Raposa
Serra do Sol
Cenas da Ação da PF na Raposa Serra
do Sol
Reinaldo
Azevedo
Conhecem Tarso
Genro, o ministro da Justiça que quer rever
a Lei da Anistia para punir apenas aqueles que ele
considera seus adversários? Pois bem. Ele
é também o chefe da Polícia
Federal e comandou pessoalmente a operação
para expulsar os arrozeiros da reserva Raposa Serra
do Sol, como todos sabem. Sim, são aqueles
fazendeiros que ocupam apenas 0,7% da área,
onde produzem, anualmente, 152 mil toneladas de
arroz, consideradas vitais para o abastecimento
da Região Norte do país, segundo o
próprio Ministério da Agricultura.
Tarso, fica claro
a cada dia, é um perigo para a democracia.
Resta evidente que ele se aproveita das licenças
concedidas pelo estado de direito para transgredi-lo
e para turvar a democracia. Não conhecíamos,
até agora, detalhes da ação
da PF em Raposa Serra do Sol. Vimos apenas o que
publicou uma imprensa notavelmente bem-comportada
(com o governo), que já tinha elegido (é
o certo no caso, não “eleito’)
os seus bandidos e os seus mocinhos. Como é
usual no Brasil, quem produz um alfinete que seja
corre o risco de ir parar atrás das grades.
Pois bem. Clique
na imagem abaixo ver o vídeo. Vocês
verão aí índios indignados
com a ação cinematográfica
da Polícia Federal. Uma indígena pede
até a presença de Lula no local para
poder comê-lo “assado”. Não
faça isso, minha boa silvícola...
Se você não quiser ver o vídeo
inteiro, essa passagem está entre 2min43s
e 3min38s. Outra mulher, também índia,
deixa claro que a PF usa como base de operação
a “missão” (3min57s-4min35s).
A “missão” é um dos aparelhos
do Conselho Indigenista Missionário que há
na região, financiado por ONGs e ligado à
CIR — Conselho Indígena de Roraima,
entidade que recebe dinheiro, entre outros, da Fundação
Ford e que representa a minoria dos índios
locais. Adiante.
Até aí,
nenhuma novidade. Vale a pena ver o vídeo
todo para ressaltar o ridículo de Tarso Genro
e de seus homens de preto. Mas uma passagem, em
especial, merece ser apreciada: a invasão
da Fazenda Canadá, a partir de 6min31s. Os
agentes chegam, e se trava, então, o seguinte
diálogo:
PROPRIETARIO –
Tem mandado judicial?
POLICIAL – Negativo.
PROPRIETÁRIO – Não tem mandado
judicial?
POLICIAL – Não temos mandado judicial.
PROPRIETÁRIO – Então eu
não vou permitir vocês entrarem
sem mandado judicial.
POLICIAL – Então nós vamos
entrar à força.
PROPRIETÁRIO – Perfeitamente.
POLICIAL – Como está sendo feito
em outras propriedades também.
SEGUNDO POLICIAL POLICIAL – O sr. pode
esclarecer como o sr. vai resistir a isso?
PROPRIETÁRIO – Posso, posso, eu
vou resistir...
SEGUNDO POLICIAL – Como?
PROPRIETÁRIO – Eu vou resistir
dentro da legalidade, na Justiça.
SEGUNDO POLICIAL – O sr. vai resistir
de alguma outra forma?
PROPRIETÁRIO – Eu vou resistir
dentro da legalidade, na Justiça.
SEGUNDO POLICIAL – Ok. Tudo bem.
E os meganhas cortam o cadeado e invadem a fazenda.
Sem mandado judicial.
O diálogo
acima é por demais eloqüente. Dispensa
grandes considerações Observem, se
vocês quiserem um motivo adicional para indignação,
que, mesmo depois de o proprietário ter deixado
claro que vai resistir na Justiça, há
uma espécie de provocação,
tentando induzi-lo a dizer algo que caracterize
resistência ativa à ação
policial — o que, certamente, levaria a PF
a fazer o que fez com outro fazendeiro: meter-lhe
algemas nos braços.
Este é o
estado policial de Tarso Genro, o trotskista surtado.
Como vocês bem sabem, a questão tramitava
e tramita na Justiça, e os agentes federais
jamais poderiam ter invadido uma propriedade sem
mandado judicial. Como? “Não é
propriedade”? “É tudo dos índios”?
A questão, reitero, está sub judice.
É mais um abuso de autoridade patrocinado
pelo ministro da Justiça.
Lula
exige explicações de general
- Críticas
do comandante da Amazônia ao governo
podem lhe custar o cargo e abrem crise
- Vasconcelo
Quadros
http://www.defesanet.com.br/toa1/raposa_18.htm
Para general, vazio
de poder ameaça Amazônia - Comandante
Militar da Amazônia diz que a ausência
do Estado na região norte "ainda vai
dar problema". http://www.defesanet.com.br/toa1/aa_poder.htm