15 Março 2007
14:00 Horas
Notícias
Arquivo Notícias
Boletíns
Editoriais
Revista Virtual
SOF História
Artigos
Documentos
Links
Fotos
Vídeos
Eventos
Busca Arquivo
  Defesa@Net
A Empresa
Equipe
 

Embraer
Defesanet 15 Março 2007
Gazeta Mercantil 14 Março 2007

Botelho evita convite de Lula para ministério
(Importante Notas Defesa@Net abaixo)

Júlio Ottoboni

São José dos Campos (SP), 14 de Março de 2007 - Mesmo convidado,o executivo da Embraer não acompanhou a visita do presidente ao Inpe. A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ( Inpe), em São José dos Campos, teve ontem um adicional de expectativa.

Toda a comitiva presidencial aguardava ansiosamente a presença do diretor-presidente da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), Maurício Botelho, cotado para assumir o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Porém, o executivo não compareceu e segundo sua assessoria, estaria em viagem de negócios fora do País.

Segundo integrantes do pólo aeroespacial presentes no evento, dificilmente Botelho aceitará a proposta de Lula para assumir uma pasta em seu governo. Inclusive, o presidente aguardava a possibilidade de se encontrar pessoalmente com o dirigente da Embraer para efetivar publicamente o convite. O executivo, que administra a ex-estatal desde sua privatização, em dezembro de 2004, deixará o cargo no próximo mês. Porém continuará a integrar o conselho administrativo da empresa.

Os comentários envolvendo o nome de Botelho como possível candidato ao ministério ganharam força nas duas últimas semanas, quando também surgiu no meio aeronáutico o comentário que a Boeing estaria interessada em contratá-lo para reestruturar a companhia. A gigante norte-americana passa por um momento conturbado e há pouco mais de um mês demitiu 10 mil empregados.(nota Defesa@Net - as demissões anunciadas ocorrerão na EADS dentro do programa de reestruturação Power8)

Em 12 anos a frente da Embraer, esse executivo oriundo do Banco Bozano-Simonsen, um dos acionistas na época, conseguiu tirar a empresa de uma situação praticamente falimentar e do total descrédito junto ao mercado internacional, elevando-a a condição de terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, só ficando atrás da Boeing e da Airbus. Segundo empresários do setor que estavam no Inpe, a ausência de Botelho foi estratégica para evitar um possível constrangimento ao presidente Lula numa possível negativa ao convite.

No embate na Organização Mundial do Comércio, nos anos 90, entre a Embraer e a canadense Bombardier, Botelho tomou a frente do processo e conquistou a admiração de vários dos altos executivos das grandes corporações do setor aeronáutico em todo mundo. Dono de um vasto currículo, esse engenheiro mecânico graduado em 1965, na Escola Nacional de Engenharia, da Universidade do Brasil, sediada no Rio de Janeiro, se especializou em finanças e administração.

Ele já ocupou diversos cargos diretivos e de relevância em sua vida profissional.. Entre eles, se encontra o de vice-presidente executivo da empresa Técnica Nacional de Engenharia S.A (Tenenge) em 1992, subsidiária do Grupo Odebrecht, na qual ele foi responsável pela implementação de projetos industriais, como a construção de plataformas de extração de petróleo e de gás no Brasil, Reino Unido e Portugal. Botelho atuou ainda nos setores de engenharia, petroquímica, energia, siderurgia e financeiro.

Nota Defesa @ Net

O artigo da Gazeta Mercantil merece alguns adendos e correção mencionada no próprio corpo do texto. O convite a Maurício Botelho, para assumir o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, tem muito a ver com o verdadeiro imbróglio internacional que o ministro Luiz Fernando Furlan colocou o governo Luiz Inácio. Ao gestionar junto a fontes russas o fornecimento de helicópteros para a as Forças Armadas brasileiras, no caso em especial a Força Aérea Brasileira.

Com apoio de círculos financeiros árabes (Paquistão e Arábia Saudita), mais as indústrias de defesa russas e grupos político-militares brasileiros, foram realizados contatos com o objetivo de realizar um negócio triaqngular de exportação de carnes (frango e gado) e importação de helicópteros militares russos.

Uma agenda particular de alguns círculos do governo e Força Aérea, leia-se comando, que não eram compartilhada ou apoiada pelo Ministério da Defesa. Resultado foi um desgaste ao Ministro Furlan e ao Brigadeiro Bueno os dois mais interessados no negócio. Ao ser deflagrada a guerra surda com muita pressão pelo lado russo e uma movimentação de bastidores pelos demais fornecedores potenciais de helicópteros para o governo e Forças Armadas, o governo optou por desarmar a bomba relógio mandando para casa o Ministro Furlan e o Brig Bueno e cortando a opção de comando ao preferido do então comandante para assumir a FAB..

Para MNB, como é chamado na corporação, o convite atrapalha seus planos pessoais e da EMBRAER em quatro pontos:

1 - Após o "petit Coup d´Etat" feito com a pulverização do capital acionário da EMBRAER, que o coloca como líder inconteste da empresa para os próximos 10 anos, não valeria o convite;
2 - A posição de Ministro o colocaria em uma saia justa devido a possível abertura do Programa F-X2, que novamente deverá ter os russos competindo o que poderia conflitar com interesses da EMBRAER em suas posições na Rússia;
3 - Para o programa Dreamliner B787 a Boeing estudou o processo de logística da EMBRAER empregado na Família EMB170/190. A aceitação de um convite da Boeing poderia sinalizar o alinhamento da EMBRAER com gigante aeroerspacial americano. Em especial após as relações estremecidas com a Lockheed Martin na condução do Programa Aerial Common Sensor (ACS);
4 - O possível convite seria com a EADS, ex-sócio, para sua divisão AIRBUS, que teve relações também estremecidas com o "petit Coup d´Etat".

Recomendamos a leitura do artigo "Boeing, Airbus warned on rivals" com os pensamentos de Steven Udvar-Hazy, executivo do grupo ILFC, cujos comentários ajudaram a implodir o A350. Após os seus comentários a AIRBUS lançou o A350 XWB.

   
   
   
   
   
   
  EADS e Dassault
Aviation saem da
Embrae
r
D@N Janeiro 2007
   
  EMBRAER Entrega o
200º E-JET
  Textos em:
Português
Español
English
   
 

Matérias Relacionadas

  EMB 170/190
A Navegação de
um Projeto
   
  FAMÍLIA DE JATOS
ERJ 145 ATINGE
DEZ MILHÕES DE
HORAS DE VÔO

Embraer Novembro 2006
   
  Depois do avião,
S. José vai ser a
Capital do Helicóptero

Vale Paraibano
Dezembro 2005
   
  EADS quer reforçar os negócios com a Embraer
GM Novembro 2005
   
  Airbus sobrevoa Embraer
IstoÉ Agosto 2006
   
  EMBRAER DIVULGA
ENTREGAS DO
QUARTO TRIMESTRE
DE 2006 E CARTEIRA DE PEDIDOS ATUALIZADA

Embraer Janeiro 2007
   
  Ex-controladores
farão oferta de
R$ 1,6 bilhão de
ações da Embraer

Valor Janeiro 2007
   
 

Thales Vende sua
Participação
na Embraer

Thales Outubro 2006

© 2006 Defesa@Net™- Direitos Reservados