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05 de Julho, 2016 - 13:00 ( Brasília )

Drones começam assegurando defesa do núcleo militar russo


Já cinquenta drones guardam as instalações militares de mísseis da Rússia. Neste ano, a Força Estratégica de Mísseis da Rússia receberá ainda mais equipamento novo, informou a direção de serviço de imprensa e informações do Ministério da Defesa russo.
 
“Cerca de 50 veículos não tripulados estão envolvidos na guarda e defesa das instalações da Força Estratégica de Mísseis… O aperfeiçoamento de guarda e defesa das instalações da Força Estratégica de Mísseis e aumento da sua proteção contra o terrorismo em 2016 é uma das atividades principais do comando da Força Estratégica”, disse o Ministério da Defesa.

No âmbito de realização desta tarefa as instalações são equipadas com novos tipos de sistema de guarda.

O Ministério acrescentou que continua em conjunto com funcionários industriais realizar pesquisas científicas para criar uma nova geração de sistemas automatizados de guarda com objetivos militares.
Desde 2013 as tropas recebem veículos militares contradiversão Tayfun-M que possui drones como parte do seu sistema. No fim de 2015 foram completados os testes de um novo sistema automatizado de guarda equipado com um complexo robotizado de tiro.

Pequenos drones russos destinados a realizar missões importantes

A empresa russa UIMC [a sigla em inglês para Corporação Unida de Fabricação de Aparelhos] integrada na corporação Rostec está desenvolvendo um projeto de pequenos helicópteros não pilotados destinados a efetuar a vigilância de instalações militares e apoiar missões de busca e de salvamento.

"Os micrópteros praticamente não fazem ruído e podem ser teleguiados com facilidade. São relativamente baratos e, portanto, podem ser substituídos rapidamente quando estão danificados. Essas são suas principais vantagens", disse o representante da companhia.

A fonte acrescentou que o objetivo principal deste tipo de drones será vigiar instalações militares ou industriais, bem como participar em operações de busca e salvamento realizadas em lugares de difícil acesso ou com condições de pouca visibilidade.

Anteriormente, alguns meios de comunicação russos informaram sobre a criação de um outro drone de monitoramento descartável chamado Glaz, ("olho" em russo), que pesa apenas 300 gramas.

O Glaz é capaz de transmitir um sinal de vídeo, em direto, a partir da zona de observação, por exemplo, de zonas de combate, do epicentro de um desastre natural ou de uma catástrofe tecnológica. Não são necessários grandes conhecimentos técnicos nem uma grande infraestrutura para lançar ou comandar o novo drone. O sistema permite emitir um sinal de vídeo até uma altura de 250 metros.

Outro drone, chamado Mukha, que em russo significa "mosca", criado pela empresa Izhmash, pesa 1,5 kg e será integrado no novo equipamento individual de combate russo Ratnik. Este drone pode ser pilotado partir de um tablet e é capaz de realizar missões de reconhecimento em um raio de até cinco quilômetros.

A Izhmash também desenvolveu um pequeno convertiplano, o "Granat-5", um drone com motores e rotores basculantes que tem como objetivo realizar missões de reconhecimento das costas antes do desembarque de tropas. O aparelho pesa sete quilogramas, tem a capacidade de se deslocar à mesma velocidade de um avião e, além disso, decolar verticalmente. O convertiplano também pode ser lançado manualmente e é capaz de transportar uma carga útil de até um quilo.