COBERTURA ESPECIAL - Especial Espaço - Defesa

29 de Abril, 2015 - 09:40 ( Brasília )

Ministro da Defesa visita o DCTA em São José dos Campos


O ministro da Defesa, Jaques Wagner, visitou nesta terça-feira (28) O DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), em São José dos Campos.

No auditório do departamento onde teve início grandes projetos, entre eles a Embraer, o avião Bandeirante e o programa de satélites do Brasil, além do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e a Helibras. Jaques Wagner iniciou sua visitação para conhecer as instalações do antigo Centro Técnico da Aeronáutica (CTA), por volta das 10 horas.

O primeiro compromisso foi no auditório do Instituto de Aeronáutica e Espaço. Em seguida, o ministro seguiu para os Laboratórios de Turbinas, de Sistemas Inerciais para aplicação Aeroespacial e de Ensaios Dinâmicos.

O ministro encerrou a visita no MAB (Memorial Aeroespacial Brasileiro), onde há o memorial edificado em homenagem às vítimas do acidente com o VLS em Alcântara (MA) .

Ministro da Defesa promete “brigar” por recursos para ampliação do ITA¹

Hoje vim conhecer uma ‘joia da coroa’ nacional, não apenas da Aeronáutica. A gente vê aqui jovens e pessoas mais maduras empolgadas com o que estão fazendo, desvendando os mistérios da ciência, da tecnologia e da inovação. Domínio que é fundamental para qualquer nação que queira estar na ‘constelação’ das maiores”, afirmou o ministro ao fim da visita.

Um dos órgãos mais célebres do DCTA é o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), que atualmente passa por um processo de ampliação, cujo objetivo é aumentar a oferta de vagas em cursos de graduação e pós-graduação, além de oferecer aos alunos laboratórios de alto nível para o desenvolvimento de pesquisas nos seis ramos de engenharia contemplados pelo ITA: Aeronáutica, Eletrônica, Mecânica-Aeronáutica, Civil-Aeronáutica, Computação e Aeroespacial.

Jaques Wagner visitou as obras da primeira etapa de expansão do ITA, de cerca de 16 mil m², onde funcionará a Divisão de Ciências Fundamentais. No módulo serão oferecidas as disciplinas comuns a todas as graduações, como Matemática, Física e Química. “A obra é boa e a motivação é nobre”, avaliou o ministro.

Mais tarde, em conversa com a imprensa, Wagner destacou que vai trabalhar para que a área econômica do governo assegure os recursos necessários à ampliação da instituição.

“O ITA é uma tradição. E é exatamente por carregar essa tradição que houve essa decisão da Presidência da República de apoiar esse processo de ampliação. Esse é um ano difícil, como todo mundo sabe, mas estamos ‘brigando’, no bom sentido, com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, com a cobertura da Presidência. É preciso que se reconheça que, em tecnologia, se demora muito para construir, mas se pode destruir rapidamente por conta da descontinuidade”, avaliou Jaques Wagner.

Ampliação de Vagas

Orçada em R$ 848 milhões, a ampliação do ITA, além da Divisão de Ciências Fundamentais, prevê a construção de novos alojamentos, biblioteca, auditório e o laboratório de Engenharia Aeroespacial. No total, serão 88 mil m² de obras, com previsão para término em 2018.

Com uma maior infraestrutura, o objetivo do DCTA é ampliar a oferta de vagas em 100% na graduação e 50% dos cursos de pós graduação lato e strictu sensu.  A previsão é que, até 2020, abrigue 1,2 mil alunos – atualmente o número é de 780.

Simuladores

Antes de visitar as obras do ITA, Jaques Wagner percorreu diversas unidades do DCTA onde estão sendo desenvolvidas algumas das pesquisas mais importantes do setor aeronáutico no Brasil. O diretor do centro, brigadeiro Alvani Adão da Silva, enfatizou que a infraestrutura foi criada para dotar o Brasil de “uma aeronáutica pujante”, o que se reflete no fato de 81% da frota de aeronaves da Força Aérea Brasileira ter sido construída ou modernizada em território nacional.

No Instituo de Aeronáutica e Espaço (IAE), o ministro conheceu o projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM). A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Agência Espacial da Alemanha (DLR), prevê a construção de foguetes que colocarão em órbita satélite de até 120 kg. “Será um equipamento com aplicação no mundo prático, como a agricultura e as telecomunicações”, explicou o coronel Augusto Otero, vice-diretor do IAE.

Wagner também conheceu o projeto da Turbina Aeronáutica de Pequena Potência (TAPP) e assistiu à simulação do sistema de controle de um Veículo Lançador de Satélites (VLS) no laboratório de Sistemas Inerciais de Aplicação Aeroespacial.

Além disso, o ministro da Defesa pode utilizar um novo equipamento desenvolvido por uma equipe de alunos e professores do ITA em parceria com a Embraer: o Simulador de Voo de Plataforma Robótica (Sivor).

O projeto, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), prevê a construção de um simulador que pode ser utilizado na fase de desenvolvimento de diferentes tipos de aeronave, utilizando-se da adaptação de um robô de uso industrial.

Wagner pode fazer uma simulação no protótipo do equipamento, concluído há apenas três semanas, no Laboratório de Automação em Manufatura do ITA.

Segundo o coordenador-técnico do projeto, professor Carlos César Eguti, trata-se de uma iniciativa pioneira na América Latina que permitirá a construção de simuladores de custo mais baixo e para aplicação em diferentes tipos de aeronaves ainda no processo de desenvolvimento, o que permitirá o aperfeiçoamento do equipamento.

Antes de retornar à Brasília, Jaques Wagner ainda visitou as instalações do Museu Aeronáutico Brasileiro (MAB), onde é contada toda a saga da aviação nacional desde as descobertas do patrono Santos Dumont. 

¹com Assessoria de Comunicação Ministério da Defesa