COBERTURA ESPECIAL - TOA - Aviação

18 de Novembro, 2016 - 10:05 ( Brasília )

FAB garante expedição de médicos na floresta amazônica

Logística aérea possibilita que ONG Expedicionários da Saúde realize cirurgias em comunidades indígenas do Alto do Rio Negro

Ten Gabrielli Dala Vec


Esquadrões de transporte da Força Aérea Brasileira (FAB) estão engajados na 36ª Expedição Cirúrgica e Clínica à Amazônia, realizada por médicos da ONG Expedicionários da Saúde. Desde o dia 8, profissionais da saúde realizam uma força-tarefa nas comunidades indígenas do Alto do Rio Negro. A expectativa é de que sejam realizados 2,5 mil atendimentos e 300 cirurgias, sendo que o foco é o tratamento de tracoma – doença crônica causada por bactéria, que pode levar à cegueira.

O Sétimo Esquadrão de Transporte Aéreo (7° ETA), de Manaus (AM), e o Esquadrão Condor (1º/2º GT), do Rio de Janeiro (RJ), estão realizando missões de transporte logístico de pessoas e equipamentos durante toda a ação social, que segue até o dia 26. O Exército Brasileiro também está dando apoio por vias terrestre e fluvial.

Segundo o gerente da subchefia de Operações do Ministério da Defesa, Coronel Júlio Cezar Pontes, esse tipo de mutirão só é possível com o apoio das Forças Armadas. “Não existem voos comerciais e nem barcos que possam ser empregados no transporte de materiais e até de pacientes”, afirma.

esta sexta-feira (18/11), uma aeronave C-99 partiu de Campinas (SP) com destino a São Gabriel da Cachoeira (AM), levando a bordo 43 profissionais de saúde. De lá, eles serão transportados para comunidades indígenas em uma aeronave menor, o C-98 Caravan da FAB, além de embarcações.

O apoio também se dará no transporte dos próprios pacientes até as estruturas de atendimento hospitalar que foram montadas nas comunidades de Iauareté, São Joaquim e Assunção do Içana. Embora as cirurgias só iniciem após a chegada das equipes que partiram de Campinas, os voos de apoio logístico estão acontecendo desde o dia 12.

Isso porque já há profissionais nos locais, realizando a triagem dos pacientes e a montagem da estrutura. Além das aeronaves C-99 e C-98, também foi empregado um C-97 Brasília para transporte de mais de meia tonelada de carga, além de um C-95 Bandeirante que será utilizado na desmobilização.