COBERTURA ESPECIAL - Especial Terror - Geopolítica

06 de Fevereiro, 2006 - 12:00 ( Brasília )

Plano Define Estratégia para Guerra ao Terror


Sgt. Sara Wood, USA
American Forces Press Service


WASHINGTON, 06 Fev 2006 - Documento que está sendo divulgado hoje, 06 Fev 2006, pelo Pentágono define a estratégia nacional para a Guerra ao terrorismo pelas Forças Armadas Americanas.

O "National Military Strategic Plan for the War on Terrorism", preparado pelo Chefe do Estado Maior Conjunto, apoia a estratégia da Guerra ao terrorismo dos Estados Unidos e serve de guia para as atividades militares, afirmou um oficial de defesa.

O documento tem como maior novidade a designação de um comandante para as atividades globais para a guerra ao terror, afirmou o oficial. Esse comandante escreverá um plano de campanha, e cada comandante combatente (responsáveis regionais, p. ex SOUTHCOM), definirá as ações para um plano regional, afirmou o oficial.

Esse é um importante documento para descrever a natureza da guerra, a natureza do inimigo, e a estratégia frente a esse inimigo. Esse plano era necessário devido às diferentes visões dentro do Departamento de Defesa , que atrapalhavam a cooperação e eficiência.

"Para ter uma visão abrangente , nós colocamos todos os esforços do Departamento de Defesa em uma forma integrada e sincronizada para ter uma eficiência estratégica", afirmou o oficial.

O plano coloca ênfase, que o terrorismo violento, em suas várias formas, é a ameaça principal aos Estados Unidos, seus aliados e interesses, e que a Guerra ao Global ao Terrorismo (global war on terror) é uma guerra para preservar a vontade do povo de definir e escolher o seu modo de vida.

Os Estados Unidos está em uma Guerra contra extremistas que advogam o uso da violência para ganhar o controle sobre os outros e ameaçar o seu modo de vida, a liberdade e as sociedades livres. O documento usa as palavras "assassino" quando descreve os as ações dos extremistas, para diferenciar de outros guerreiros que lutam por sua liberdade, afirmou o oficial de defesa.

Essa não é uma Guerra Religiosa ou Cultural, enfatiza o documento, mas uma luta de idéias com o Islã.

"Essa é uma Guerra de idéias entre moderados e extremistas", afirmou o oficial. "Nós estamos aliados com os moderados, na sua luta para atingir seus objetivos".

A estratégia do Governo Americano para a guerra ao terror, como definida no plano militar, é de continuar a liderança de um esforço internacional impedir o acesso das redes terroristas internacionais dos recursos que necessitam para operar e sua sobrevivência. Para executar sua estratégia, os militares focarão três áreas, afirmou o oficial.

A primeira área é a ênfase da expansão das parcerias internacionais para combater a violência dos extremistas, ele afirmou.

A segunda área de ênfase é: "manter as mais mortíferas armas do mundo, longe do alcance das pessoas mais perigosas do mundo("keep the world's most dangerous weapons out of the hands of the world's most dangerous people"), manter fora do alcance de grupos terroristas de armas de destruição, ele afirmou.

A terceira área é institucionalizar a estratégia contra a violência extremista, tanto no campo doméstico e internacional.

Os militares também têm uma função crucial em estabelecer condições para conter as ideologias terroristas, afirmou o oficial. Isso inclui: prover segurança, garantir ajuda humanitária, manter contato com líderes militares do exterior, e considerar como as operações podem afetar o apoio ideológico aos terroristas, explicou o oficial.