28 de Agosto, 2013 - 12:26 ( Brasília )

Terrestre

Exército participa da Operação PANAMAX


Miami (Estados Unidos da América) – O Exército Brasileiro (EB), por intermédio de representações da 2ª Divisão de Exército e do Comando de Operações Especiais (Cmdo Op Esp), participou da Operação PANAMAX 2013, que é um exercício anual concebido e organizado pelo Comando Sul dos Estados Unidos da América, reunindo forças de diversos países, com a finalidade de organizar e adestrar forças multinacionais em operações conjuntas e combinadas, para atuar em cenários de crise e de conflitos armados em áreas de interesses estratégicos comuns.

Em 2013, o tema do exercício foi o conflito assimétrico, no qual agentes não-estatais, desestabilizando governos na América Central e ameaçando o livre trânsito no Canal do Panamá, afetavam os interesses políticos e econômicos continentais.

O exercício focalizou o planejamento inicial da campanha pelos comandantes e estados-maiores das forças componentes – terrestre, naval, aérea e de operações especiais – de uma força multinacional autorizada pela Organização das Nações Unidas, aplicando modernas metodologias de planejamento de operações conjuntas e combinadas.

Nesse sentido, coube ao Brasil liderar os componentes terrestre e de operações especiais. Representações de oficiais e praças da 2ª DE e do Cmdo Op Esp desempenharam funções de comando e de estado-maior nas respectivas forças conjuntas multinacionais.

Cabe ressaltar que uma equipe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas acompanhou o exercício e que representações da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira também participaram dos respectivos componentes.

A participação pioneira do EB na Operação PANAMAX 2013 foi planejada e coordenada pelo Comando de Operações Terrestres, por intermédio da 2ª Subchefia. Os militares da Força Terrestre tiveram oportunidade de trabalhar em um ambiente conjunto multinacional, empregando a língua inglesa como base para a comunicação, e travar contato com a doutrina militar conjunta norte-americana, particularmente utilizando o Desenho Operacional (Design) e o Processo de Planejamento Operacional Conjunto Joint Planing Operational Process (JOPP).

Segundo os organizadores, o exercício alcançou os objetivos propostos, destacando-se o incremento da interoperabilidade e da integração das forças armadas dos países do continente americano, o que contribui para a segurança regional.