COBERTURA ESPECIAL - Tank - Terrestre

30 de Janeiro, 2015 - 10:00 ( Brasília )

CC M60 A3 TTS, da 4ª BDA C MEC, comparado aos CCs do TO do CMO

Comparação do carro de combate M60 A3 TTS, da 4ª BDA C MEC, com os carros de combates dos países limítrofes ao CMO


Tiago Eduardo Siqueira Veras - Cap
10º RC Mec
(Bela Vista-MS)
Fonte: AÇÃO DE CHOQUE
A FORJA DA TROPA BLINDADA DO BRASIL
CIBld - Seção de Doutrina

RESUMO

O presente trabalho trata da compa­ração da viatura Blindada de Comba­te – Carro de Combate (VBC CC) M60 A3 Thermal Target System (TTS), do Exército Brasileiro, alocada no Co­mando Militar do Oeste (CMO), em comparação com os CC em serviço nos países que lhe fazem fronteira, Bolívia e Paraguai, por meio da averi­guação técnica das potencialidades e limitações dos componentes que geram efeitos na proteção blindada, potência de fogo, mobilidade e ca­racterísticas de combate desejáveis em um CC.

Tal estudo foi motivado tendo em vista que o M60A3 TTS foi realocado do Comando Militar do Sul (CMS) para o CMO e, nesta se­ara, houve uma alteração no poder dissuasório na região, sendo objeto do trabalho aqui apresentado men­surar se tal alteração nos é favorável e de que forma.

O trabalho realiza­do mediante pesquisa bibliográfica valeu-se de manuais, artigos, livros, monografias anteriores e materiais disponibilizados na internet, tendo ao fim sido integrados por intermé­dio de processo analítico, culminan­do com a conclusão esperada.

Ao fim, é apresentado que a nossa VBC M60 A3 TTS ampliou o nosso poder dissuasório na região do CMO face às VBC SK-105/A1 Kurassier bolivia­nas e às VBC M51 Super Sherman e M4A3 Firefly Paraguaias, todavia com ressalvas a despeito de sua correta aplicação e da não perma­nência dessa vantagem por período muito longo.

1.INTRODUÇÃO

0 presente estudo visa a apresen­tar uma análise comparativa entre a VBC M60 A3 TTS, que mobiliam a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (4ª Bda C Mec), e as VBC em uso nos países limítrofes ao CMO, Grande Co­mando que enquadra a 4ª Bda C Mec.

No combate moderno, a ação de unidades de carros de combate com poder superior ao inimigo (Ini) tem se mostrado fator preponderante para a vitória; não obstante a importância do adestramento das frações, é pri­mordial que a tecnologia embarcada nos carros de combate seja capaz de maximizar o poder combativo das frações que os empregam, gerando também novas possibilidades, como por exemplo, o combate noturno.

Logo, podemos inferir que um Exér­cito que possui um carro de combate com características, possibilidades e limitações em melhores condições que o carro de combate de seu con­tendor possivelmente tenderá à vi­tória no enfrentamento entre forças blindadas.

O Brasil, líder regional, aspirando à potência no cenário mundial, não pode furtar-se a manter compatível capacidade dissuasória, sob pena de não ter respeitada sua opinião e/ou decisão, assim como ficar passível de agressões externas fruto da gana de elementos externos aos seus abun­dantes recursos. Neste sentido, faz-se necessário manter constante mo­nitoramento das Forças Armadas de nossos países vizinhos, com a devida comparação com as nossas forças.

No caso em particular da transfe­rência da VBC M60A3TTS para a re­gião do CMO, serão analisados os car­ros de combate dos países limítrofes ao mesmo: Paraguai e Bolívia.

2. DESENVOLVIMENTO

2. 1 Metodologia
A seleção das fontes foi realizada em publicações de autores de impor­tância no meio de assuntos de defe­sa, assim como periódicos, manuais, publicações oficiais e, levando-se em conta se tratar de dados sobre ma­terial bélico de outros países, não sendo ostensivos os dados detalha­dos destes, também foram buscadas informações em sites especializados no assunto, embora não possuam um caráter “oficial”.

