17 de Fevereiro, 2014 - 09:25 ( Brasília )

Terrestre

Cavaleiros do Exército participam do II Campeonato Mundial Militar de Enduro Equestre


Oficiais do Exército Brasileiro irão representar o país no II Campeonato Mundial Militar de Enduro Equestre, que acontece em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (EAU). A delegação brasileira será composta por cinco cavaleiros, além do treinador-veterinário e do chefe de equipe. A competição, que terá a participação de militares de 130 países, acontece entre os próximos dias 2 e 8 de março.

O Enduro Equestre é um esporte hípico com características de rally. Trata-se de uma corrida com percurso que varia de 80 km a 160 km de distância. Ao longo do trajeto, são realizados controles veterinários (vet-checks), quando a organização examina as condições de saúde - cardíaca, respiratória, hidratação, sistema locomotor - dos cavalos. Conjuntos com animais fora dos padrões estabelecidos ou cansados são desclassificados da competição

Segundo explicou major Meryonne Moreira, treinador da equipe brasileira, vence a prova o conjunto que completar o percurso com o cavalo em melhores condições físicas. De acordo com o major, o enduro equestre é o esporte hípico que mais cresce em número de eventos por ano – atrás apenas do Concurso Completo de Equitação e do Salto.

"Temos uma boa expectativa nesta segunda edição do campeonato. Na primeira, realizada ano passado no Reino do Bahrein, o tenente Varanda - que também participa desta vez - terminou a prova no 7° lugar, chegando à frente de vários competidores do primeiro escalão mundial", disse o treinador.

O major Moreira explicou que o Enduro Equestre é regulamentado por rigorosas normas da Federação Equestre Internacional (FEI). O objetivo é preservação da integridade física do cavalo. Ainda segundo ele, o esporte é um verdadeiro teste de conhecimento e entrosamento entre o animal e o cavaleiro ou amazona. "Terminar é vencer", afirmou.

O campeonato em Dubai terá um percurso de 120 km. A delegação brasileira é formada pelo tenente coronel Leonardo Perdigão de Oliveira, chefe de equipe; major Meryonne Moreira, treinador e veterinário; major Luciano Monteiro Serrão, cavaleiro; major Renato Pacheco, cavaleiro; capitão Verônica Vignolo Chagas, amazona; tenente Rafael Coutinho Machado, cavaleiro; e o tenente Luís Fernando de Oliveira Varanda, cavaleiro.

O II Campeonato Mundial Militar de Enduro Equestre é organizado pelo Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM) e as despesas de transporte e hospedagem das equipes são arcadas pelo governo dos EAU. Todos cavaleiros e amazonas participantes chegarão a Dubai dois dias antes do evento para conhecerem e se adaptarem aos animais com os quais competirão, que serão cedidos pelos organizadores.

História

O Enduro Equestre é um dos sete esportes hípicos regulamentados pela FEI. Foi criado em 1955 nos Estados Unidos por Wendell Robie, idealizador da Tevis Cup, a mais famosa prova do mundo. A intenção era simular as viagens do Pony Express (correio a cavalo americano), com o objetivo de cumprir 100 milhas em 24 horas em um único cavalo.

Esta modalidade assemelha-se ao raid de cavalaria, tática de guerra universalmente empregada pelas cavalarias hipomóveis. Trata-se de uma incursão rápida e surpreendente ao território inimigo, com um grande contingente de tropa, que retorna imediatamente após o ataque.

No Brasil, a primeira prova de enduro equestre aconteceu em Tremembé, interior de São Paulo, em 8 de outubro de 1989.

Em 1994, uma competição em Campinas (SP) reuniu 522 conjuntos, o que lhe rendeu o título de maior competição equestre uma mesma modalidade pelo livro Guiness dos recordes.