COBERTURA ESPECIAL - Especial Espaço - Tecnologia

20 de Maio, 2016 - 10:20 ( Brasília )

OVNIS - Há 30 anos ocorria a maior invasão de OVNIS na Terra e foi sobre o Brasil

No dia 19 MAIO de 1986, há 30 anos ocorreu a maior invasão de OVNIS e foi sobre o Brasil. Exatamente na área de São José dos Campos e envolveu o Engenheiro Ozires Silva.


Júlio Ottoboni – especial para DefesaNet
Exclusivo e com detalhes inéditos


Completou neste dia 19 de maio de 2016 o trigésimo aniversário da única invasão extra terrestre no espaço aéreo do planeta reconhecida oficialmente no mundo. O episódio conhecido mundialmente como o Dia dos OVNIS surgiu sobre São José dos Campos em 19/05/1986 e chegou a envolver o então presidente da PETROBRAS e fundador da EMBRAER, Ozires Silva. Dezenas ou mesmo centenas de luzes de diversos formatos sobrevoaram os céus da cidade, principalmente sobre as empresas do polo aeroespacial.

Nota DefesaNet
Em 2014 DefesaNet publicou a matéria:
OVNIS - Mistério e dúvidas envolvem o caso de São José dos Campos DefesaNet 2014 Link



Nesta edição especial o DefesaNet traz novos e intrigantes detalhes daquela noite ocorrida há 30 anos, de tempo limpo e grande visibilidade. Os estudiosos tiveram acesso aos documentos parcialmente liberados pelo Comando da Aeronáutica. Segundo alguns há mais para ser revelado, mas é mantido sob segredo.  Mas há ainda perguntas sem respostas e fatos que não se encaixam.

Na época, a noite fria e com o céu totalmente limpo chegou provocando alvoroço em militares e seguranças de fábricas e institutos. Uma grande parte da população da cidade avistou centenas de objetos já no começo da tarde, quando começaram a surgir nos céus e seguiram até o final da noite, terminando numa espetacular caçada dos jatos da FAB sobre os cones, cilindros, esferas e triângulos iluminados que acabou sobre o Oceano Atlântico.

Os seguranças da fábrica F-1 da AVIBRAS, situada logo após a Embraer, ficaram alarmados quando viram imensas luzes em diversos formatos desceram até próximo ao portal de entrada e parando sobre os prédios da instalação de segurança máxima. De arma em punho, mas sem saber o que fazer, procuraram se abrigar e conseguir avistar com maior detalhe os inúmeros objetos até que passou uma imensa nave, silenciosamente, sobre o local levando todas outras em seu rastro.

A grande nave seguiu então para cima da EMBRAER, ainda estatal e sob comando de Ozires Silva. Os seguranças da AVIBRAS e agora da EMBRAER ficaram a avistar os objetos luminosos que se moviam em diversas direções sobre a fábrica. A grande nave, até hoje pouquíssimas vezes relatada nos avistamentos, pairou no que se compreende como sendo o local dos hangares de produção dos aviões e ali ficou por vários minutos.

Depois disto seguiu para as instalações do INPE, que fica logo após a Embraer e o aeroporto civil-militar e centenas de luzes, de diversos tamanhos tomaram todo o espaço aéreo do instituto, aterrorizando os vigias que se encontravam no local. Nesta passagem entre a Embraer e o INPE, antes de adentrar no território do antigo Centro Técnico Aeroespacial (CTA), do então Ministério da Aeronáutica, o radar do aeroporto comandado por militares já estava com os objetos voadores na tela. O radar deu o horário de 23h15, porém deste as 19h30 já ocorriam avistamentos em diversos lugares.

Segundo os vigilantes do turno da noite da AVIBRAS, os objetos vieram praticamente seguindo o eixo da Rodovia dos Tamoios, no sentido Caraguatatuba- Ubatuba para São José dos Campos. Nesta faixa do litoral paulista, no final da década de 70, houve uma grande explosão na serra de Santos e os guardas florestais, do Parque Estadual da Serra do Mar, afirmaram que um disco voador havia caído num trecho da floresta e aberto uma imensa clareira. O caso foi noticiado pela imprensa e a área foi isolada pela aeronáutica, que informou ter sido o choque de um pequeno avião.

