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Botelho evita
convite de Lula para ministério
(Importante Notas Defesa@Net abaixo)
Júlio Ottoboni
São José
dos Campos (SP), 14 de Março de 2007 - Mesmo
convidado,o executivo da Embraer não acompanhou
a visita do presidente ao Inpe. A visita do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva ao Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais ( Inpe), em São José
dos Campos, teve ontem um adicional de expectativa.
Toda a comitiva presidencial aguardava ansiosamente
a presença do diretor-presidente da Empresa
Brasileira de Aeronáutica (Embraer), Maurício
Botelho, cotado para assumir o Ministério
de Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior. Porém, o executivo não compareceu
e segundo sua assessoria, estaria em viagem de negócios
fora do País.
Segundo integrantes do pólo aeroespacial
presentes no evento, dificilmente Botelho aceitará
a proposta de Lula para assumir uma pasta em seu
governo. Inclusive, o presidente aguardava a possibilidade
de se encontrar pessoalmente com o dirigente da
Embraer para efetivar publicamente o convite. O
executivo, que administra a ex-estatal desde sua
privatização, em dezembro de 2004,
deixará o cargo no próximo mês.
Porém continuará a integrar o conselho
administrativo da empresa.
Os comentários envolvendo o nome de Botelho
como possível candidato ao ministério
ganharam força nas duas últimas semanas,
quando também surgiu no meio aeronáutico
o comentário que a Boeing estaria interessada
em contratá-lo para reestruturar a companhia.
A gigante norte-americana passa por um momento conturbado
e há pouco mais de um mês demitiu 10
mil empregados.(nota
Defesa@Net - as demissões anunciadas ocorrerão
na EADS dentro do programa de reestruturação
Power8)
Em 12 anos a frente da Embraer, esse executivo oriundo
do Banco Bozano-Simonsen, um dos acionistas na época,
conseguiu tirar a empresa de uma situação
praticamente falimentar e do total descrédito
junto ao mercado internacional, elevando-a a condição
de terceira maior fabricante de jatos comerciais
do mundo, só ficando atrás da Boeing
e da Airbus. Segundo empresários do setor
que estavam no Inpe, a ausência de Botelho
foi estratégica para evitar um possível
constrangimento ao presidente Lula numa possível
negativa ao convite.
No embate na Organização Mundial do
Comércio, nos anos 90, entre a Embraer e
a canadense Bombardier, Botelho tomou a frente do
processo e conquistou a admiração
de vários dos altos executivos das grandes
corporações do setor aeronáutico
em todo mundo. Dono de um vasto currículo,
esse engenheiro mecânico graduado em 1965,
na Escola Nacional de Engenharia, da Universidade
do Brasil, sediada no Rio de Janeiro, se especializou
em finanças e administração.
Ele já ocupou diversos cargos diretivos e
de relevância em sua vida profissional.. Entre
eles, se encontra o de vice-presidente executivo
da empresa Técnica Nacional de Engenharia
S.A (Tenenge) em 1992, subsidiária do Grupo
Odebrecht, na qual ele foi responsável pela
implementação de projetos industriais,
como a construção de plataformas de
extração de petróleo e de gás
no Brasil, Reino Unido e Portugal. Botelho atuou
ainda nos setores de engenharia, petroquímica,
energia, siderurgia e financeiro.
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