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Ex-controladores farão oferta de
R$ 1,6 bilhão de ações da Embraer
Dassault e EADS seguem a Thales e se afastam da
Embraer
Vanessa Adachi
As empresas francesas
Dassault Aviation e EADS e o Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) também decidiram vender ações
de sua propriedade em oferta pública de papéis
da Embraer que acontecerá em fevereiro. Com
isso, unem-se aos fundos de pensão Previ
(Banco do Brasil) e Sistel (Telebrás),
que já haviam anunciado sua intenção
em dezembro. A operação toda envolverá
cerca de 10% do capital total da Embraer, somando
R$ 1,6 bilhão, com base no valor atual dos
papéis em bolsa.
Dassault
e EADS sairão completamente do capital
da Embraer ao final da oferta. Cada uma possui 2,1%
da empresa. Previ, que tem 16,3%, ficará
com 14,2%; BNDESPar irá de 6,3% para 5,2%.
O maior vendedor na operação será
a Sistel, que reduzirá sua posição
de 7,3% para 3,6%. A fundação precisa
enquadrar-se no limite de aplicação
em renda variável.
No total, serão vendidas
72,9 milhões de ações ordinárias
da fabricante de jatos brasileira. Pode, ainda,
haver uma oferta suplementar equivalente a 15% do
volume original. Em dezembro, a intenção
anunciada era de vender menos, apenas 43,3 milhões
de ações.
Desde que, há um ano,
a Embraer anunciou a pulverização
de seu controle acionário, havia expectativa
de que os sócios que antes integravam o bloco
de controlador viessem a mercado dar liquidez a
seu investimento.
Na lista de vendedores agora
pública, analistas sentiram a falta do nome
do Grupo Bozano, de propriedade do ex-banqueiro
Júlio Bozano. O grupo vem se desfazendo de
diversos ativos, tornando o portfólio líquido,
dentro de uma estratégia sucessória,
segundo fontes próximas. O investimento em
Embraer, da qual detém 10,7%, é tido
como o maior da carteira de Bozano.
A definição
do preço de venda será em 6 de fevereiro
e os papéis começam a ser negociados
no pregão da Bovespa no dia 8.
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