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Os
órfãos da ditadura
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Parte
1 : capitão Charles Chandler
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Parte 2 : André Grabois
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Defesa
@ Net
O trabalho de Nilson Mariano não resistiu ao toque
dos Diretores de Redação de Zero Hora.
O Grupo RBS, hoje comandado pelo ex-chefe da Casa Civil, governo
FHC, tem adotado uma interessante política de ativismo
político, com uma reescrita
da história.
Outro ponto curioso é que seguiu o posição
do governo Luiz Inácio de que não há
vítimas brasileiras, que não sejam os membros
da esquerda.
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Para a Guerrilha
do Araguaia acesse:
GUERRILHA
NA AMAZÔNIA:
UMA EXPERIÊNCIA NO PASSADO,
O PRESENTE E O FUTURO
(matéria em três partes)
1- Passado
Link
2- Anos 1970
(Araguaia)
3- Anos 90
(Rio
Traíra)
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Defesanet
12 Dezembro 2005
Zero Hora 11 Dezembro 2005
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Os
órfãos da ditadura
Parte
1 : capitão
Charles Chandler
Parte 2 : André Grabois |
Nilson Mariano
Ditado
há exatos 37 anos, o Ato Institucional Número
5 (AI-5) não apenas inaugurou o período
mais cruento da ditadura militar.
Principal
instrumento repressivo do governo fardado, o AI-5 amplificou
um drama: o dos órfãos cujos pais tombaram
por se rebelarem ou, ao contrário, defenderem o
regime que perdurou por 21 anos.
A
orfandade intensificada pelo AI-5 - baixado em 13 de dezembro
de 1968 pelo então presidente Artur da Costa e
Silva - impôs o luto tanto entre adeptos como em
oponentes do regime militar. Nesta reportagem, Zero Hora
revela dois casos exemplares, cujas feridas resistem à
cauterização que o tempo oferece: o do brasileiro
João Carlos Schmidt de Almeida Grabois, 32 anos,
filho de pais militantes do Partido Comunista do Brasil
(PC do B), que teve pai, avô e tio mortos na guerrilha
do Araguaia e nasceu no cárcere onde a mãe
sofria torturas, e o do americano Todd Chandler, que,
aos três anos, em outubro de 1968, presenciou o
pai, o capitão do exército dos Estados Unidos
Charles Rodney Chandler, ser metralhado por três
guerrilheiros na frente da casa onde morava, em São
Paulo.
Com
o AI-5, o regime militar consolidou o terrorismo de Estado,
abusou da tortura para arrancar confissões e usou
a estratégia da desaparição forçada
(ocultar o cadáver do inimigo) para eliminar a
prova do crime.
Ao
mesmo tempo, organizações guerrilheiras
se atiraram à luta armada. Promoveram atentados
a bomba, assaltaram bancos, seqüestraram embaixadores
e executaram estrangeiros. Crimes aconteceram antes, mas
foi a partir do AI-5 que os órfãos da ditadura
se multiplicaram.
| O
que foi o AI-5 |
O Ato Institucional Número 5 (AI-5), editado
em 13 de dezembro de 1968, serviu como instrumento
de repressão policial, administrativa e política.
Os AIs foram mecanismos adotados para legalizar ações
não previstas ou contrárias à
Constituição.
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| O
que o AI-5 permitia fazer: |
| -
Pôr em recesso o Congresso Nacional e outros
órgãos legislativos |
| -
Intervir em Estados e municípios |
| -
Cassar parlamentares e direitos políticos |
| -
Demitir ou aposentar servidores públicos, além
de confiscar seus bens |
| -
Proibir manifestações de rua |
| -
Suspender as garantias do habeas corpus (recurso judicial
que assegura o direito de ir e vir) |
| Em
decorrência do AI-5, surgiram novas medidas
de exceção: |
-
Instituição da pena de morte
- Prisão perpétua
- Banimento (proibição de morar no país
por certo tempo, o que equivalia a exílio forçado)
- Aprofundamento da censura |
| O
balanço |
| O
governo militar durou de 1964 a 1985. A Lei de Anistia
é de 1979. O saldo: |
| -
366 mortos e desaparecidos entre os grupos de esquerda,
segundo a Comissão Especial de Familiares |
| -77
mortos entre as forças de segurança,
conforme o grupo Ternuma (Terrorismo Nunca Mais).
O Ternuma arrola outras 42 vítimas civis |
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