COBERTURA ESPECIAL - TOA - Naval

28 de Outubro, 2019 - 11:40 ( Brasília )

Calha Norte apoia Navios da Esperança e possibilita a segurança do tráfego aquaviário da Região Amazônica


Capitão-Tenente Fabrício Costa

Em lugares inóspitos da Região Amazônica não há hospitais nem postos de saúde, mas os Navios de Assistência Hospitalar da Marinha se fazem presente. As comunidades ribeirinhas aguardam, ansiosamente, pelos atendimentos médico-odontológicos gratuitos dos Navios da Esperança. Esses hospitais flutuantes atendem, em média, 200 pessoas por dia, graças, em parte, aos recursos repassados pelo Programa Calha Norte (PCN).

"Esse trabalho da Marinha é muito importante e pode contar com a nossa ajuda. Estaremos sempre prestigiando esse tipo de trabalho", disse o Diretor do Departamento do Programa Calha Norte, General de Divisão da reserva Ubiratan Poty.

O Comando da Flotilha do Amazonas dispõe de nove navios. Quatro dessas embarcações são de assistência hospitalar, voltadas para o atendimento médico, odontológico, farmacêutico e de enfermagem da população carente da Região Amazônica. Os navios Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Doutor Montenegro e Soares de Meirelles visitam, aproximadamente, 300 comunidades ribeirinhas por ano e, no ano passado, atenderam 36.899 pessoas.

"Cada comunidade ribeirinha é atendida, pelo menos, duas vezes por ano. Em caso de evacuação aeromédica (quando um doente precisa ser transportado), um navio que esteja próximo pode atender em caráter emergencial, assim como uma aeronave da Força Aérea", lembrou o Comandante do 9º Distrito Naval, Vice-Almirante Paulo César Colmenero.

Para que essas missões sejam cumpridas, o PCN oferece grande contribuição. Nos últimos anos, o programa tem apoiado a manutenção dos navios e, no futuro, poderá possibilitar a contratação de serviço de comunicação satelital entre as embarcações. Isso aumentará o nível de segurança e eficiência das atividades de comando e controle nas ações cívico-sociais e de assistências hospitalares.



Segurança do Tráfego Aquaviário

A Região Amazônica é dependente tanto da navegação oceânica quanto da regional. Os mares e rios são fundamentais para o abastecimento e para a redistribuição de alimentos, produtos e insumos. É por meios fluviais que ocorre o escoamento de quase tudo o que é produzido na Amazônia. Só para se ter uma ideia, a faixa de fronteira do 9º Distrito Naval abrange 9.610 km, ou seja, quase 57% de todo o território nacional. São 23 mil km de rios navegáveis.

"A Marinha é a autoridade marítima e deve zelar pela segurança do tráfego aquaviário. Os rios são as nossas ruas, então os acidentes acontecem com muita constância. Aqui no Amazonas, o primeiro brinquedo de uma criança não é uma bicicleta ou um videogame, mas um barquinho", confirmou o Almirante.

Por isso, a Marinha dispõe de duas capitanias (da Amazônia Ocidental e de Tabatinga), oito agências fluviais (Tefé, Parintins, Guajará-Mirim, Boca do Acre, Itacoatiara, Eirunepé, Cruzeiro do Sul e Humaitá) e uma delegacia, em Porto Velho.

"O que dificulta um pouco é a parte logística. As distâncias são maiores, então precisa de um pouco mais de pessoas. São essas agências que fazem as inspeções navais que evitam os acidentes. Elas verificam a documentação e o uso de coletes, assim como o resgate das pessoas", destacou o Comandante do 9º Distrito Naval.

Serviço de Sinalização Náutica

O Serviço de Sinalização Náutica da Marinha é realizado pelo Navio Hidroceanográfico Fluvial Rio Branco e por dois Avisos Hidroceanográficos Fluviais da Classe Rio Tocantins. Essas três embarcações são responsáveis por atualizar as cartas náuticas da Região Amazônica. Para isso, é preciso navegar quase o ano inteiro.

"Não é: fiz uma vez e acabou. O Rio muda muito rápido. São diversos tipos de rios: sinuosos, de corredeiras, caudalosos. Temos que conseguir navegar em todos esses rios para atender à sociedade brasileira", disse o Almirante.

Nos últimos meses, foram atualizadas 41 cartas do Rio Madeira, 24 do Rio Solimões e 18 do Rio Negro. Essa coleta de dados é repassada para a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), que fica localizada em Niterói-RJ, e é a Organização Militar que consolida esse trabalho.



Entre em contato

O Programa Calha Norte é coordenado pelo Ministério da Defesa, sediado em Brasília (DF). Veja abaixo as informações de contato do programa.

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Fotos: Divulgação/MD


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