COBERTURA ESPECIAL - Especial Terror - Geopolítica

06 de Fevereiro, 2013 - 11:28 ( Brasília )

Terror - CIA contou com ajuda de 54 países para manter prisões secretas

A organização Open Society divulga o relatório GLOBALIZING TORTURE - CIA SECRET DETENTION AND EXTRAORDINARY RENDITION, onde tortura os fatos

Nota DefesaNet

A organização Open  Society, financiada pelo magnata George Soros, continua na sua campanha contra o ex-presidente George Bush. Interessante que a comprovada participação da França com as instalações prisionais, operadas pelo Serviço Secreto Francês, próximas ao aeroporto Charles de Gaulle, foram  completamente ignoradas na obra. É uma ajuda ao governo Hollande?

Outro ponto mais que casual e a exclusão de qualquer menção à China. Com exceção de terroristas líbios presos e expatriados por Hong Kong. No  relatório há várias notas justificando que Hong Kong tem um sistema de controle de imigração separado do chinês.

As ações da China no controle da minoria étnica Uigur, um povo muçulmano de língua túrquica, que habita a província de Xinjiang, não são mencionadas. Região estrategicamente localizada nas fronteiras com Afeganistão, Paquistão, Índia e Ásia Central. A província ocupa um sexto do território chinês, e é rica em petróleo, gás e carvão.
Comprovadamente a China não só trocou informações como enviou prisioneiros para a CIA.

Portanto o relatório da Open Society, GLOBALIZING TORTURE - CIA SECRET DETENTION AND EXTRAORDINARY RENDITION, tortura a verdade ao produzir  um texto ativista com claros objetivos políticos.
 
Basta ver a efusiva nota da AFP reproduzida abaixo.
 
O editor
 
   

CIA contou com ajuda de 54 países para manter prisões secretas



Ao todo 54 países colaboraram com a CIA no programa de detenção secreta e tortura de suspeitos de terrorismo após os atentados de 11 de setembro. É o que mostra relatório de uma organização ativista Open Society.  divulgado na terça-feira (05JAN13), que inclui nações como Bélgica, Argélia, Dinamarca e Canadá.

Segundo a organização Open Society Justice Initiative, os 54 governos estrangeiros participaram de diversas maneiras do programa da agência de investigação americana, acolhendo prisões secretas em seus territórios, ajudando na captura e no transporte dos detidos, interrogando e torturando segundo o plano de interrogatórios reforçados, fornecendo informações ou ainda abrindo o espaço aéreo para permitir a transferência ilegal de pessoas de um país a outro.
 
"Ao participar dessas operações, esses governos violaram o direito interno e internacional e violaram as regras contra tortura", que é "não somente ilegal e imoral, mas também ineficaz para reunir informações confiáveis", denuncia o relatório intitulado "A globalização da tortura".

Os 54 países citados no relatório estão em todos os continentes. Do Afeganistão, passando pelo Iêmen e pelo Zimbábue, aos 25 países da Europa, como Áustria, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Reino Unido, Espanha e Itália. A Austrália é mencionada, assim como o Irã, que entregou dez pessoas aos Estados Unidos apesar da difícil relação com Washington.

As prisões secretas da CIA, por onde passaram os cinco acusados do 11 de Setembro, atualmente detidos em Guantánamo, estavam em Tailândia, Romênia, Polônia e Lituânia.

Os duros métodos de interrogatório que eram utilizados, foram autorizados durante a administração do ex-presidente George W. Bush, que tiveram suas dissimulações sobre práticas como afogamentos e tortura amplamente denunciadas por Barack Obama.

O relatório indentifica 136 pessoas que foram detidas ou transferidas pela CIA. Algumas eram ligadas à Al-Qaeda, mas inúmeras foram presas equivocadamente no auge da luta contra o terrorismo liderada pelo governo Bush após os atentados de 11 de setembro.

A Itália é o único país onde um tribunal condenou os responsáveis por envolvimento nestas operações. O Canadá é o único país a ter pedido desculpas a uma vítima do programa e a ter pago, assim como Austrália, Suécia e Reino Unido, indenizações aos atingidos.

O relatório denuncia que os Estados Unidos investigaram apenas "de maneira limitada" os maus tratos cometidos aos detentos e não iniciaram ações penais. A organização acrescenta que a administração Obama parece não ter renunciado à detenção secreta no curto prazo e se recusa a publicar documentos relativos ao programa da CIA.

A comissão do Senado que lida com o assunto entregou recentemente um relatório de pesquisa sobre o programa, que permanece confidencial. A presidente da comissão, Dianne Feinstein, chamou de "erros terríveis" a criação e a utilização a longo prazo de prisões secretas ou "lugares negros" e o emprego de questionáveis técnicas de interrogatório.

O novo diretor da CIA, John Brennan, deve ser ouvido no Senado nesta quinta-feira para confirmar sua nomeação.

A CIA não quis se pronunciar sobre o assunto.

"A tortura associada às operações de detenção secretas e de transferência ilegal de indivíduos continuarão a manchar a imagem dos Estados Unidos e de seus parceiros enquanto não disserem a verdade e não condenarem os culpados", afirma o relatório. "A impunidade dos responsáveis hoje dá margem para que outros abusos sejam cometidos nas operações anti-terrorismo".
 
Para download do Relatório:
 
 GLOBALIZING TORTURE - CIA SECRET DETENTION AND EXTRAORDINARY RENDITION - 216 pag -  1 MB  Link