13 de Fevereiro, 2013 - 16:25 ( Brasília )

Tecnologia

Planalto resiste à substituição de Raupp em ministério


Nota DefesaNet

A intriga política e de olho nos programas do SGB (Satélite Geoestacionário Brasileiro) e o o Pragama Espacial, o PMDB procura colocar um incompetente à frente do MCT. O ministro Raupp conseguiu parir a forceps o PNAE (Programa Nacional de Atividades Espaciais), realístico.

Resisitirão as expectativas espaciais brasileiras às ambições do PMDB?

O Editor



Por Rosângela Bittar De Brasília


O Ministério da Ciência e Tecnologia frequenta listas de substituições do ministro titular em todas as reformas ministeriais feitas para desincompatibilização de candidatos ou para a busca da eficiência, como é o objetivo da que está sendo preparada no momento. Nessa, o ministério está na agenda mas não por uma coisa nem outra. O ministro Marco Antonio Raupp sairia simplesmente para que a presidente Dilma Rousseff tivesse um bom lugar para dar ao deputado Gabriel Chalita e aumentar assim o quinhão ilimitado de poder do PMDB, dono da Vice-Presidência, da Presidência do Senado, da Presidência da Câmara, cinco ministérios, dezenas de diretorias de estatais e sabe-se lá o quê mais.

Ocorre que a presidente tem demonstrado satisfação com o desempenho de Raupp, um especialista da área, oficialmente filiado ao PMDB em sua versão original, o PMDB de Ulysses Guimarães, e respeitado pela comunidade científica. Uma corporação complexa, que considera a existência do Ministério uma conquista e não vai perdê-lo sem mais nem menos.

Os últimos ministros que por ali passaram, mesmo que políticos sem maior intimidade com a questão, tiveram o bom senso de se cercarem de especialistas. O atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ex-ministro da Ciência e Tecnologia no governo Lula, por exemplo, nomeou pessoas da área para os cargos principais: Sergio Resende, que virou ministro com sua saída, foi para a FINP, depois secretaria executiva. O próprio Aloyzio Mercadante, atual ministro da Educação e antes da Ciência e Tecnologia, levou Raupp para ser o seu segundo.

Para enfraquecer Raupp e forçar a troca por Chalita o PMDB insiste no boato de que é Mercadante quem pressiona a presidente para deixar Raupp no governo. Mas é a presidente mesmo que avalia o trabalho desse ministro positivamente. Com relação a Chalita não há a mesma expectativa de gestão técnica como foi possível com outros políticos que passaram por essa área tão sofisticada. São desconhecidos seus conhecimentos, suas relações no setor a não ser ele próprio e uma gestão incipiente de secretário de educação autor de livros de religião e auto-ajuda. E um evidente culto de personalidade, por si só restritivo à abertura de horizontes e formação de equipes.