COBERTURA ESPECIAL - Especial Espaço - Tecnologia

13 de Março, 2018 - 09:10 ( Brasília )

Airbus e os voos espaciais tripulados: do ATV ao Orion


Dez anos como principal contratante da ESA (Agência Espacial Europeia). A marca é apenas o início para a Airbus em termos de voos espaciais tripulados.

A bem-sucedida missão do “Jules Verne”, o primeiro ATV (Veículo Automatizado de Transferência) da Airbus, lançado em 9 de março de 2008, tornou-se um elemento-chave das tecnologias pioneiras para os voos espaciais tripulados que incluem o Spacelab, os ATVs e o módulo Columbus da Estação Espacial Internacional (ISS).

Juntas, essas missões abriram caminho para o Módulo Europeu de Serviço (ESM), a mais recente contribuição da Europa para os voos espaciais com humanos, desenvolvido pela Airbus, novamente como principal contratante.

A nave espacial Orion da NASA é projetada para levar os seres humanos à Lua e para além, com a possibilidade de chegar até um asteroide e talvez ao planeta Marte na década de 2030.

O ESM que integra o módulo da tripulação é projetado para fornecer energia, propulsão, controle térmico, água e ar para futuras missões humanas ao espaço distante. Dez dias após o lançamento, o primeiro Veículo Automatizado de Transferência, o sofisticado cargueiro espacial, executou uma manobra perfeita para conectar-se automaticamente na ISS.

O ATV então não só entregou suprimentos vitais para a ISS, mas também realizou com sucesso uma missão de elevação de órbita e tornou-se parte integrante da Estação Espacial Internacional. Depois de seis meses acoplado à ISS, “Jules Verne”, o primeiro ATV, desconectou-se em 5 de setembro de 2008 e iniciou sua última jornada no espaço, que terminou com uma queima controlada no retorno à atmosfera terrestre em 29 de setembro de 2008.

Quatro outros ATVs (2011-2014) foram enviados para a Estação. A Airbus foi a contratadora principal da ESA para desenvolver e construir todos os ATVs e preparar suas missões para a ISS. Ao todo, os ATVs transportaram mais de 31,5 toneladas de suprimentos para a ISS até 2015.

Eles impulsionaram a Estação Espacial diversas vezes para elevar sua órbita e ajudaram a manobrá-la para sair do caminho de detritos espaciais. Os veículos demonstraram a capacidade de atracar automaticamente com a ISS - uma tecnologia vital para futuras missões de exploração espacial.

A Airbus realizou isso como parte de uma parceria europeia e, graças ao excelente desempenho dos ATVs, a empresa tornou-se um parceiro pleno da NASA para importantes programas espaciais. “O Spacelab, o Columbus e os ATVs demonstraram nossa plena capacidade para desenvolver um sistema altamente confiável que fará parte integrante do sucesso das futuras missões de exploração da NASA: o Módulo Europeu de Serviço (ESM) do Veículo Tripulado de Múltiplas Finalidades Orion”, disse Nicolas Chamussy, Diretor de Sistemas Espaciais da Airbus.

O Módulo Europeu de Serviço (ESM) tem forma cilíndrica e mede cerca de quatro metros de diâmetro e de altura. Possui quatro asas de matrizes solares (19 metros de diâmetro quando desdobradas) como os ATVs. As matrizes solares são baseadas na comprovada tecnologia de voo da Airbus e também são instaladas em seus altamente confiáveis satélites de telecomunicações geoestacionários que operam por um período mínimo de 15 anos no espaço.

O propulsor de 8,6 toneladas do ESM alimentará um motor principal e 32 propulsores menores usados para realizar manobras e controle de atitude em órbita. Mais uma vez, a ESA dependerá da experiência adquirida com os ATVs, que utilizaram com sucesso seus propulsores para permitir que a ISS evitasse detritos espaciais. “Os requisitos para uma missão para a Lua são, naturalmente, muito diferentes daqueles de viagens até a ISS na baixa órbita terrestre. Mas o design inteligente do ATV nos permitiu evoluir o conceito para novas missões, por exemplo, integrando um grande motor principal que oferece energia suficiente para um voo de ida e volta à Lua”, disse Nicolas Chamussy.

Em 2019/20, a cápsula Orion realizará uma missão não-tripulada conhecida como Exploration Mission-1, com o objetivo de viajar 64 mil quilômetros além da Lua para demonstrar o desempenho da nave espacial. A primeira missão de voo espacial tripulado, Exploration Mission-2, deverá levar quatro astronautas a bordo da Orion em 2023.



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