COBERTURA ESPECIAL - TOA - Defesa

30 de Agosto, 2017 - 11:30 ( Brasília )

Ministério da Defesa cria sistema que consegue prever enchentes na Região Amazônica


Os ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Integração Nacional, Helder Barbalho, participaram, nesta terça-feira, da cerimônia de lançamento do Sistema Integrado de Monitoramento e Alerta Hidrometeorológico da Amazônia (SIPAMHidro), que foi criado no âmbito do Sistema de Proteção da Amazônia, para fornecer informações de monitoramento e previsão dos níveis dos principais rios que compõe a Bacia Amazônica e suas subacias, entre essas, as dos rios Amazonas, Tocantins e Araguaia.

Desenvolvido por analistas do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), do Ministério da Defesa (MD), o sistema também irá gerar conhecimento a respeito das bacias urbanas, envolvendo enchentes e inundações nas principais cidades, possibilitando planejar, com antecedência, as intervenções com objetivo de assistir adequadamente a população afetada.

Durante a cerimônia de lançamento, o ministro Raul Jungmann destacou que a ferramenta será fundamental para as populações que vivem na Região Amazônica e que estão vulneráveis aos eventos extremos de natureza hidrometeorológica. “Esse sistema tem a condição de antecipar e, em alguns casos, até de evitar situações problemáticas relacionadas ao clima, porque ele conseguirá prever situações de seca, tempestades e condições de navegabilidade com até duas horas de antecedência”, afirmou o ministro.

Para o ministro da Integração, o novo sistema se somará aos vários mecanismos que já estão a serviço da Defesa Civil para prevenção de acidentes relacionados a fenômenos naturais. “Com essa ferramenta do Ministério da Defesa, estamos complementando o nosso portifolio de informações, o que nos permitirá, cada vez mais, o aprimoramento e, através da integração desses dados, que consigamos ter a eficiência plena na gestão desses eventos climáticos”, afirmou Hélder Barbalho.

A concepção desse sistema é definida como um conjunto de tecnologias, metodologias e procedimentos operacionais, integrados em uma plataforma de banco de dados capaz de fornecer informações especializadas das condições hidrológicas e meteorológicas que estão ocorrendo nas grandes bacias. Com base nisso, o sistema também poderá prever as prováveis consequências que os eventos extremos dessa natureza podem ocasionar a população, possibilitando, com isso, melhorar a eficiência das respostas de prevenção e mitigação das defesas civis.

O coordenador do projeto, o analista de Ciência e Tecnologia, Flávio Altieri, explica que o grande diferencial das informações geradas no âmbito do SIPAMHidro está na capacidade de se obter informações de forma sistêmica e integrada, além de identificar e dimensionar a extensão do impacto do desastre sobre as áreas urbanas influenciadas por eventos de alagamentos e inundações, sejam eles provocados por tempestades severas, ou pela cheia natural dos grandes rios.

O novo sistema já está no ar, no endereço eletrônico: www.sipam.gov.br

Fotos: Tereza Sobreira/MD



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