COBERTURA ESPECIAL - TOA - Defesa

22 de Agosto, 2012 - 22:50 ( Brasília )

Forças Armadas atuam na demarcação de terra indígena Kayabi


Brasília, 21/08/2012 – Para salvaguardar a comunidade indígena Kayabi contra ilícitos, como garimpo ilegal e desmatamento, 150 militares das Forças Armadas (138 deles do Exército Brasileiro) atuaram na demarcação física de uma área de cerca de 1,053 milhão de hectares de extensão entre os municípios de Apiacás (MT) e Jacareacanga (PA).

Batizada de Operação Kayabi, a missão foi concluída na última quinta-feira (16) e contou com o apoio de aeronaves das três Forças, que somaram 160 horas/voo. A coordenação ficou sob responsabilidade do Comando Militar da Amazônia (CMA), com auxílio de técnicos da Diretoria de Serviço Geográfico (DSG) do Exército.

Além da equipe, a DSG juntou-se ao 53º Batalhão de Infantaria de Selva, localizado em Itaituba (PA), para disponibilizar meios materiais, entre eles equipamentos de topografia.

Segundo o gerente-técnico da operação, tenente coronel Marcis Gualberto Mendonça Junior, a demarcação “é um trabalho que o Exército já está acostumado a fazer há muitos anos”. Para ele, a única dificuldade da ação diz respeito à logística numa “área de mata primária”.

Durante 42 dias, aproximadamente 140 marcos divisores de limites foram implantados na região. Todo o trabalho teve acompanhamento de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai).

De acordo com a Funai, a demarcação física é uma das etapas fundamentais para que os indígenas tenham a posse plena sobre o seu território tradicional e condições para se reproduzir física e culturalmente enquanto sociedade diferenciada.

Atualmente, cerca de 250 índios da etnia Kayabi vivem na terra indígena. Mas, segundo a fundação, com a demarcação pode ser que a população de outras áreas migre e aumente esse número.

Tratativas

O Ministério da Justiça já havia estabelecido, em 2 de outubro de 2002, os limites da terra indígena, conforme consta na Portaria nº 1.149.

Para cumprir a determinação e evitar que diferentes crimes ambientais viessem a ser cometidos na área, o governo federal e lideranças indígenas firmaram acordo no final de outubro do ano passado e definiram a demarcação.