Poucos dias depois, uma enorme nave mãe passou pelas encostas da Serra da Mar chamando a atenção de moradores e turistas das cidades balneárias. Na rodovia que liga Caraguatatuba e Ubatuba diversos carros tiveram panes em seus motores e sistemas elétricos subitamente, quando da passagem da gigantesca nave, que podia ser vista em detalhes. Era um voo totalmente silencioso e muito lento.

Para o cientista do Inpe e investigador de OVNIS, Ricardo Varela Correa, o caso de 1986 trouxe mais sigilo que o necessário: “Temos o relatório considerado secreto até recentemente. Até agora, não consigo identificar a razão de ter sido classificado como secreto. Não traz nenhuma revelação, simplesmente faz um levantamento dos fatos. Talvez a razão da classificação seja a vulnerabilidade de nosso sistema de defesa aérea da época”. O relatório foi liberado em 25 de setembro de 2009 e assinado pelo Brigadeiro do Ar José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque.

Embora todo o trabalho minucioso foi feito pelo então pesquisador do CTA, Basílio Baranoff, já falecido, que levou anos coletando depoimentos e informações sobre o caso. Num determinado instante das pesquisas, já adiantadas em formato de relatórios que eram emitidos frequentemente. O que trouxe a motivo da ordem ainda é um mistério.

Varela relembra a importância de Baranoff no detalhamento do caso. “O Baranoff tinha colocado no papel a sequência dos eventos do ponto de vista da torre de SJC, com o que saiu recentemente na liberação da gravação, mostra que a pesquisa dele foi ótima”.

Em uma entrevista inédita e exclusiva, o DefesaNet revela situações ainda ocultas neste caso que envolve tanto os militares brasileiros, como integrantes da NASA e pesquisadores norte americanos que mantém entidades ‘sociais’ no Brasil, México, África do Sul, Estados Unidos e em países da Europa. Como é a Academy for Future Science, de J.J. Hurtak.

Um dos mais ativos nestas buscas pelas informações do fenômeno sobre os céus do maior polo de ciência e tecnologia aeroespacial do hemisfério sul foi o norte americano Ph.D J.J. Hurtak, um cientista social, especialista em sensoriamento remoto e futurista. Dr. Hurtak foi o primeiro a prever os acidentes geográficos piramidais em Marte e liberar os documentos de filmes reais das pirâmides na região de Elysium de Marte em 1973 Ele é mais conhecido por este livro intitulado O Livro do Conhecimento: As Chaves de Enoch, no qual no início de 1970, ele publicou a relação incomum dos eixos de estrelas na Grande Pirâmide com o "cinturão" de Órion.

Hurtak escreveu e traduziu mais de quinze livros, incluindo comentários sobre textos místicos e gnósticos antigos, como o Pistis Sophia. Em 2006, foi co-autor de The End of Suffering com o físico Russell Targ. Foi consultor para o best-seller de Sidney Sheldon, The Doomsday Conspiracy. Hurtak diz buscar a cooperação entre a ciência e a consciência.

Alguns dos trabalhos de Hurtak podem ser compreendidos como metafísica, particularmente com enfoque a mística na natureza. Ele desenvolve pesquisas comparativas sobre o tema da vida extraterrestre. Em 1995, ele foi um dos oradores na histórica primeira conferência de divulgação em Washington DC, "When Cosmic Cultures Meet", promovida pela Fundação do Potencial Humano.

Ele contribui para o Jornal de Direito Espacial, publicado pelo Centro Nacional para o  National Center for Remote Sensing, Air and Space Law , da  University of Mississippi School of Law, e para a publicação Annals of Air and Space Law, da Universidade McGill. Esteve como palestrante na Conferência de Desenvolvimento Sustentável Rio +20. Além de participar de comitês internacionais sobre Mudanças Climáticas Globais.

