVR. O 1º/14º GAV treinou tanto no simulador da
Base Aérea de Santa Cruz (BASC), como no recém
inaugurado da Base Aérea de Canoas (BACO). Esse incorporou
os dados do Derby ao sistema para que os pilotos testassem
e aperfeiçoassem as táticas para operações
em ambiente BVR. (para mais detalhes acesse matéria
Inaugurado Simulador de Vôo do F-5M)
A
Corrida
Essa
corrida contra o relógio tinha uma meta, a CRUZEX
III, que seria realizada em Agosto/Setembro, na área
de Brasília DF/Campo Grande(MS).
Se o resultado de 2002 jogou a FAB na fossa, o resultado
de 2006 espantou aos franceses e demais participantes da
CRUZEX, e com repercussões imediatas em todo o continente.
Em uma missão da CRUZEX III, dois Mirage 2000N do
Armée de l´Air, operando sob a vigilância
de um E-3F, e escoltados por Mirages 2000C franceses, foram
abatidos pelos "agressores" do 1º/14º
GAV operando desde a Base de Campo Grande (MS).
Mais surpreendente é que nenhum sensor francês
detectou: ou os F-5M ou o lançamento dos mísseis
ou a presença do R99A
Agora a FAB usava o quarteto: F-5M, Míssil BVR
Derby, R99A e o datalink. A vantagem tática obtida
pelos F-5M frente aos demais foi de tal modo superior, que
impactou profundamente, não só no período
da operação como alguns movimentos de governos
Latino-americanos.
Outros exercícios e simulações ocorreram
em especial na semana 4- 8 Setembro, quando FAB e Armée
de l´Air realizaram vários combates simulados
na região de Anápolis.
Defesa@Net comentou a entrega dos dois primeiros Mirage
2000C como uma "Festa
com Gosto Especial", visto que a referência
agora da FAB é o conjunto: F-5M
+ BVR Derby + R99A
+ Datalink.
Repercussão
O
patamar técnico-operacional obtido pela FAB e suas
equipes operacionais e técnicas e a indústria
nacional com a EMBRAER, são únicos no continente
latino-americano e inclui a FAB no seleto grupo de forças
aéreas, que não são mais do que cinco,
que dominam o ambiente BVR e operam aviões de controle
e vigilância aérea como o R-99A .
O impacto foi sentido no continente onde a Fuerza Aérea
do Chile (FACh) realizou uma inusitada
parada aérea, no dia 20 Setembro, e Hugo Chávez
afirmou, no dia 19 Setembro:"Chávez
ordena planificar operación militar Mercosur en El
Caribe"
Cumprimentamos a Força Aérea Brasileira que
ao comemorar os 100 Anos do Vôo do 14 Bis também
comemora a entrada de um novo século de domínio
tecnológico. Tão importante quanto a bravura
dos pilotos do dia 22 Abril de 1945.