15 de Julho, 2014 - 10:50 ( Brasília )

Terrestre

DECEx - As mudanças nas atividades de Educação e de Cultura no Exército


Ao receber a atual denominação, a contar de 23 de dezembro de 2008, o DECEx adquiriu maior visibilidade como Órgão Central de dois sistemas correlatos: o de Educação e o de Cultura. Com isso, para acompanhar as transformações em curso no Exército, o Departamento realizou adaptações, inclusive na sua estrutura organizacional interna, bem como implantou projetos e programas nas áreas que lhe estão afetas.

Reestruturação do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx)

As transformações em curso no Exército impactaram diretamente no Sistema de Educação e Cultura e na organização do DECEx e diretorias subordinadas. O DECEx vem implementando, junto aos seus estabelecimentos de ensino subordinados e vinculados, um processo de reestruturação, de forma a adequar seus cursos e estágios à nova concepção do ensino militar por competências.

Para acompanhar as novas tecnologias do ensino mundial, está adotando o novo sistema de ensino por competências, juntamente com o Departamento-Geral do Pessoal (DGP), que vem atualizando seu sistema de avaliação, estruturado em competências, e montando um banco de dados baseado nos talentos humanos. O trabalho em conjunto entre o DECEx e o DGP torna mais ágil e eficiente a classificação do militar, levando em conta as suas habilidades e as exigências das funções a serem desempenhadas.

A Diretoria de Formação e Aperfeiçoamento (DFA) passou a ser designada Diretoria de Ensino Superior Militar (DESMIL), que tem por missões formar os oficiais da ativa e da reserva da linha bélica e os da ativa de saúde e do quadro complementar; aperfeiçoar os oficiais de carreira; e propiciar cursos de altos estudos militares, de gestão e de assessoramento. Enquadra a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, a Academia Militar das Agulhas Negras, a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, a Escola de Saúde do Exército, a Escola de Formação Complementar do Exército e os Centros de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Porto Alegre, do Recife e de Belo Horizonte.

A Diretoria de Educação Técnica Militar (DETMIL), antiga Diretoria de Especialização e Extensão (DEE), tem por finalidade formar e aperfeiçoar sargentos das QMS combatentes e técnico-logísticas, além de especializar e estender o conhecimento de oficiais e sargentos. Ao todo, são seis Estabelecimentos de Ensino subordinados, incluídas a Escola de Sargentos das Armas e a Escola de Sargentos de Logística, além de vinte e um vinculados, para fins de orientação técnico-pedagógica.

A Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx) tem como atividade-fim preservar e divulgar o patrimônio histórico material e imaterial do Exército. Para atingir este objetivo, conta com a Biblioteca do Exército, com o Arquivo Histórico do Exército, com o Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana, com o Museu Militar Conde de Linhares e com o Monumento Nacional aos Mortos da 2ª Guerra Mundial.

A Diretoria de Ensino Preparatório e Assistencial passou a ser designada Diretoria de Educação Preparatória e Assistencial (DEPA), adaptando-se ao contexto educacional vigente. Entre seus encargos, planeja, coordena, controla e supervisiona a condução da educação básica e a avaliação do processo ensino-aprendizagem nos Colégios Militares, bem como estabelece a ligação técnica com as organizações com encargos de ensino que lhe forem determinadas, para essas atividades.

Compreende doze Colégios Militares: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza, Manaus, Brasília, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Juiz de Fora, Campo Grande e Santa Maria. A DEPA realiza, ainda, a supervisão pedagógica da Fundação Osório, sediada no Rio de Janeiro.

A Diretoria de Pesquisa e Estudo de Pessoal (DPEP) voltou a se chamar Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx), perdendo o Centro de Estudos de Pessoal e Forte Duque de Caxias (CEP/FDC) e mantendo suas antigas Organizações Militares diretamente subordinadas: Comissão de Desportos do Exército (CDE), Instituto de Pesquisa e Capacitação Física do Exército (IPCFEx), Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), Escola de Equitação do Exército (EsEqEx) e Bateria do Forte de São João.