A pesquisa bibliográfica foi deli­neada de acordo com as seguintes fases: levantamento; seleção; leitura analítica da bibliografia selecionada; fichamento das fontes, argumenta­ção e discussão de resultados.

Quanto à natureza, o estudo em tela se caracteriza por ser uma pes­quisa do tipo aplicada, objetivando a geração de conhecimentos para aplicações voltadas para a solução de alguns problemas específicos, particularmente a voltada à análi­se das características principais no combate entre as VBC.

A abordagem da presente pesquisa é a qualitativa, com finalidade de esclarecer os pro­cedimentos lógicos que viabilizaram a tomada de decisões acerca do al­cance da investigação, das regras de explicação dos fatos e a validade das suas generalizações sendo, a título de objetivo geral, caracterizada como uma pesquisa descritiva.

Em relação aos procedimentos téc­nicos, foi utilizada a pesquisa biblio­gráfica em livros, outros trabalhos monográficos, artigos publicados em periódicos e demais materiais dispo­níveis na internet. Com a leitura ana­lítica do material citado, chegamos ao entendimento dos termos utiliza­dos no combate de blindados, além da percepção da estruturação de um melhor modelo teórico de análise e solução dos problemas apresentados no presente estudo.

2.2 Resultados e Discussão

2.2.1 Condição da VBC M60 A3 TTS, da 4ª Bda C Mec, frente aos CC da Bolívia e Paraguai.
No tocante aos blindados do Para­guai, o M-4A3 Firefly e M-51 Super Sherman, a superioridade do M60 é patente em todos os aspectos, o que é perfeitamente natural, pois o M60 é um blindado de 2ª Geração, e o Firefly e o Super Sherman são de 1ª geração, sendo os CC praticamen­te imunes à quase totalidade dos ti­ros dos carros de combate construí­dos na geração anterior (CARNEIRO, 2009 p.1).

2.2.1.1 Sobre a potência de fogo
O M60, adotado pelo Brasil, possui um canhão com calibre de 105 mm, capaz de disparar a munição APFDS (Mun flecha), de energia cinética, com a mais alta capacidade de pe­netração.

O alcance de seu canhão é de 4.4 km, podendo engajar o CC Ini à grande distância, em particular a SK Kurassier, da Bolívia que, em­bora também esteja equipado com canhão 105 mm, possui alcance de até 2 km e sua versão A1 não tem condições de disparar a munição penetrante de blindados “Flecha”.

O M51, do Exército Paraguaio, também com canhão de 105 mm, chega a ter um alcance de 1.8 km, estando aquém do alcance de engajamento das outras citadas VBC. Neste aspec­to, a VBC Firefly, também do Exército Paraguaio, encontra-se aquém das demais VBC estudadas pois, apesar de ter condições de abater a SK-105 e M51 com seu canhão de 76.2 mm capaz de disparar munição perfuran­te não especial para CC, todavia o seu curto alcance de 1.2 km dificilmente lhe permitirá chegar perto o suficien­te para impactar as outras VBC, que possuem alcance maior.

O M60 tem capacidade de empaio­lamento de 63 Mun, 20 a mais que a do SK-105 com 43, perdendo para o M51 com 66 Mun e o Firefly com 78 Mun. Quanto maior a capacidade de empaiolamento na VBC maior será a capacidade do CC em manter a sequência de disparos sem a neces­sidade de remuniciar, porém reduz a segurança da tripulação em caso de ser alvejada. Cabe ressaltar que essa capacidade de empaiolamento será mais eficiente quanto mais rápida seja a cadência de tiro.

A existência de um sistema de car­regamento automático de munição somado ao peso da Mun 105 mm confere ao SK-105 uma cadência de tiro de 12 TPM, enquanto que a ca­dência de tiro do M60 é de 10 TPM, pois embora possua munições com mesmo peso, não é dotada de sis­tema de carregamento automático sua cadência de tiro de 10 TPM.

A cadência de tiro do M51 e do M4A3 é de igual valor, 08 TPM. Neste caso, visualizando um combate entre for­ças blindadas, verificamos que a VBC com maior cadência de tiro, em prin­cípio, conseguirá abater mais CC Ini em menor tempo, garantindo em me­lhores condições a sua sobrevivência.

