02 de Março, 2017 - 18:20 ( Brasília )

Tecnologia

NASA testa um ‘silencioso’ jato supersônico que pode cruzar a América em três horas


As viagens de avião supersônico podem retornar mais cedo do que esperávamos. Dessa vez, as pessoas não vou ouvir a característica “explosão sônica” quando ele passar.

A NASA está usando um túnel de vento de alta velocidade para testar modelos de um novo jato supersônico chamado X-plane, que pode mudar para sempre a forma como viajamos de avião.

O Projeto de Tecnologia Supersônica Silenciosa (QueSST na sigla em inglês) pode atingir velocidades supersônicas sem que as pessoas ouçam o estrondo do chão.

Ele também poderia voar de Londres até Nova Iorque em apenas três horas, pavimentando o caminho para uma nova era de viagens supersônicas.

Durante as próximas oito semanas, os engenheiros vão expor um modelo numa escala de 9%, cuja velocidade varia de Mach 0.3 para Mach 1.6 (aproximadamente de 150 a 950 milhas por hora), para mostrar a aerodinâmica do X-plane e seus sistemas de propulsão.

A NASA espera que este projeto abra caminho para os voos supersônicos em um futuro não muito distante.

“Precisamos ver como o projeto atua após a decolagem, em velocidade de cruzeiro, supersônica e durante o processo de aterrissagem”, disse David Stark, chefe das instalações.

“O túnel de vento supersônico nos permite testar a velocidade máxima que o protótipo consegue atingir dentro dele”.

“Nosso projeto exclusivo de aeronaves é feito para separar os choques e as expansões associadas ao voo supersônico, reduzindo drasticamente a sonoridade das aeronaves”, disse Peter Iosifidis, encarregado do programa QueSST da Lockheed Martin Skunk Works.

“Nosso projeto reduz o ruído característico a um “pulso”, em vez da tradicional explosão sônica associada aos aviões supersônicos de hoje.”

Dave Richwine, gerente do projeto preliminar da aeronave na NASA, disse: “este teste é um passo importante no caminho do desenvolvimento de um avião que será um recurso muito necessário na coleta de dados que, eventualmente, mudará as regras do voo supersônico terrestre.”