28 de Agosto, 2012 - 10:30 ( Brasília )

SOF

Vigilant Eagle 2012 - Proteger o céu de terroristas

Rússia, Estados Unidos e Canadá estão efetuando manobras conjuntas antiterrorismo Vigilant Eagle-2012, que têm por objetivo treinar a interação durante uma possível tomada de um avião de passageiros por terroristas.

No quadro das manobras, militares russos, em conjunto com colegas do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) “rechaçaram” um ataque convencional de terroristas com sequestro de uma aeronave de passageiros. Especial atenção foi dispensada à “transferência” do controle do avião de um país para outro.

Os exercícios decorrem em forma de manobras computorizadas de Estados-Maiores que se encontram nas cidades russas de Khabarovsk e de Petropavlovsk-Kamchatski e norte-americanas de Colorado Springs e de Anchorage, no Alasca.

O cenário das manobras não foi escolhido por acaso. O sequestro de aviões sempre foi e continua sendo um dos principais alvos de terroristas em todo o mundo. Basta lembrar o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos ou as explosões de dois aviões russos em agosto de 2004. A contraposição a ameaças de terrorismo aéreo é uma missão de serviços secretos de todo o mundo, diz o presidente da Associação Antiterrorista Internacional, Iossif Linder:

“O problema do terrorismo não é apenas local. Este mal estendeu-se a toda a civilização, mudando-se apenas a forma e a envergadura. Este risco será mantido ainda durante muito tempo, vão surgindo novos aspetos que exigem novas decisões. As manobras que decorrem nesta região são bastante atuais, porque aqui passam as fronteiras de vários países”.

Segundo as avaliações do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte, as manobras ajudarão o desenvolvimento da cooperação entre a Força Aérea da Rússia e o Sistema Unificado de Defesa Aeroespacial dos Estados Unidos e do Canadá. “A experiência testemunha que a interação é necessária em tais situações críticas como atentados terroristas”, diz o redator-chefe da edição eletrônica AVIA.RU, Roman Gussarov:

“Tais manobras internacionais visam em primeiro lugar formar esferas da compreensão mútua entre os serviços secretos e estruturas militares de diferentes países para o caso de, se surgir uma situação de força maior, ela não seja um choque, estes serviços trabalhem segundo um plano bem definido e compreensível, que o nível de compreensão mútua seja alto e não haja confusão. Por exemplo, após o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, ficamos assustados por um avião que não entrava em contato dever ser abatido. Mas, infelizmente, a tripulação nem sempre entra em contato por causa de sequestro, podem ser falhas banais de equipamentos”.

As manobras internacionais Vigilant Eagle são efetuadas pela terceira vez consecutiva. Pela primeira vez, as manobras com a participação das Forças Aéreas da Rússia, dos Estados Unidos e do Canadá foram realizadas em 2010. Os militares treinaram,  segundo o cenário das manobras, operações de busca, deteção e pouso forçado com a ajuda de caças de duas aeronaves sequestradas por terroristas.