A questão é: o que J.J Hurtak, alguém com tal currículo, veio pesquisar OVNIS no Brasil e estava a serviço de quem? Ele mesmo teria afirmado que estava pela NASA, sempre acompanhado de militares da aeronáutica brasileira.

O único profissional de imprensa e fotógrafo profissional a registrar o caso foi Adenir Britto. Dono de uma larga experiência em veículos de comunicação do eixo Rio-São Paulo, conta com exclusividade ao DefesaNet o que ocorreu nos dias seguintes em que fotografou os inúmeros objetos que estavam sobre a cidade.

Adenir Britto contou, em suas próprias palavras:

“Foi uma experiência única na minha carreira. Nunca mais avistei nada parecido.Até então, não me importava em acreditar ou não em OVNIS. Mas essa aparição de 1986 me intrigou bastante e passei a ter uma visão diferente deste mundo misterioso. Não tinha como eu não mudar de opinião, afinal tive o privilégio de ser testemunha ocular e fotográfica.

Por volta das 20 hs do dia 19 MAIO 1986, algumas ligações telefônicas de diferentes partes da cidade, em que moradores afirmavam estar vendo no céu: "discos voadores, OVNIS, objetos estranhos coloridos, etc... No início, os jornalistas não deram muita atenção (pensando ser trote), mas no momento que a quantidade de ligações se intensificou, eu (já com a câmera fotográfica) e a jornalista Iara de Carvalho fomos ao pátio do jornal Vale Paraibano e para nossa surpresa e espanto avistamos e comecei a fotografar. Os objetos estavam na direção do CTA*.

Com certeza aquilo não era obra do homem, não eram objetos que poderiam ser de "fabricação" ou de interferência humana. Eram muito diferentes de qualquer aeronave, balões e outros. As luzes alternavam constantemente de cores (vermelho, amarelo, verde, azul,etc) em velocidade rápidas e lentas. As vezes pairava bruscamente e de repente, a retomada também era muito brusca, impossível de existir um "motor" com a tal potência de arrancada.

Nos dias seguintes aos fatos tiveram algumas publicações em jornais, mas por talvez ser um assunto que muitos não acreditavam e também por não ter a facilidade de hoje em dia de tantas variações de mídias, não teve a devida repercussão. Passado um pouco mais de um mês, na parte da manhã, esse tal de J.J.Hurtak esteve no jornal acompanhado de 02 militares com uniformes do CTA, conversaram com o editor-chefe. Na época e levaram todo material fotográfico com o pretexto que seriam analisados pela NASA. Eu não participei, só fiquei sabendo do "sumiço" do meu material quando cheguei a tarde para trabalhar.

A única pessoa com identificação na retirada dos negativos foi o J.J.Hurtak que na época se dizia pertencer ao quadro da NASA. Não o conheci pessoalmente, só através de fotos registradas pela presença dele e dos militares do CTA no jornal e com a publicação no Vale Paraibano* que ele estaria levando o material para uma análise na NASA.  As imagens que restaram, infelizmente, são apenas as reproduções de jornais com as publicações daquela época”.

Britto ainda fica muito intrigado com o destino de seu material e da forma que desapareceu, inclusive não há sequer registro das fotos nos documentos liberados pelo Comando da Aeronáutica. O cientista J.J. Hurtak é fundador da Academy for Future Science.

A entidade norte americana e ramificada em diversos países não diz quem são seus financiadores. Mas destaca que “ trabalha para ajudar a melhorar a criatividade futura da humanidade por meio de explorar as muitas técnicas de manifestações educativas e filosóficas em um contexto de aprendizagem de programas educacionais para os jovens nos países em desenvolvimento. Usando ferramentas de multimídia para a transposição rápida de novas ideias da ciência em várias línguas, o objetivo da Academia é para fazer melhorias que irão beneficiar a comunidade mundial através da partilha de conhecimento superior”.

No Brasil, a academia de Hurtak trabalha para “proporcionar educação em ciência da computação, engenharia de laser para produtos médicos e industriais, estudo de sensoriamento remoto ambiental na Amazônia, e auxiliando na proteção das tribos indígenas, como no Estado do Acre e do Mato Grosso”.