COBERTURA ESPECIAL - Especial Terror - Geopolítica

13 de Novembro, 2015 - 11:40 ( Brasília )

Estado Islâmico ameaça atacar Rússia "muito em breve"


O Estado Islâmico divulgou um vídeo ameaçando atacar a Rússia "muito em breve" como vingança aos bombardeios russos na Síria, disse a organização de monitoramento SITE nesta quinta-feira, e o Kremlin afirmou que os serviços de segurança russos irão analisar o material.

O Centro de Mídia Al-Hayat, a divisão de mídia em língua estrangeira do grupo extremista, divulgou um vídeo em russo com cantos de "em breve, muito em breve, o sangue vai ser derramado como um oceano", afirmou a SITE.

O Estado Islâmico já havia convocado ataques à Rússia e aos Estados Unidos como vingança pelas ações aéreas contra os seus militantes na Síria.

Autoridades de inteligência ocidentais suspeitam que o grupo sunita extremista colocou uma bomba no avião de passageiros russo que caiu na península do Sinai, no Egito, matando 224 pessoas, em 31 de outubro.

Os militantes do Estado Islâmico que combatem as forças egípcias no Sinai disseram ter derrubado o avião que levava de volta para casa turistas russos que estavam no balneário egípcio de Sharm al-Sheikh.

As agências russas vão sem dúvida examinar o vídeo, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta quinta-feira.

"Eu não sei sobre a autenticidade do vídeo. Eu não sei sobre a autenticidade dessas fontes, mas em qualquer caso, sem dúvida, esse material vai ser avaliado pelos nossos serviços especiais", declarou Peskov a jornalistas.
 

Estado Islâmico cometeu genocídio contra yazidis no Iraque, conclui relatório

Militantes do Estado Islâmico cometeram genocídio contra o povo yazidi no norte do Iraque, assim como crimes de guerra e contra a humanidade e limpeza étnica, afirmou o Museu do Memorial do Holocausto dos Estados Unidos nesta quinta-feira.

Os crimes foram cometidos contra cristãos, yazidis, turcomenos, shabaks, mandeístas e kakais na província de Nínive entre junho e agosto de 2014, concluiu um relatório feito pelo Centro Simon-Skjodt para a Prevenção do Genocídio, mantido pelo museu.

“Cremos que o Estado Islâmico perpetrou e perpetra o genocídio contra o povo yazidi”, disse o relatório. “As intenções expressas e padrões de violência do Estado Islâmico em relação aos xiitas shabaks e xiitas turcomenos também levantam preocupações sobre a autonomia e o risco de genocídio contra esses grupos.”

A ONU disse em março que o Estado Islâmico pode ter cometido genocídio ao tentar eliminar a minoria yazidi e pediu ao Conselho de Segurança da organização que encaminhasse a questão para o Tribunal Penal Internacional para devido processo.

Os militantes do Estado Islâmico assumiram o controle de faixas do território do Iraque e da Síria. Ambos os países não são membros da corte sediada em Haia, o que impede a promotoria da entidade de abrir investigação, a menos que seja solicitada pelo Conselho de Segurança da ONU, formado por 15 países.

Uma coalizão liderada pelos EUA vem bombardeando alvos do Estado Islâmico na Síria e no Iraque há mais de um ano.

Militantes do Estado Islâmico consideram os Yazidi como adoradores do diabo. A fé Yazidi possui elementos de cristianismo, zoroastrismo e islamismo. A maior parte da população Yazidi, de em torno de 500 mil pessoas, permanece abrigada na região autônoma do Curdistão, no Iraque.
 

Forças curdas dizem ter derrotado Estado Islâmico em cidade do Iraque

As forças curdas disseram ter assegurado o controle de instalações estratégicas na cidade iraquiana de Sinjar nesta sexta-feira, como parte de uma ofensiva contra militantes do Estado Islâmico que poderia dar um impulso crucial nos esforços para derrotar o grupo jihadista.

"Isil derrotado e em fuga”, disse o conselho de segurança regional do Curdistão em um tuíte, usando um acrônimo em inglês para o Estado Islâmico. O grupo disse que os combatentes peshmerga (curdos) haviam tomado o controle do armazém de trigo, a fábrica de cimento, o hospital e vários outros edifícios públicos de Sinjar.

Forças curdas, apoiadas por ataques aéreos dos Estados Unidos e voluntários da minoria yazidi do Iraque, que sofreu atrocidades nas mãos do Estado Islâmico, entraram em Sinjar nesta sexta-feira depois de expulsá-los do leste e oeste.

O conselho do Curdistão disse que as forças peshmerga tinham entrado em Sinjar "de todas as direções" para começar a expulsar os insurgentes remanescentes. Um correspondente da Reuters viu centenas de combatentes peshmerga a pé na direção da cidade e ao longo de uma estrada principal, sem enfrentar resistência imediata.

Não ficou claro se militantes do Estado Islâmico tinham se retirado antes da operação, mas os comandantes curdos expressaram preocupação de que alguns estivessem escondidos e fossem se explodir quando os peshmergas avançassem.

O número de combatentes do Estado Islâmico na cidade subiu para quase 600 no período de preparação para a ofensiva, mas apenas um punhado ficou em Sinjar nesta sexta-feira, disse o general Mohammed Seme Mala, dos curdos peshmerga.

A Reuters não conseguiu verificar de forma independente o seu relato.

Desde que a campanha começou, na quinta-feira, os curdos capturaram mais de 150 quilômetros quadrados de território em torno de Sinjar que estava em mãos do Estado Islâmico, que controla grandes áreas do Iraque e da Síria e tem ramificações na Líbia e no Egito.

O grupo jihadista, formado por iraquianos e outros árabes, bem como combatentes estrangeiros, representa a maior ameaça de segurança para o Iraque, país membro da Opep, desde que a invasão liderada pelos EUA derrubou Saddam Hussein, em 2003.