Somado aos fatores supracitados, temos ainda a capacidade das VBC em combater de noite, proporciona­da pela existência de visão noturna. Nas VBC analisadas, apenas o M60 e o SK-105 possuem equipamento de visão noturna, ambas se sobressain­do em uma primeira análise frente ao Super Sherman e o Firefly, que não possuem.

Por ocasião do comba­te noturno, em uma segunda análise, verificamos que o M60 possui equi­pamento com intensificador de luz re­sidual e visão termal (AN/VSG-2), de natureza passiva, estando em supe­rioridade em relação ao SK-105, que está equipado com sistema de visão infravermelho e não possui sistema termal. Ainda, a guarnição do M60 possui condições de enxergar o facho luminoso infravermelho emitido pelo SK 105 Kurassier, podendo se ante­ver ao disparo deste.
 
Por fim, na análise do poder com­bativo de uma VBC, temos o sistema de controle de tiro e de busca e trans­ferência de alvos, os quais farão com que todo o poder de fogo instalado na VBC seja utilizado com a velocidade e precisão desejadas no campo de batalha.

Não foram encontradas refe­rências quanto ao sistema de contro­le de tiro do Super Sherman e do Fi­refly, porém os dados analisados nas diversas bibliografias estudadas nos permitem concluir que tais VBC não possuem um sistema computadori­zado de controle de tiro e busca de alvos, ficando a técnica de condução do tiro a cargo da guarnição.
 
O M60 possui o computador de controle de tiro M21, material que garante um excelente nível de preci­são, proporcionando um primeiro dis­paro certeiro no Ini. O equipamento instalado no M60 permite a busca e aquisição de alvos com grande efi­cácia, favorecendo com que na zona de combate o M60 seja capaz de pri­meiro disparar contra outro CC o que, somado à estabilização de torre exis­tente, venha a acertá-lo no primeiro disparo.

O SK-105 possui também computador de tiro, embora de nível tecnológico inferior, o que somado à torre não estabilizada, nos garan­te concluir que esta VBC não terá o mesmo desempenho do M60 neste quesito.

2.2.1.2 Sobre a Mobilidade
O M60 A3 TTS, com uma pressão sobre o solo de 0,85 kg/cm², tem sua maneabilidade bastante dificultada, particularmente nas operações em terreno pouco firme, ao contrário do SK-105 que possui pressão sobre o solo de 0.67kg/cm, tendo sua mane­abilidade facilitada. Não foi encontra­do esse dado sobre o Super Sherman e o Firefly, todavia, em função da aná­lise de sua tecnologia embarcada, é possível inferir que possuem caracte­rísticas intermediárias.

O SK 105 pesa 17.700kg, aproxi­madamente metade do peso do Su­per Sherman (39.000kg) e do Firefly (32.284 Kg) e 1/3 do peso do M60A3 TTS (52.617kg). Verifica-se maior fa­cilidade do SK-105 para utilizar-se da rede de estradas, rodovias e pontes, necessitando de pontes classe 18, enquanto o M60 necessita das de classe 55 e o M51 de classe 40.

A VBC com maior potência é o M60, com 750 cv providos pelo mo­tor AVDS-1790-2C 12cyl, seguido pelo M51 Super Sherman com motor Cummins VT8 de 460 cv, pelo M4A3 Firefly com seu motor Ford Mod.GAA V-8, de 400 cv e por fim o SK 105 Ku­rassier com o seu motor Steyr 7FA - 6cyl, de 320 cv.

O fator peso/potência é o que mais se destaca em favor do SK 105 Kuras­sier e simboliza a sua natureza de ca­ça-tanques. O valor de seu peso/po­tência é de 18.1 cv/ton, contra 9,12 cv/ton do M60 A3 TTS, 11,54 cv/ton o Super Sherman e 12.4 cv/ton do Fi­refly. Com isso, vemos que o SK-105 consegue atingir a velocidade de 50 km/h em terreno desfavorável, pro­vável cenário numa zona de comba­te, contra 30 km/h do M60 e 35 dos Sherman estudados.

