COBERTURA ESPECIAL - TOA - Aviação

06 de Julho, 2018 - 10:25 ( Brasília )

FAB alerta parlamentares sobre infraestrutura aeroportuária na Região Amazônica


Tenente Gabrielli


O Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, recebeu um grupo de parlamentares, na manhã desta quinta-feira (05/07), para debater questões relativas à infraestrutura aeroportuária na Amazônia, em um encontro organizado pela Assessoria Parlamentar e de Relações Institucionais do Comandante da Aeronáutica (ASPAER). Segundo o Comandante, a Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA) – unidade da FAB que atua há 62 anos na construção e manutenção de pistas, entre outras estruturas – tem sofrido restrições orçamentárias que inviabilizam a continuidade do trabalho.

Na apresentação, o Comandante afirmou que a COMARA já realizou 182 obras ao longo de sua história, superando os desafios logísticos relacionados às distâncias e aos longos períodos de chuvas característicos da Região Amazônica. Com essas dificuldades, empresas não encontram viabilidade para executar este tipo de trabalho, deixando exclusivamente à COMARA as atribuições de construir e manter as estruturas aeroportuárias na região.

Os recursos, porém, não têm sido suficientes e obras importantes, a exemplo das pistas de Estirão do Equador (AM) e de Iauaretê (AM), estão paralisadas, assim como diversas outras. Em 2017, o orçamento destinado à COMARA foi de R$ 7,6 milhões. “Com esse dinheiro, não conseguimos manter o que é preciso.



Máquinas pararam e trabalhadores foram demitidos. A infraestrutura aeroportuária está entrando em um colapso sem precedentes”, disse o Comandante.

O Tenente-Brigadeiro Rossato explica que diversos órgãos, como o Ministério da Saúde e o Exército Brasileiro, precisam chegar a locais de difícil acesso para levar saúde à população e segurança às fronteiras, por exemplo. Sem a atuação da COMARA, acontece a deterioração das estruturas, ocasionando a impossibilidade de pouso em diversos pontos do território, comprometendo, inclusive, a soberania do país.

“A Amazônia depende muito de órgãos públicos, depende muito da FAB. Diminuir a presença do Estado nesses locais significa aumentar o tráfico e o contrabando na região. Se nós não tomarmos conta da Amazônia, alguém vai”, alertou o Comandante. Para reverter o problema, as sugestões da FAB são mudanças na Lei 12.462/2011, que criou o Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC), e alterações no modelo de concessões de aeroportos adotado pelo Governo Federal. Os parlamentares presentes no encontro se comprometeram a levar o assunto ao Legislativo e ao Executivo.

“Esta é uma questão de Estado, que nós, do Congresso, temos que encarar. Em curto prazo, temos a Lei de Diretrizes Orçamentárias para indicar ações orçamentárias a essa questão”, disse o Deputado Pauderney Avelino (DEM/AM).

A Deputada Conceição Sampaio (PP/AM) disse que o fortalecimento das Forças Armadas é prioridade e que garantias específicas a esse tipo de trabalho precisam estar previstas no orçamento. “Nós, que vivemos a realidade da Amazônia, sabemos que se trata de levar a presença do Estado para quem mais precisa dele”, disse.

O Deputado Nilson Pinto (PSDB/PA) disse conhecer de perto o trabalho da COMARA e que pretende agir não só para o fortalecimento da Organização Militar, como também para o incremento de sua atuação. “Acompanhei a COMARA resolvendo problemas em pontos distantes, onde empresa nenhuma consegue chegar. É um patrimônio nacional, essencial para manter seguras as nossas fronteiras", avaliou o parlamentar.

Militares da Ala 10 simulam Plano de Emergência Aeronáutica em Aeródromo



A Ala 10, localizada em Parnamirim, região metropolitana de Natal (RN), realizou, no dia 29 de junho, o treinamento do Plano de Emergência Aeronáutica em Aeródromo (PEAA). A atividade tem por objetivo manter a operacionalidade dos militares que serão acionados no caso de um acidente aeronáutico na Organização Militar e suas proximidades.

A ação envolveu cerca de 100 participantes de diversas áreas de atuação. O primeiro acionamento aconteceu às 8h05min, quando, supostamente, uma aeronave de transporte, com passageiros a bordo, teria saído da pista e deixado vários feridos em graus distintos de gravidade, além de alguns mortos.

Ao chegar no local do acidente, os Bombeiros de Aeródromo realizaram as ações iniciais, como remoção das vítimas para um local seguro e resfriamento e isolamento da aeronave, a fim de evitar que uma explosão ou vazamento de combustível causasse outro acidente. A equipe de saúde realizou a triagem dos feridos, separando-os de acordo com categorias de estado de urgência, prestou os primeiros atendimentos e removeu os feridos que apresentavam estado mais grave ao hospital mais próximo.



Logo após o encerramento dessa ocorrência, a sirene tocou novamente e uma outra simulação trouxe um caso de uma aeronave F-16 com vazamento de Hidrazina (H-70), combustível utilizado nessa aeronave e altamente tóxico.

O objetivo da equipe de emergência, nesse novo cenário, foi de conter e neutralizar o vazamento do combustível e realizar o salvamento dos pilotos. Os Bombeiros de Aeródromo realizaram inicialmente o isolamento da área, para que ninguém fosse contaminado e, então, passaram à remoção dos pilotos de dentro da aeronave e encaminharam-nos para atendimento junto à equipe de saúde.

Ao final do treinamento, que durou cerca de duas horas, o Coordenador do PEAA, Major Aviador Leandro Tadeu Garcia Jacobini, destacou que o treinamento foi positivo e serviu para reforçar procedimentos e apontar pequenas discrepâncias, as quais serão prontamente corrigidas e adaptadas, visando a excelência no atendimento de emergências aeronáuticas no âmbito da Ala 10.

O PEAA


O plano visa organizar as ações necessárias ao pronto atendimento às emergências aeronáuticas ocorridas na área do aeródromo ou nas suas imediações, definindo atribuições, procedimentos e mobilizando os recursos disponíveis para efetuar uma transição eficaz da atividade de rotina para as operações de emergência; atender à aeronave envolvida e seus ocupantes, minimizando os efeitos do acidente; e garantir o retorno às operações de rotina, após o acidente.

¹por Sargento Marcella, Tenente Jonathan Jayme e Cap Oliveira, Fotos: Soldado Simplício / Ala 10


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