05 de Dezembro, 2012 - 10:48 ( Brasília )

Tecnologia

Alunos do ITA criam jogo de celular para ajudar pessoas com dislexia

Dupla de estudantes usa tecnologia para treinar raciocínio no interior de SP

Dois alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) de São José dos Campos, no interior de São Paulo, usaram a tecnologia para ajudar  crianças com dificuldade de organizar idéias e de fala. A dupla criou um tipo de jogo de celular pra treinar o raciocínio e acelerar o aprendizado.

O projeto foi desenvolvido pelos alunos Éric Gomes e Márcio Araújo. O desafio era fazer um jogo educativo para celulares e tablets que ajudasse pessoas com dislexia, como explica Maria Estela Guimarães, psicóloga e mãe de um filho com dislexia. “É um distúrbio de aprendizagem que tem uma origem neurobiológica, quer dizer, está no cérebro, e interfere diretamente no processo de leitura e escrita”, conta.

Os meninos prometem que os jogos serão gratuitos pra baixar da internet, mas só em janeiro do ano que vem. A ideia deles foi reconhecida por uma ONG que ajuda pessoas com dislexia em todo o país. Como prêmio eles ganharam uma viagem aos Estados Unidos para conhecer o MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, um dos mais importantes do mundo.

Ideia e aprovação

A ideia da dupla foi criar uma palavra cruzada com sílabas, diz um dos desenvolvedores. “No lugar de letras você coloca sílabas nas casas. E a sílaba fica em bolhas flutuando pela tela e você tem que arrastar ela para posição correta pra poder formar as palavras, que são faladas no início da frase”, explica Márcio Araújo.

Já Éric Gomes disse como a ideia surgiu. “A gente teve a ideia de pensar em um jogo que conseguisse abranger o maior número de dificuldades das crianças”, afirma.

Rodrigo Cerqueira, estudante com dislexia, aprendeu rápido a mexer com o jogo e aprovou principalmente a facilidade de acesso. “Eu acho legal estar no celular, porque você pode levar pra qualquer lugar. A ideia é muito boa”, disse.

A mãe também "brincou" um pouco e apontou as vantagens de ter mais essa ferramenta tecnológica para o aprendizado. “Eles conseguiram reunir em um aplicativo uma gama muito grande de repertórios para serem desenvolvidos como atenção, o rastreamento visual, a percepção visual, coordenação, motora, coordenação visomotora e memória”, explica a psicóloga.