COBERTURA ESPECIAL - Especial Terror - Geopolítica

12 de Fevereiro, 2013 - 21:00 ( Brasília )

SHOOTER - De Herói a Fugitivo

O Força Especial (SOF) SEAL SHOOTER (Atirador), que matou Bin Laden passou de herói a fugitivo em seu próprio país. A incrível história dos SEALS que foram abandonados pelo governo americano à caça dos jihadistas.

Agência DefesaNet

 
A revista ESQUIRE publica na sua edição de março 2013, com chamada de capa explosiva (The Man that killed Osama Bin Laden.... is screwed), a história do Força Especial, membro do SEAL, da US Navy, Shooter (Atirador), que participou do raid contra Bin Laden.

A leitura da reportagem, além de repor vários fatos sobre a Operação Gerônimo, traz detalhes surpreendentes da realidade atual de Shooter e de muitos outros membros da ST6 (SEAL Team).

A reportagem de Phil Bronstein retoma a melhor tradição do jornalismo americano.

Apresentamos um resumo da matéria. Para o texto integral e e detalhes da operação acesse a revista Esquire Link

O Começo

Shooter entrou para a US Navy após uma briga com a namorada. Ao encontrar um recrutador afirmou que desejava ser um “Sniper”. Prontamente o homem disse: Nós temos Snipers na Marinha.

Assim com 19 anos entrou para a US Navy, e  pelos 16 anos seguintes, Shooter participou de centenas de missões de combate, com 12 operações de longa duração, com mais de 30 mortes em combate, a maioria olho-no-olho. E as várias horas que permaneceu com o corpo de Bin Laden em um hangar de  Bagran, e como deu o carregador de sua arma, com três tiros disparados para a analista da CIA, cujo trabalho de inteligência, guiou o grupo na noite do ataque. Tudo são memórias de operações.

Shooter era o segundo homem na missão, o que confirmaria a morte de Bin Laden. Porém, ao entrar no quarto acabou sendo o que atiraria.

Diferente de outros ex-membros do  SEAL Team 6, Matt Bissonnette (No Easy Day), ele não escreveu livros ou realizou aparições públicas, pois é  "quiet professional."  

Segredo é um grosso manto, que cobre as Special Forces para sempre. Os 23 homens do ST6 que voaram  Paquistão adentro  naquela noite, foram instruídos pelos seus comandantes a nunca confirmarem a sua presença na missão. .

Apesar de futuro incerto, as realizações no passado foram impressionantes.

Ao sair do serviço ativo Shooter, após 16 anos na US Navy,  descobrirá, problemas nos ossos e olhos, tendinite, artrite e vértebras com problemas. Descobre que o que a nação agradecida e seu ex-patrão lhe dão: Nada. Sem aposentadoria, sem plano de saúde e sem proteção para si e a família.

Desde Abbottabad, ele tem treinado as suas crianças  e esconderem-se na banheira ao primeiro sinal de problema. Sua esposa sabe manejar armas e tem elas à mão. Na cama há uma, e em caso de necessidade uma faca também está disponível.

E preparado sacos com: roupas, comida e outras provisões para a família esconder-se ao menos por duas semanas.

"Pessoalmente , eu me sinto mais ameaçada por um potencial ataque em nossa comunidade, do que há oito anos, quando Shooter entrou para o ST6”, declarou a esposa.
Pior foi a própria Casa Branca identificar o  SEAL Team 6, como a unidade responsável pela ação, equipes de jornalistas acorreram às vizinhanças de  Virginia Beach, tirando fotografias das casas dos SEAL.

Shooter ama seus filhos e chama a sua esposa "the perfect mother." Na realidade o casal está separado, um fato comum na comunidade ST6. Os casamentos dos SEAL podem ser perigosos. Maridos e pais passam muito tempo longe de seus lares desde o 11 Setembro.

"Nos estamos na realidade trocando o meu nome," diz a esposa. "Mudar o nome das crianças , pagar os carros. Essencialmente  deletar o nome de nossa vida, por razões de segurança. Nós nos amamos."

Quando a família perguntou ao governo, que tipo de proteção Shooter poderia receber, eles foram alertados que poderiam entrar em um programa similar ao de proteção de testemunhas.

Assim que o Departamento de Defesa criasse um.

"Eles  [o Comando dos SEAL] me propuseram um emprego como motorista de caminhão de cerveja em Milwaukee" com uma nova identidade.  Como na Máfia, eles não poderiam contatar suas famílias ou amigos. "Perderíamos tudo."

Alguns seguem uma rota familiar — através da Blackwater, então a CIA, em ambas as organizações operar como um paramilitar no Afeganistão.

A Esposa

"Nós não podemos falar com outras pessoas sobre o que fazemos," diz Shooter.

As esposas do SEAL Team 6  são apelidadas de  “Pink Squadron”, devido a que as mulheres também estão envolvidas em herméticas conexões com outras esposas. Quando você não tem idéia de onde está o seu marido e o que está fazendo, se não estiver mortalmente ferido, e você não pode discutir isso, nem com sua própria mãe, seu mundo poder parecer desesperadamente pequeno.

O Comando do SEAL obrigava avaliações psicológicas periódicas. Durante uma destas avaliações,  Shooter contou ao psiquiatra, "eu estou tendo pensamentos suicidas e bebendo muito." A resposta do médico? "Ele mencionou que era normal aos SEAL após as operações. Ele pediu somente para beber menos e não agredir ninguém."

A esposa de Shooter ficou indignada. "isto não é normal. Cada vez que o seu marido vai para uma missão ele retorna uma pessoa um pouco diferente."

Uma frase do filme A Hora mais Escura (Zero Dark Thirty), porém ressoa: Um ator ao falar sobre a vingança jihadista.

"Uma vez você entra na lista, você nunca será esquecido."