
Hierarquia:
Ministro da defesa, Waldir Pires(acima), negociou o fim da operação-padrão,
o que revoltou o Brigadeiro Luiz Carlos Bueno(abaixo)

Irritação
na caserna
CB 05 Nov 06
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Desmilitarização começou com a criação
da ANAC
CB 05 Nov 06
Link
ENTREVISTA
WALDIR PIRES:
Não
há por que o controle aéreo ser militar
Folha 05 Nov 06
Link
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Defesanet
05 Novembro 2006
Estadão 05 Novembro 2006 20:00 Horas
Atualizado 06 Novembro 2006
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Estadão
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Apagão
Aéreo
Exército
se isenta de papel em crise da FAB
(para cópia da Carta do Brig Bueno
ao Cmt do Exército acesse Link
pdf)
colaborou
Tânia Monteiro
Depois de levar um pito da ministra da Casa Civil, Dilma
Rousseff, e uma reprimenda pública do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva na última reunião
convocada pelo Palácio do Planalto para tratar
da crise no setor aéreo, o comandante da Aeronáutica,
brigadeiro Luiz Carlos Silva Bueno, desagradou agora seu
colega do Exército, general Francisco Albuquerque.
Ao tornar público o teor da carta a Albuquerque,
agradecendo o apoio e a solidariedade manifestados na
crise que o indispôs com o ministro da Defesa, Waldir
Pires, o brigadeiro acabou se atritando também
com o Comando do Exército, que não admite
ser arrastado para a crise.
A
carta, datada de 2 de novembro, foi publicada na página
da Força Aérea Brasileira (FAB) na internet
e retirada em seguida, na manhã de hoje, em razão
da polêmica criada com o Exército. (Nota
Defesa@Net para cópia da carta em pdf Link),
para Na correspondência, os agradecimentos de Bueno
a Albuquerque foram interpretados como insinuação
de que o Exército tomara partido no embate da Aeronáutica
com a Defesa e o Planalto, por conta do movimento dos
controladores de vôo que paralisou aeroportos de
todo o País. Oficiais do Exército avaliam
que o brigadeiro foi "inábil" e dizem
que não há porque estender uma crise do
setor aéreo às Forças Armadas.
"Ele
(Bueno) tenta transformar uma crise da Aeronáutica,
que era só dele, em uma crise militar, que não
existe", comentou um interlocutor de Albuquerque.
De fato houve um telefonema do comandante do Exército
ao seu colega da Aeronáutica, logo no início
da crise. Outro oficial, no entanto, esclarece que foi
apenas "uma manifestação de praxe"
e protesta contra as insinuações contidas
na carta. "O que não pode é especular,
gerar polêmica que não existe por causa de
um telefonema meramente protocolar e bem intencionado",
reagiu. Segundo o oficial, o único objetivo do
comandante do Exército no telefonema foi o de colocar
a Força à disposição da FAB,
para o que fosse necessário, a exemplo do que ocorreu
no caso da queda do avião da Gol.
"Não
queremos dizer que não temos nada com isto, caso
seja necessário nosso apoio. O Exército
é legalista e estamos sempre prontos a colaborar
e fazer o que tem de ser feito", completou o oficial,
informando ainda que, no mesmo dia do telefonema a Bueno,
Albuquerque manteve o mesmo contato telefônico com
o ministro Waldir Pires. Em ambos os casos, acrescenta,
o objetivo da conversa foi um só: "Queríamos
desejar sucesso na resolução da crise e
mostrar nossa crença no que estava sendo feito,
nos colocando à disposição caso tivessem
necessidade de alguma ajuda. Nada além disso".
O
que causou estranheza a militares do Exército foi
o fato de o comandante da Aeronáutica ter recorrido
ao agradecimento tardio à Força Terrestre,
pelo apoio dado nas operações de resgate
das vítimas do acidente com o Boeing da Gol, para
justificar a carta tornada pública. Esperou para
fazer isso, justamente quando sua situação
política tornou-se delicada, arrastando o Exército
para o centro da crise. Além de agradecer "as
estimulantes palavras de apreço", o brigadeiro
Bueno citou "adversidades por vezes impossíveis
de serem previstas", para falar da crise atual.
Em
sua correspondência a Albuquerque, ele disse que,
nestes momentos, "torna-se natural fazer uso da crítica
e do julgamento hostil, aproveitando-se para tirar vantagem
de situações inusitadas, como forma de inverter
um quadro, cuja origem esteja relacionada, com o próprio
processo gerador da conjuntura". Em outro trecho,
Bueno agradeceu a "manifestação de
plena confiança na capacidade de a Aeronáutica
restabelecer a normalidade no transporte aéreo
nacional", o que lhe serve de "alento e estímulo
para continuar acreditando que a devoção
ao trabalho e o respeito à sociedade brasileira
são os verdadeiros pilares que nos mantém
unidos em torno do ideal de amor à Pátria
e senso de cidadania".
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| É
preciso pensar NISSO com muita seriedade porque desmilitarizar
pode ser um caminho sem volta, com conseqüências
para todos
José
Carlos Pereira, presidente da Infraero - Desmilitarização
começou com a criação da ANAC
- Correio Braziliense, 05 Novembro 2006
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