COBERTURA ESPECIAL - Especial Espaço - Defesa

08 de Dezembro, 2013 - 18:24 ( Brasília )

Satélite brasileiro deve ser lançado nesta madrugada

Lançamento do CBERS-3 na China está previsto para 1h26 no horário de Brasília; projeto custou R$ 270 milhões ao País

Deve ser lançado na madrugada de hoje para amanhã (1h26 de segunda-feira) o quarto satélite da série CBERS, fruto de uma parceria entre Brasil e China. Será um momento crucial para o programa espacial brasileiro, que está há quase quatro anos sem um aparelho em órbita e que tem o CBERS como um de seus poucos - ou quase único - casos de sucesso.
 
O lançamento será feito do centro espacial de Taiyuan, na China, utilizando um foguete Longa Marcha 4B. Uma comitiva de técnicos e autoridades brasileiras está no local para acompanhar o evento, incluindo o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp.
 
O satélite, apesar de ser o quarto da série, chama-se CBERS-3. Os três anteriores (1, 2 e 2B) foram construídos 70% pela China e 30% pelo Brasil, mas este e o próximo (com lançamento previsto para 2015) fazem parte de um novo acordo, em que cada país é responsável por 50% do projeto. O programa é executado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no Brasil, e pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast), na China.
 
O CBERS (Satélite Sino-brasileiro de Recursos Terrestres, em inglês) é um aparelho de observação da superfície da Terra. Este novo modelo está equipado com quatro câmeras que "enxergam" diferentes larguras de faixa, com diferentes resoluções e características espectrais, que podem ser empregadas em uma série de aplicações - como o monitoramento de florestas, atividades agrícolas e ocupações urbanas.
 
O último satélite da série, o CBERS-2B, parou de funcionar em maio de 2010. Desde então, o Brasil depende exclusivamente de imagens de satélites estrangeiros para observar seu próprio território. Pela programação original, o CBERS-3 deveria ser lançado até 2010, mas uma série de complicações acabaram por adiar sucessivamente esse itinerário. O custo do projeto para o Brasil foi de R$ 270 milhões.