COBERTURA ESPECIAL - TOA - Terrestre

08 de Abril, 2015 - 18:30 ( Brasília )

Comandante do Exército defende desenvolvimento econômico como estratégia de preservação da Amazônia


O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, proferiu palestra sobre o tema “Amazônia como polo de integração” no segundo dia do “Seminário Diplomacia e Defesa”, que acontece na sede do Ministério da Defesa até quinta (9). Em seu pronunciamento, Villas Bôas defendeu que a preservação da região deve estar atrelada ao seu desenvolvimento socioeconômico.

O comandante citou como exemplo o polo industrial de Manaus (AM), que gera 130 mil empregos diretos para a população local. E, para cada posto de trabalho, outros três são criados indiretamente. Segundo o general, a integração amazônica precisa levar em consideração os setores humano, ambiental, de ciência e tecnologia, econômico e de segurança e defesa.

Villas Bôas explicou que a Amazônia cumpre três importantes papéis nos contextos global e nacional: possui recursos naturais estimados em trilhões de dólares; é fundamental para o processo de integração sul-americana; e abriga respostas para problemas da humanidade, como falta de água, biodiversidade e produção de alimentos. “Além disso, tem relação com a identidade brasileira, no senso de autoestima”, completou.

O general lembrou-se, ainda, dos principais desafios enfrentados durante o período em que trabalhou na área. Ele foi comandante militar da Amazônia entre 2011 e 2014 e passou grande parte de sua vida de profissional militar na região. “Falta de infraestrutura, desmatamento, contrabando e questões sociais” foram alguns dos tópicos. “O Brasil até hoje não tem uma política específica para a Amazônia”, finalizou.

Presente no seminário, a assessora especial do Ministério da Defesa, a ex-deputada acreana Perpétua Almeida, explicou que é necessário “amazonizar” o Brasil. “As pessoas têm que ter sentimento pela Amazônia. Ela é a nossa soberania.” Participaram da capacitação adidos militares de países como Espanha, Argentina, Portugal e África do Sul, além de brasileiros civis e integrantes das Forças Armadas.



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