COBERTURA ESPECIAL - Especial Terror - Geopolítica

17 de Julho, 2015 - 15:05 ( Brasília )

"Estado Islâmico" afunda navio militar no Egito

Militantes afirmam ter disparado míssil contra embarcação ancorada no Mar Mediterrâneo. Exército confirma ataque, mas diz que troca de tiros causou incêndio em navio.

Um grupo ligado aos extremistas do "Estado Islâmico" (EI) no Egito afirmou nesta quinta-feira (16/07) que afundou um navio militar egípcio ancorado no Mar Mediterrâneo próximo à costa de Israel e da Faixa de Gaza.

O grupo "Província do Sinai" teria disparado um míssil contra a embarcação. Fotos publicadas nas redes sociais pelos terroristas mostram um navio em chamas. Os combatentes da organização concentram seus ataques contra soldados egípcios e a polícia local. Segundo fontes militares, os combatentes fugiram após disparar contra o barco.

As forças de segurança do Egito confirmaram o ataque. O porta-voz do Exército general Mohammed Samir disse que o navio pegou fogo após uma troca de tiro com "terroristas" e acrescentou que não houve vítimas fatais entre os tripulantes. Ele não deu detalhes sobre feridos, a proporção do dano e o tipo da embarcação atingida.

O ataque ao navio é o primeiro desse tipo realizado pela organização e revela uma evolução nas capacidades militares do grupo. No ano passado, a milícia "Província do Sinai" que espalha terror na região desde que o ex-presidente Mohammed Morsi foi deposto em 2013 declarou lealdade ao EI.

Em apenas um único dia início de julho, confrontos e ataques deixaram mortos cerca de 100 militantes e pelo menos 17 integrantes das forças de segurança.

Os militares egípcios declararam em um comunicado que uma lancha da guarda-costeira trocou tiros com “elementos terroristas”, o que fez com que a embarcação pegasse fogo. Segundo o Exército, não houve mortes.

No ano passado o grupo Província do Sinai, facção militante mais violenta do Egito, jurou lealdade ao Estado Islâmico, que controla grandes porções de território na Síria e no Iraque e ainda atua na Líbia, vizinha do Egito. Recentemente, o grupo realizou ataques de grande porte que levaram a elaboração de uma lei abrangente antiterrorismo.