Segundo o sempre
bem informado In From the Cold, que trata de assuntos
militares, a primeira análise sugere que
o acidente pode ter sido ocasionado por falha estrutural
que levou ao acidente fatal. Entretanto há
sempre a menção que a investigação
está ainda em seu estágio inicial
e nenhuma hipótese pode ser descartada ainda.
O F-15D Eagle, caiu
no dia 30 de Julho, durante uma de missão
de combate no Centro de Treinamento da USAF em Nevada
Range Complex, ao norte de Las Vegas. Um piloto
foi declarado morto 24 horas após, outro
foi recolhido ao hospital na Base Aérea de
Nellis.
O piloto morto foi
identificado como o Tenente-Coronel Thomas Bouley,
Comandante do 65º Aggressor Squadron baseado
em Nellis. O tripulante sobrevivente era da Royal
Air Force, em um programa de intercâmbio,
e estava alocado na 64º Aggressor Squadron,
também estacionado na Base Aérea de
Nellis.
As unidades “aggressor”
operam com as mesmas táticas e capacidades
que forças inimigas devem operar contra forças
americanas ou aliadas. Propicia um treinamento realista
das ameaças nos embates aéreos O Esquadrão
64º Agressor é equipado com o caça
F-16 (deve operar como os caças russos MiG-29
Fulcrum), enquanto o 65º Esquadrão equipado
com F-15 Eagle opera de forma similar aos Su-27/30
Flanker.
O piloto Bouley
era um veterano piloto de F-15, commais de 4.000
horas de vôo nesse tipo de avião. Ele
tinha recentemente celebrado vinte anos de serviço
na USAF, como declarou o Coronel Russell Handy,
Comandante da 57º Wing. Esta unidade é
a responsável por várias unidades
na base de Nellis, incluindo os Agressors.
Uma equipe de experts
da USAF, liderados pelo Major-General Mark Matthews,
foi indicada para investigar o acidente. Matthews
atualmente é o Diretor de requisitos do Air
Combat Command, que controla o Centro de Combates
Aéreos de Nellis, incluindo a 57ª Wing.
A Comissão
de Investigação de Acidentes examinará
todas as causas possíveis para a queda, incluindo
fatores humanos e mecânicos. O relatório
final deverá ser liberado de seis a doze
meses.
Problemas estruturais
foram logo lembrados após o acidente de Nevada.
Em Novembro passado a USAF groundeou mais de 500
F-15 modelos C e D após um caça da
Missouri Air National Guard romper-se ao meio durante
um vôo. O acidente foi posteriormente creditado
a falha estrutural.
O acidente do Missouri
requereu inspeções dos caças
F-15 da USAF e estes permaneceram groundeados por
mais de um mês. Essa ação também
afetou os F-15 Eagle operados por Forças
Aéreas aliadas em outros países (Arábia
Saudita, Israel, Japão e Coréia do
Sul).
Investigadores devem
permanecer vários dias na área da
queda. Os destroços serão remitidos
para a Base de Nellis para maiores análises.
Fontes militares
sugerem que a tripulação permaneceu
no avião até o último momento.
Um oficial em condição de anonimato,
mencionou que o piloto sobrevivente tinha aberto
somente o primeiro estágio do pára-quedas,
antes de atingir o solo, o que indica ejetou-se
a muita baixa altitude.
Não é
claro qual dos dois pilotos iniciou a seqüência
de ejeção. No F-15D, primeiro é
ejetado o tripulante de trás para depois
ejetar-se o comandante (piloto), localizado na frente.
A fonte especula
que Bouley, com anos de experiência em e F-15,
permaneceu no comando o maior tempo possível
tentando corrigir o que estava errado.
Na hora do acidente
o F-15D estava operando em apoio à RED Flag
08-03. O padrão tradicional de operação
em superioridade aérea, o Eagle deveria estar
voando em média para alta altitude antes
do acidente.
O piloto Bouley
além de experiente no F-15 também
operou o caça Tornado F-3 da RAF, como piloto
visitante.
O acidente levou
a suspensão da Red Flag, o exercício
reiniciou no outro dia com outras unidades de F-15
da USAF ocupando o lugar dos Agressors.
A seqüência de imagens, produzida
pela Divisão Phantom Works, da Boeing,
recria o acidente do dia 02 Novembro 2007
de um F-15C da 131st FW, da Missouri Air National
Guard. No outro dia a USAF "groundeou"
todos os F-15, ação seguida
por outros operadores internacionais do F-15.
O piloto sobreviveu e teve um braço
quebrado.
Foram identificadas falhas na material das
longarinas com propagação de
microtrincas até o colapso e rompimento
da estrutura do avião. A revisão
da frota indicou 9 outros aviões, que
deverão ser sucateados, pois o custo
da rcuperação é proibitivo,
mesmo para a USAF.
A USAF iniciou as operações
do F-15, em 1972, e tem 665 F-15 C/D/E. A
substituição pelo caça
de 5ª Geração está
em curso com dois esquadrões já
operacionais na bases de: Langley (Virgínia)
e Elmendorf (Alaska).