Para atender às novas demandas do DECEx, vários projetos estão em execução:

– a Escola de Sargentos de Logística (EsLog), criada por transformação da Escola de Material Bélico, forma e aperfeiçoa as Qualificações Militares (QM) técnico-logísticas, reunindo os cursos de Técnico de Enfermagem, Intendência, Comunicações, Material Bélico, Topografia e Músico. A nova escola iniciou seu funcionamento em 2011, no local onde estavam as Escolas de Material Bélico e de Comunicações.

A Escola de Comunicações (EsCom) foi transferida, no ano de 2011 para Brasília, e subordinada ao Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CComGEx), facilitando o estudo e a pesquisa do tema Defesa Cibernética, juntamente com o Centro de Instrução de Guerra Eletrônica, em Sobradinho (DF).

A Escola de Instrução Especializada (EsIE) passou a absorver os cursos de especialização da Escola de Material Bélico (EsMB), acrescidos dos cursos de Perito e Investigador Criminal – antes ministrados nos Batalhões de Polícia do Exército (BPE) –, Gestão de Pessoal, Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais, Resgate e aqueles solicitados pela Base de Apoio Logístico do Exército.

A antiga Escola de Administração do Exército (EsAEx), sediada em Salvador, passou a denominar-se Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx), funcionando com os mesmos cursos anteriores.

A Escola de Saúde do Exército (EsSEx) continua responsável pela formação dos médicos e pelo programa de capacitação dos militares da linha de ensino de Saúde, incluindo, também, a pós-graduação e as residências médicas para as diversas especialidades.

No DECEx, foi criada a Assessoria de Doutrina, que coordena tal atividade em todos os estabelecimentos de ensino, consubstanciando as modificações e as experimentações doutrinárias, integrando o novo Sistema de Doutrina Militar Terrestre (SIDOMT). Também foram criadas a Assessoria de Gestão do Conhecimento e o Escritório de Projetos/DECEx.

A nova Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), como estabelecimento de ensino superior, passou a ser o primeiro ano de formação do futuro oficial do Exército Brasileiro, possibilitando mais tempo para a instrução militar a ser ministrada na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

Desde 2010, o Centro de Instrução Paraquedista General Penha Brasil (CIPqdtGPB) está realizando um curso para os cadetes do 3º ano da AMAN e o Centro de Instrução de Guerra na Selva, desde 2011 para os cadetes do 4º ano.

O Centro de Estudos de Pessoal e Forte Duque de Caxias (CEP/FDC), subordinado à Diretoria de Ensino Técnico Militar, passou a coordenar o novo sistema de idiomas, bem como, ainda em 2013, o Curso Avançado de Operações Psicológicas, além dos tradicionais cursos de coordenação pedagógica, psicopedagogia e comunicação social, que terão mais tempos de instrução relativos ao ensino presencial.

Dois centros de simulação de apoio de fogo estão sendo implantados, um na AMAN e outro em Santa Maria (RS). O Simulador de Apoio de Fogo (SAFO) permitirá às unidades de Artilharia de Campanha, às guarnições de morteiro, aos cadetes da AMAN e aos alunos da EsSA exercitar todos os procedimentos relativos aos diversos sistemas de artilharia. O SAFO representa a ferramenta mais adequada à instrução, ao treinamento e à avaliação, por possibilitar, em realidade virtual, os trabalhos do Observador Avançado, da Central de Tiro e da Linha de Fogo.

Encontros de turmas de formação, uma oportunidade de reviver a história

Os encontros de turmas de formação são uma oportunidade de rever amigos, reavivar a memória e de perpetuar a história. Anualmente, em diferentes escolas de formação, diferentes turmas celebram sua história de sucesso e mantém coesos os laços afetivos que os unem. Veja alguns exemplos:

– Jubileu de Ouro do Curso de Formação de Sargentos / 1962, realizado no dia 1º de novembro de 2012, que contou com a presença de vários ex-alunos da EsSA.

– Reunião de 20 anos da Turma AMAN / 1992, realizada na AMAN, em 8 de dezembro de 2012, Turma Batalha de Guararapes, que reuniu integrantes e seus familiares em Resende (RJ).