É fácil concluir que, uma vez o SK 105 necessite se aproximar ou se evadir da presença do inimigo, possivelmente ele o fará sem ser perseguido e/ou observado a tempo. Esta velocidade somada à au­tonomia de 500 km nos mostra que o SK 105 pode ser enviado para fazer uma verdadeira incursão em posi­ções de blindados inimigos, atingi-los e se exfiltrar com grande velocidade e por caminhos desenfiados.

O M60, embora não tenha a mesma desen­voltura em velocidade máxima, pos­sui uma excelente autonomia para os próprios padrões de peso, conse­guindo deslocar-se com tanque pleno por até 480 km. O Super Sherman e o Firefly possuem relação potência/ peso superior à do M60, todavia a sua autonomia restringe seu uso em grandes manobras.

No quesito de transposição de obs­táculos, verificamos que, à exceção do grau de rampa frontal e lateral, o M60 A3 é superior ao SK-105 na transposição de fosso, obstáculos verticais e travessia de vau, porém ambos são superiores à capacida­de de transposição de obstáculos evidenciados pelo Super Sherman e Firefly, permitindo que aqueles avan­cem para o seu objetivo com maior facilidade e velocidade.

2.2.1.3 Sobre a Proteção Blindada
A VBC M60 A3 TTS possui uma blindagem de 2ª geração, composta de aço de face endurecida, a qual é capaz de suportar o impacto de mu­nições de maior penetração do que a blindagem de 1ª geração. Tal blin­dagem chega a atingir a espessu­ra de até 120 mm na parte frontal, possuindo portanto, um bom grau de proteção. A sua silhueta alta lhe desfavorece no combate contra outro CC pois fica exposto à observação e condução do tiro Ini, e apresenta uma maior área a ser impactada.

O SK-105 possui uma fraca blinda­gem, a qual embora seja constituída de aço de face endurecida (2ª gera­ção), sua espessura de 40 mm supor­ta no máximo impacto de munições de 20 mm, podendo vir a suportar calibres de 35 mm com a blindagem adicional, ou seja, não resiste ao im­pacto dos canhões das demais VBC estudadas, mesmo as mais antigas.

Sua fraca blindagem foi intencional­mente aplicada para garantir a redu­ção de peso da VBC, pois o SK-105 foi concebido para rapidamente engajar outro CC e se evadir, evitando ser en­gajado pelo CC inimigo. A sua baixa silhueta e seu tamanho corroboram com a sua missão pois, sendo menor, se torna um alvo mais difícil de ser observado e atingido.

3 CONCLUSÃO

O estudo dos carros de comba­te dos exércitos sul americanos nos propicía uma melhor visualização de nossa situação perante possíveis contendores.

Conseguimos averiguar, dentro das características potência de fogo, proteção blindada e mobili­dade, as potencialidades e limitações dos carros de combate do Paraguai e Bolívia, podendo comparar com o de nosso CC presente na região fronteira com esses países, o CMO.

Dos CC paraguaios estudados, M51 Super Sherman e M4A3 Firefly, ambos de 1ª geração, notadamente não constituem inimigos com gran­de potencial face aos M60 A3 TTS brasileiro, que é CC de 2ª geração.

A blindagem de ambas VBC paraguaias são incapazes de suportar o impac­to das munições disparadas pelo M60, assim como sua mobilidade é bastante inferior, tanto em potência, quanto velocidade e capacidade de transposição de obstáculos.

No que­sito potência de fogo, tanto o Super Sherman quanto o Firefly, conside­rando-se o calibre, em tese, possuem condições técnicas de abater um M60 A3, porém não possuem sistema de controle de tiro eficiente, assim como não tem equipamento de visão notur­na.

Considerando o curto alcance dos CC paraguaios somado ao obsoleto sistema de controle de fogo e busca de alvos e a inferior mobilidade em comparação com o M60 podemos concluir que, dificilmente, um Super Sherman ou Firefly conseguirá che­gar perto o suficiente destes, sem ser atingido, para conseguir realizar um disparo que realmente cause danos.

