27 de Abril, 2016 - 09:25 ( Brasília )

Tecnologia

ITA e Boeing discutem ampliação de parceria estratégica para 2017

A Boeing já possui um centro de pesquisa em São José dos Campos com

Rodrigo Ribeiro
meon.com.br


Representantes da Boeing estiveram no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José dos Campos, na última semana para discutir possibilidades de ampliação de parceria com o órgão joseense para o próximo ano.

Atualmente, pesquisadores que estudaram no ITA atuam na empresa norte-americana, como por exemplo, o executivo da companhia Daniel Silva, ex-aluno do instituto, nomeado pela Boeing  para liderar as tratativas com o ITA.

O instituto ainda integra o grupo de parcerias universitárias (University Relations) da Boeing, que já financia alguns projetos de alunos do ITA. De acordo com o ITA, a ideia inicial é detectar e priorizar as áreas de interesse das instituições e estabelecer novos projetos para o próximo ano.

"A proposta ainda contempla a possibilidade de alunos se envolverem com linhas de pesquisa da empresa, com oportunidades no Brasil e no exterior", informa o ITA em nota.

O encontro da última semana aconteceu no gabinete do Tenente-Brigadeiro Antônio Carlos Egito do Amaral, diretor-geral do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), também em São José dos Campos.

Para o reitor do ITA, Prof. Anderson Ribeiro Correria, a cooperação amplia a internacionalização do instituto. "É um orgulho estarmos posicionados entre as poucas universidades do mundo selecionadas pela Boeing para estas parcerias", afirma.

Boeing em São José

A Boeing está fisicamente presente em São José dos Campos desde janeiro do ano passado, quando inaugurou um centro de pesquisa em biocombustíveis para o setor da aviação, no Parque Tecnológico da cidade.

O projeto tem como um dos parceiros a Embraer, de São José dos Campos, que também possui outras parcerias com a Boeing.

Biocombustíveis

Estudos mostram que biocombustíveis sustentáveis para a aviação emitem uma quantidade menor de carbono, de 50% a 80% inferior, ao longo de seu ciclo de vida do que o combustível de aviação fóssil. Mais de 1,6 mil vôos comerciais com uso de biocombustível de aviação já foram operados em todo o mundo desde 2011, quando o uso desse tipo de combustível foi aprovado.