19 de Outubro, 2011 - 16:45 ( Brasília )

Tecnologia

Carta de intenções propõe a criação de Centro Tecnológico de Helicópteros em Itajubá (MG)


Informe Ministério da Defesa

Brasília, 18/10/2011
– Carta de intenções propondo a criação de um Centro Tecnológico de Helicópteros, destinado a ampliar a liderança brasileira na indústria aeronáutica da América do Sul, foi assinada pelos participantes do Seminário sobre o  Desenvolvimento do Setor Aeronáutico de Asas Rotativas no Brasil, realização em Itajubá, Minas Gerais, nos dias 6 e 7 deste mês.

O evento, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Helibras e Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), teve como objetivo incentivar pesquisas, o ambiente de negócios e as perspectivas para o setor aeronáutico de asas rotativas (helicópteros). Os participantes consideraram promissor o futuro da indústria de helicópteros no Brasil, mas ressaltaram que, além da produção das aeronaves, é necessário aprofundar a realização de pesquisas que permitam ao Brasil ter mais autonomia tecnológica nesse segmento industrial.

Os participantes reconheceram que, para alcançar essa autonomia tecnológica, é  necessário o desenvolvimento de duas etapas importantes. Uma delas já foi encaminhada com a compra, já assegurada em contrato assinado entre o Comando da Aeronáutica e a Eurocopter/Helibras, em 2009, de helicópteros EC-725.

A outra etapa é o desenvolvimento de massa crítica e formação de recursos humanos qualificados. Para alcançar esta meta, segundo eles, seria necessário a criação do Centro Tecnológico de Helicópteros, que daria as condições para obter competências e tecnologias inovadoras para o complexo aeronáutico de asas rotativas.

A realização de testes em equipamentos, tais como ensaios em pás de rotores, que constitui operação complexa hoje só realizada em centros de alta tecnologia no exterior, seria uma consequência da implantação do Centro Tecnológico de Helicópteros.

A instalação do Centro Tecnológico em Itajubá, no campus da UNIFEI, é uma possibilidade mencionada no documento, já que poderia se transformar em um dos 12 projetos estruturantes previstos no Plano Brasil Maior.

O documento foi assinado pelo presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges Lemos, instituição ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), pelo secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Murilo Marques Barboza, e por outros representantes do governo federal, do Estado de Minas Gerais e da UNIFEI.