O complexo defensivo da Baía de Guanabara

Durante séculos, o complexo de defesa de fortes e fortalezas da Baía de Guanabara protegeu as cidades do Rio de Janeiro e Niterói (RJ) contra o ataque de corsários e invasores. Hoje, essas edificações, que na sua maioria estão sob a administração do Exército Brasileiro, apresentam um grande atrativo turístico. Suas imponentes construções guardam em seu interior um riquíssimo acervo cultural.

Conhecer essas edificações é apreciar um pouco da rica história e da cultura do nosso País, bem como de seus encantos.

Os Fortes do Rio de Janeiro

Na orla da zona sul carioca, a Praia de Copacabana abriga duas fortificações de grande importância: o Forte de Copacabana e o Forte Duque de Caxias. No ano de 2012, esses fortes, compondo o belo cenário carioca, fizeram parte dos locais que colaboraram com o Rio de Janeiro na candidatura da cidade à Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural da Humanidade.

O Forte de Copacabana foi construído em 1914, no promontório da antiga Igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana, com o propósito de reforçar a defesa da Baía de Guanabara. Ocupando uma área total de 114.169 m², foi, então, considerado a mais moderna Praça de Guerra da América do Sul. Atualmente, em suas instalações, encontra-se o Museu Histórico do Exército.

O Forte Duque de Caxias (Forte do Vigia), situado na outra extremidade da Praia de Copacabana, possui a mais bela vista da entrada da Baía de Guanabara. O Forte oferece aos seus visitantes uma suave caminhada ecológica de 800 metros através da Área de Proteção Ambiental, onde o contato com a natureza, o ar puro, a fauna e a flora exuberantes tornam o passeio ainda mais agradável.

Ao lado do Morro do Pão de Açúcar, encontramos a Fortaleza de São João, que está intimamente ligada à fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Nesse local, em 1565, Estácio de Sá desembarcou com sua tropa para combater a invasão francesa, levantando naquela área um fortim. Os visitantes procuram a Fortaleza por sua riqueza arquitetônica e pela paisagem da Baía de Guanabara, que se descortina em vários ângulos do percurso.

No centro da Cidade Maravilhosa, está localizada a Fortaleza da Conceição, que se destaca por ser depositária de grande valor patrimonial, ao reunir, em suas encostas, monumentos arquitetônicos como a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição e o Primeiro Palácio Episcopal, ambos no mesmo terreno da antiga Chácara da Mitra.

Complexo Defensivo de Niterói

Ao lado direito da entrada da Baía de Guanabara, no lado oposto ao Rio de Janeiro, encontramos a cidade de Niterói, que une a história do País a belezas naturais e fortificações militares. Niterói abriga o maior complexo de Fortes da América Latina.

No início da orla oceânica de Niterói, encontramos o Forte de Gragoatá, citado pelos historiadores como o segundo forte mais antigo da Guanabara. Localizado na Ponta do Gragoatá, com ampla visão da Baía, o Forte abriga, atualmente, a 2ª Circunscrição de Serviço Militar. O monumento é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Percorrendo a cidade de Niterói, mais à frente, localiza-se o Forte Barão do Rio Branco, que abriga um complexo de fortes instalados em áreas preservadas de Mata Atlântica. Os Fortes Barão do Rio Branco, São Luiz e do Imbuy formam um conjunto histórico aberto à visitação guiada. No Forte São Luiz e do Pico, pode-se apreciar uma belíssima paisagem da Cidade de Niterói e do Rio de Janeiro. Atualmente, o Forte está sob a jurisdição do 21º Grupo de Artilharia de Campanha.

Debruçada de forma imponente sobre a Baía de Guanabara, apresenta-se a Fortaleza de Santa Cruz, a primeira fortificação erguida na região. Cruzando fogos com a Fortaleza de São João e com o Forte da Laje, constituiu a principal estrutura defensiva da Baía e da cidade do Rio de Janeiro, durante o período da Colônia e do Império Brasileiro. Atualmente, a Fortaleza de Santa Cruz abriga o Comando da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército.