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DEFESA@NET 20 Fevereiro 2009
FSP 17 Fevereiro 2009

Folha de São Paulo Reavalia a "Ditadura de 64",
agora é "Ditabranda"

Editorial
Limites a Chávez

 

Apesar da vitória eleitoral do caudilho venezuelano, oposição ativa e crise do petróleo vão dificultar perpetuação no poder

O ROLO compressor do bonapartismo chavista destruiu mais um pilar do sistema de pesos e contrapesos que caracteriza a democracia. Na Venezuela, os governantes, a começar do presidente da República, estão autorizados a concorrer a quantas reeleições seguidas desejarem.

Hugo Chávez venceu o referendo de domingo, a segunda tentativa de dinamitar os limites a sua permanência no poder. Como na consulta do final de 2007, a votação de anteontem revelou um país dividido. Desta vez, contudo, a discreta maioria (54,9%) favoreceu o projeto presidencial de aproximar-se do recorde de mando do ditador Fidel Castro.

Outra diferença em relação ao referendo de 2007 é que Chávez, agora vitorioso, não está disposto a reapresentar a consulta popular. Agiria desse modo apenas em caso de nova derrota. Tamanha margem de arbítrio para manipular as regras do jogo é típica de regimes autoritários compelidos a satisfazer o público doméstico, e o externo, com certo nível de competição eleitoral.

Mas, se as chamadas "ditabrandas" -caso do Brasil entre 1964 e 1985- partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça -, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso. O líder eleito mina as instituições e os controles democráticos por dentro, paulatinamente.

Em dez anos de poder, Hugo Chávez submeteu, pouco a pouco, o Legislativo e o Judiciário aos desígnios da Presidência. Fechou o círculo de mando ao impor-se à PDVSA, a gigante estatal do petróleo.

A inabilidade inicial da oposição, que em 2002 patrocinou um golpe de Estado fracassado contra Chávez e depois boicotou eleições, abriu caminho para a marcha autoritária; as receitas extraordinárias do petróleo a impulsionaram. Como num populismo de manual, o dinheiro fluiu copiosamente para as ações sociais do presidente, garantindo-lhe a base de sustentação.

Nada de novo, porém, foi produzido na economia da Venezuela, tampouco na sua teia de instituições políticas; Chávez apenas a fragilizou ao concentrar poder. A política e a economia naquele país continuam simplórias -e expostas às oscilações cíclicas do preço do petróleo.

O parasitismo exercido por Chávez nas finanças do petróleo e do Estado foi tão profundo que a inflação disparou na Venezuela antes mesmo da vertiginosa inversão no preço do combustível. Com a reviravolta na cotação, restam ao governo populista poucos recursos para evitar uma queda sensível e rápida no nível de consumo dos venezuelanos.

Nesse contexto, e diante de uma oposição revigorada e ativa, é provável que o conforto de Hugo Chávez diminua bastante daqui para a frente, a despeito da vitória de domingo.


Defesa @ Net

Tarso: condenação de Ustra é histórica - Outubro 2008
http://www.defesanet.com.br/terror1/400_19.htm


Dilma Chora ao Lembrar a Ditadura - Setembro - Reuters
http://www.defesanet.com.br/terror1/400_18.htm

FALÁCIAS SOBRE A LUTA ARMADA NA DITADURA - Militantes de grupos de luta armada criaram um discurso eficaz. Quem questiona "vira" adepto da ditadura. Assim, evitam o debate MARCO ANTONIO VILLA 20 Maio 2008 http://www.defesanet.com.br/terror1/400_16.htm

INFORMEX - REUNIÃO DO ALTO - COMANDO DO EXÉRCITO 31 Agosto 2007

'País vê o último episódio da transição democrática' Luiz Felipe de Alencastro: historiador OESP 09 Setembro 2007
http://www.defesanet.com.br/pensamento1/alencastro.htm

Exército confirma ameaça de Jobim contra generais-Folha São Paulo-08 Set 2007
http://www.defesanet.com.br/terror1/400_9.htm

Jobim ameaçou afastar cúpula do Exército - Folha de São Paulo - 07 Set 2007
http://www.defesanet.com.br/terror1/400_8.htm

Jobim ameaçou demitir comandante do Exército se fosse desautorizado por nota
http://www.defesanet.com.br/terror1/400_7.htm


Disciplinados, mas não mortos - Reinaldo Azevedo - Veja
http://www.defesanet.com.br/terror1/400_6.htm

Para ministro, morte de agentes do regime militar não é 'crime'
http://www.defesanet.com.br/terror1/400_4.htm

Discurso do Presidente Luiz Inácio - 29 Agosto 2009
http://www.defesanet.com.br/terror1/400.htm

Discurso do Ministro da Defesa Nelson Jobim - 29 Agosto 2007
http://www.defesanet.com.br/terror1/400_1.htm

Governo culpa ditadura por tortura e mortes - Folha de São Paulo - 25 Agosto 2007
http://www.defesanet.com.br/terror1/400_2.htm

O livro dos mortos e desaparecidos
http://www.defesanet.com.br/terror1/400_3.htm

Livro secreto do Exército é revelado
http://www.defesanet.com.br/terror1/orvil.htm

Documentos da CIA sobre o Terrorismo na América Latina Anos 60
http://www.defesanet.com.br/zz/intel_cia_27jun07_2.htm

Para o livro "A verdade Sufocada" acesse:
http://www.averdadesufocada.com

   
   
 


 

 

O Livro Direito à Memória
e à Verdade pode ser
baixado diretamente do site
da Presidência da República
- 8,3 MB pdf

 

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