Comparando-se o M60 com o SK Kurassier, em relação à potência de fogo, verificamos que ambas as VBC possuem calibre 105 mm, com van­tagem para o M60 por conseguir dis­parar a Mun APFDS (Flecha) a 4 Km, enquanto o SK 105 consegue dispa­rar até a munição HEAT a 2 km.
 
Na cadência de tiro, a diferença de 2 TPM não é significante, sendo mais relevante o fato do M60 possuir em­paiolamento de 20 munições a mais que o SK, podendo destruir mais CC inimigos no campo de batalha antes de ficar exposto para remuniciamen­to, sendo o sistema de controle M21 do M60 tecnologicamente superior à do SK 105 o que, somado à esta­bilização de sua torre, desequilibra o combate a seu favor pois, tecnica­mente, garantirá o primeiro impacto certeiro, não permitindo que o SK tenha chance de utilizar o seu arma­mento.

Um possível confronto entre estas VBC tem condições de prosseguir no período noturno pois ambas VBC possuem equipamento de visão noturna, com vantagem para o M60 por estar equipado com o TTS (visão termal passiva) e intensificador de luz residual, em detrimento do sistema Infravermelho do Kurassier. Ou seja, no combate noturno a guarnição do M60 conseguirá ver o facho infraver­melho do SK, podendo evitar ser im­pactado e, consequentemente, iden­tificá-lo no terreno e abatê-lo.

No quesito proteção blindada, veri­ficamos que o M60 possui uma me­lhor proteção em função da maior es­pessura de sua blindagem (120mm contra 40mm). Todavia, a silhueta alta do M60 expõe uma maior área de impacto para ser alvejada pelo CC inimigo, assim como ser observado.

A mobilidade é o principal fator que favorece o Kurassier, como já era de se esperar devido à sua concepção como caça - tanque. A relação potên­cia/peso do Kurassier é o dobro que a do M60, o que lhe permite atingir maiores velocidades em estrada e através campo e, somando-se à me­nor pressão sobre o solo do SK, po­demos concluir que sua trafegabilida­de através campo é mais fluída.

Na prática, havendo terreno com cober­tas e abrigos para progressão, o SK possivelmente conseguirá se aproxi­mar do M60 rapidamente, podendo destruí-lo com seu canhão e em se­guida retirar-se antes de ser atingido por outro M60 de sua fração sem ser alcançado em sua fuga, exceto se houver no itinerário série de rampas, vaus, fossos e degraus, haja visto a melhor capacidade de transposição de obstáculos do M60 em compara­ção à do SK, tendo neste caso o M60 condições de alcançar seu alvo, o SK 105 A1.

Respondendo ao principal questio­namento do presente trabalho, em face de todos os argumentos expos­tos, podemos concluir que, com a transferência do M60 A3 TTS para a região do CMO, o EB conseguiu man­ter, no tocante aos carros de comba­te, o poder dissuasório desejado dada a superioridade do M60 A3 TTS frente às VBC M51 Super Sherman e M4A3 Firefly do Paraguai.

Em comparação ao SK 105 Kurassier boliviano, vemos que o M60 A3 TTS tem uma série de fatores em superioridade, possuindo outros em desvantagem. O que irá di­ferenciar qual CC terá maior eficiên­cia em combate será a forma como o CC será utilizado, ou seja, o elemento humano.

Finalizando, a região do CMO tem um CC que, no presente momento e num futuro próximo, está em con­dições de fazer frente a um possível confronto com os seus congêneres transfronteiriços, todavia não pode­mos parar no tempo, principalmente pelo fato da VBC M60 A3 TTS ser de 2ª geração, estando os exércitos mais avançados empregando VBC já de 4ª geração.

Deve portanto manter uma permanente vigilância sobre a evolu­ção das forças blindadas de nossos vizinhos e, o quanto antes, viabilizar a substituição das nossas VBC M60 A3 TTS por outra de, pelo menos, 3ª geração, como o Leopard 1A5 adqui­rido pelo Exército Brasileiro para os Regimentos de Carros de Combate sob pena de, caso não o façamos, po­dermos ser surpreendidos, sem tem­po para manobra para aquisições de melhores plataformas de combate para reverter uma possível posição de inferioridade.



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Última atualização 24 NOV, 15:00

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