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07 de Abril, 2013 - 08:00 ( Brasília )

Greve paralisa canteiro de obra de Belo Monte

Cerca de 5 mil operários do sítio Pimentel exigem, entre outras coisas, o pagamento adicional de 40% para os operários alojados no local.

Nota DefesaNet

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O Editor


Fátima Lessa
Especial para o Estado / Cuiabá


Cerca de cinco mil operários do canteiro de obras de Pimenta da Usina de Belo Monte, em Altamira, no Pará, cruzaram os braços e paralisaram os trabalhos no início da tarde de ontem. Os trabalhadores exigem o cumprimento de cláusulas trabalhistas que não estariam sendo respeitadas. Os grevistas são ligados ao Sindicato da Construção Leve de Altamira. É a nona paralisação nos canteiros da usina que está sendo construída na bacia do Rio Xingu.

O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) confirma a paralisação, mas diz que "reconhece como único e legítimo representante de seus trabalhadores, na área de construção civil pesada, o Sintrapav-PA".

Na pauta dos trabalhadores constam entre outras reivindicações o pagamento de adicional de 40% para operários alojados no canteiro (o chamado adicional de confinamento previsto, mas não efetuado pelo CCBM), equiparação salarial em funções iguais para todos os canteiros de obra da usina, e fim do sistema 5 por 1, no qual as folgas ocorrem em dias aleatórios e não há adicional de horas extras nos finais de semana.

Insalubridade. Os trabalhadores reclamam ainda do não pagamento de adicional por insalubridade e periculosidade, da péssima qualidade da alimentação e da constante presença de policiais e homens da Força Nacional armados nos canteiros.

O consórcio responsável pela obra informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que "não vai se estender acerca de considerações feitas por uma instituição que não tem nenhuma representatividade sobre os funcionários do CCBM".

Ainda segundo a nota, a paralisação no sítio é vista pelo CCBM como "uma invasão de pessoas estranhas ao trabalho". "O CCBM considera que uma de suas quatro frentes de obras foi invadida por pessoas estranhas, e já adotou as medidas cabíveis para que os invasores deixem o sítio pimenta", diz a nota.

De acordo com o CCBM, a paralisação foi parcial (cerca de 20% da produção), "principalmente com o objetivo de garantir a segurança dos trabalhadores diante da grande circulação de caminhões e máquinas pesadas nesta frente de obras".

Nos outros canteiros de obra da usina - Belo Monte; Canais e Diques; e Bela Vista, a produção seguiu 100% normal durante todo o dia de ontem.

Reforço

No fim de março, o governo federal decidiu reforçar a presença da Força Nacional de Segurança Pública em Belo Monte por 90 dias, prorrogáveis pelo tempo que for necessário