COBERTURA ESPECIAL - TOA - Defesa

14 de Setembro, 2015 - 12:13 ( Brasília )

Operação CURARE VI – Crimes Transfronteiriços e Diplomacia Militar

O Comando Militar da Amazônia (CMA), iniciou com a 1ª Brigada de Infantaria de Selva uma ampla ação nas fronteiras com a Guiana e Venezuela. A Op Curare VI, oficialmente com o foco nos crimes transfronteiriços, é também a Diplomacia Militar do Brasil

 


Com base em textos e fotos da
1ª Bda Infantaria de Selva



No dia 8 de setembro, a 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Bda Inf Sl) deu início à Operação Curare VI, que tem a finalidade de reprimir crimes transfronteiriços e ambientais, como o narcotráfico, o contrabando e o descaminho, o tráfico de drogas, os crimes ambientais, a imigração ilegal e o garimpo ilegal, além de intensificar a presença do Estado Brasileiro junto à faixa de fronteira.

Na Operação Curare VI, a Brigada cumprirá ações amparadas pela Constituição Federal e pelas Leis Complementares 97/1999, 117/2004 e 136/2010. Para isso, contará com o apoio de agências parceiras, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA), a Receita Federal do Brasil, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Nacional de Produção Mineral.

Além da parte de combate a ilícitos, também serão realizadas ações cívico-sociais, a fim de levar o atendimento médico, odontológico e social a locais em que estão sendo realizadas as operações, levando um pouco mais a presença do Estado à população necessitada.

A Operação Curare VI, que ainda tem como objetivo reforçar, junto à sociedade, o sentimento de nacionalismo e de defesa da Pátria, ocorrerá em todo arco fronteiriço e interior do Estado de Roraima. As áreas de atuação específicas são mantidas em sigilo para possibilitar o efeito surpresa, garantindo, assim, maior eficácia. Um exemplo das operações realizadas no primeiro dia foi a que levou à destruição de uma pista de pouso não cadastrada que apoiava o garimpo ilegal. A pista, denominada Noronha, estava localizada no noroeste do Estado, em Terras Indígenas Yanomami.

Ações

10 de setembro de 2015, a 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Bda Inf Sl), realizou patrulhamento fluvial na calha do Rio Uraricoera, lado noroeste do Estado de Roraima, Município de Amajari. Na oportunidade foram encontradas 12 (doze) balsas de garimpagem ilegal, as quais foram neutralizadas e inutilizadas.

10 de setembro de 2015, a 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Bda Inf Sl), realizou a destruição de uma pista clandestina que dava apoio a garimpagem ilegal. A referida pista é nomeada de VALMOR e fica a oeste do Estado de Roraima, nas proximidades do Rio Mucajaí. A ação utilizou 40 kg de explosivo e foi precedida de um serviço de inteligência que realizou o levantamento do local exato da pista.

11 de setembro de 2015, a 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Bda Inf Sl) realizou o patrulhamento nas estradas vicinais do Município de Rorainópolis. Na oportunidade foram apreendidos 700m3 de madeira proveniente de extração ilegal, estimado pelo IBAMA em R$ 160.000, 01 (um) caminhão toureiro que transportava parte da madeira apreendida e 01 (um) trator que dava apoio a extração ilegal de madeira. No mesmo patrulhamento, foi preso 01 (um) cidadão por porte ilegal de arma.

Ação do CIGS

A Curare VI conta com a participação inédita de militares que estão realizando o Curso de Operações na Selva, oriundos do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) em Manaus e que se encontram em Roraima para colocar em prática os ensinamentos transmitidos no decorrer das instruções.



A estratégica posição do Estado de Roraima e as ações
da 1ª Bda Inf Sl. Arte DefesaNet



A Diplomacia MIlitar
 
Desde os primeiros dias da Operação Curare VI a 1ª Bda Inf Sl, Brigada Lobo D´Almada, tem realizado inúmeras ações em todo o arco da fronteira do estado de Roraima.

Mostra uma cuidadosa preparação por parte do comando da Brigada, liderada pelo Gen Bda Carlos Alberto MANSUR, e também o apoio decidido do Comando Militar da Amazônia (CMA), Comandado pelo Gen Ex Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira.

É também uma delicada Operação da Diplomacia Militar na Região. O Governo da Venezuela pleiteia a região de Essequibo, que significa quase metade da Guiana. O motivo atual são as reservas gigantescas de petróleo encontradas na região da Guiana.


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