COBERTURA ESPECIAL - Especial Terror - Inteligência

02 de Julho, 2013 - 23:30 ( Brasília )

Ali Agca – É fácil atirar contra este Papa (Francisco)

Para Ali Agca, o terrorista que tentou assassinar a João Paulo II, "é fácil disparar contra este Papa (Francisco), pois é um alvo fácil. Porém, ninguém quer é um simples pároco de província "

 

Com base na matéria da Radio 24 Itália
 
“É fácil atirar neste Papa (Francisco), mas ninguém tem interesse em fazê-lo", comentou Mehmet Alí Agca, autor da tentativa de assassinato contra João Paulo II.

O terrorista turco, que passou 19 anos preso, por disparar contra o pontífice, em 1981, afirmou que  "se alguém quisesse" atirar contra o  Papa Francisco "podería fazê-lo facilmente".

"Mas não interessa a ninguém ", declarou o mercenário turco. O Papa Francisco é um simples  pároco de provincia”, arrematou. Em entrevista à  Radio 24, da Itália, Agca aclarou que não tem "nenhum plano para assassinar o Papa. Eu gostaria muito de atirar contra o presidente Obama. Estou brincando", arrematou.

O terrorista integrou o grupo de extrema direita turco “Lobos Cinzentos”, com os quais cometeu vários crimes na década de 1970, pelos quais pagaria outros 10 anos na prisão na Turquia. Fez-se mundialmente conhecido pelo atentado contra a vida do Papa polonês, em 13 de Maio de 1981. O Papa João Paulo II o perdoaría dois anos depois, mas permaneceu preso até 2006.

"Seria muito bom voltar à Itália para visitar a tumba do Papa João Paulo II e para conhecer fraternalmente ao Papa Francisco, mas o  governo italiano me  impôs a proibição de voltar à  Itália", explicou Agca..

"Eu gostaria de voltar ao local do ataque, na Praça de São Pedro - acrescenta o ex-terrorista turco - porque não era um crime, mas um milagre e deixar uma rosa branca em sinal de reconciliação."

Nota DefesaNet
 
As palavras de Mehmet Ali Agca fazem sentido, em um cenário de análise fria de possibilidades de execução de um atentado. Acompanhando as transmissões dos passeios do Papa Francisco, na Praça de São Pedro, e sua contínua aproximação do público, que devem ser um pesadelo para a segurança papal. Em especial o serviço secreto italiano, que é responsável pela proteção do Papa.
 
Quanto ao atentado de 1981 é de conhecimento que a KGB (serviço Secreto Soviético) acionou o seu congênere na Bulgária, para um atentado ao Papa João Paulo II. A preocupação do Kremlin era das ações e a influência do Papa em sua terra natal a Polônia.
 
A Bulgária acionou os Lobos Cinzentos, grupo de direita da Turquia, na tentativa de apagar os rastros.
 
Com a queda do Império Soviético, não se sabe se os arquivos referentes a esta operação foram recuperados ou não.
 
O Editor



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