COBERTURA ESPECIAL - Especial Espaço - Tecnologia

10 de Setembro, 2014 - 16:10 ( Brasília )

FAB participa de intercâmbio sobre operações espaciais nos Estados Unidos e Canadá

O objetivo é promover o desenvolvimento e a autonomia nacionais por meio de tecnologias espaciais

Representantes da Força Aérea Brasileira (FAB) participam entre os dias 10 e 20 de setembro de um intercâmbio nos Estados Unidos e Canadá sobre operações espaciais. A atividade faz parte das ações do Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P) e discutirá um acordo de compartilhamento de consciência situacional espacial, além de permitir o conhecimento da estrutura dos centros de operações espaciais. O objetivo é promover o desenvolvimento e a autonomia nacionais por meio do domínio de tecnologias sensíveis, com foco no setor espacial.

“A vastidão da área marítima e das nossas fronteiras faz com que os sistemas espaciais sejam a única solução tecnológica para comunicações e sensoriamento em grande parte do nosso território”, afirma o Comandante do NuCOPE-P, Coronel Hélcio Vieira Junior. O militar explica ainda que o acordo de compartilhamento possibilitará que a FAB possa desviar seus satélites de potenciais colisões com o chamado “lixo espacial” e otimizará os recursos humanos e financeiros ao utilizar soluções já testadas por outros países.

O intercâmbio compõe as atividades necessárias à criação e ativação do Centro de Operações Espaciais e do Centro de Operações Espaciais Secundário. Os Centros terão como missão controlar e empregar Sistemas Espaciais de interesse do Ministério da Defesa (MD) para aumentar a efetividade e a eficácia das Forças Armadas. Representantes da Marinha e do Exército também participam do evento.

Desde outubro de 2013, o NuCOPE-P desenvolve atividades para a implantação dos Centros de Operações Espaciais e capacitação profissional. Dois militares do Núcleo participam do programa de transferência e absorção de tecnologia do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, trabalhando na construção do equipamento que será lançado em 2016. “Isto permitirá que o NuCOPE-P possa operar o satélite com mais segurança, pois saberá detalhes sobre o seu funcionamento, além de capacitar o Brasil e ajudar a posicioná-lo em um seleto grupo de países que dominam o ciclo espacial”, explica o Comandante.