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Campanha 2010
Dilma chora ao falar das
vítimas da ditadura militar
A ministra-chefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff, chorou ao falar sobre
o período em que combateu o Regime Militar
brasileiro (1964-1985), durante uma homenagem na
noite de segunda-feira a 11 alunos da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG) mortos na época
por lutarem contra a ditadura.
Acompanhada do prefeito
de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), que assim
como Dilma pegou em armas para enfrentar os militares,
a ministra se emocionou ao classificar todos os
jovens que morreram nos combates como "heróis".
"Há
uma perda para o País quando essa experiência
de uma juventude que se jogou na luta democrática
é perdida por morte", disse Dilma, com
lágrimas nos olhos, em seu discurso.
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A
ministra se emocionou ao classificar todos
os jovens que morreram nos combates |
A solenidade também
homenageou alunos de destaque da UFMG, inclusive
a própria ministra, tida como possível
candidata à Presidência pelo PT em
2010. Ela cursou ciências econômicas
na instituição no início da
década de 1970.
"Fui impedida
de concluir meus estudos na UFMG por subversão
da ordem pública, depois de eu ter tirado
três anos de cadeia. Então, 35 anos
depois eu me diplomo na UFMG com muita honra",
afirmou Dilma, novamente emocionada.
O ministro do Desenvolvimento
Social e Combate à Fome, Patrus Ananias,
também foi homenageado e afirmou que o Poder
Judiciário é quem deve analisar uma
possível revisão da Lei da Anistia,
para que militares sejam responsabilizados criminalmente
por mortes, desaparecimentos e torturas durante
o período.
O ministro afirmou
ainda que a prática da tortura, reportada
durante a ditadura, é utilizada até
hoje no Brasil. "Nós precisamos continuar
desenvolvendo essa consciência para eliminarmos
no Brasil todas as formas de tortura, inclusive
com relação aos chamados presos comuns",
afirmou Patrus, que também é professor
de direito.
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