01 de Julho, 2015 - 15:30 ( Brasília )

SOF

Militar da FAB conclui curso no Batalhão de Operações Especiais do RJ

PARA-SAR ministra curso básico de paraquedismo militar

O Cabo Daniel Edy Marques de Lima, 29 anos, da Força Aérea brasileira (FAB), foi um dos 24 militares a concluírem o 36º Curso de Ações Táticas (CAT), promovido pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro (BOPE).

Durante cinco semanas, o militar, do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial do Rio de Janeiro (BINFAE- RJ), teve mais de 340 horas de instrução no curso considerado o mais completo e difícil do gênero em todo o País. Dos 55 combatentes que iniciaram o treinamento, apenas 24 conseguiram concluí-lo. "Em nenhum momento pensei em desistir. A parte que mais exigiu foi a física. No curso tive a chance de reciclar e aprimorar o que já havia treinado na FAB”, ressalta o Cabo Daniel. 

Os militares participaram de instrução tática individual, operações em altura, socorros de urgência, combate corpo a corpo, técnicas especiais de tiro, táticas especiais, técnicas especiais de patrulha, entre outras. Para o militar, que já participou de grandes eventos, como Copa do Mundo 2014, Visita do Papa Francisco e Jogos Mundiais Militares, a conclusão do curso proporcionou um grande salto de qualidade operacional em sua carreira. 

“Tivemos muitas instruções na parte tática. Acredito que esse conhecimento poderá ser disseminado e deve ser de grande valia para defender a sociedade em grandes eventos”, explica.

O CAT existe desde o ano de 1996. Por meio de instruções de alto padrão, busca colocar na vanguarda tecnológica e operacional, policiais militares que irão atuar nas mais difíceis e arriscadas missões no campo da segurança pública.

Curso de Ações Táticas

No ano de 1996, o BOPE viu a necessidade de aumentar seu efetivo devido aos inúmeros empregos de sua tropa. O Curso de Ações Táticas (CAT) surgiu como um condensado do COEsp, específico para cabos e soldados.

O Curso de Ações Táticas tem por objetivo capacitar os praças técnica, física e psicologicamente a cumprir missões de natureza não convencional, que exijam comportamento e habilidades específicas.

O CAT tem duração de cinco semanas e suas instruções ocorrem na sede da unidade e em outras bases de instrução destacadas no Estado do Rio de Janeiro.

Fazem parte das instruções do CAT: Instrução Tática Individual, Operações em Altura, Socorros de Urgência, Combate Corpo a Corpo, Técnicas Especiais de Tiro, Táticas Especiais, Técnicas Especiais de Patrulha entre outras.
 

PARA-SAR ministra curso básico de paraquedismo militar

Foto> Agência Força AéreaFoto: Agência Força Aérea

Serão seis semanas de intenso treinamento para os 20 alunos do curso básico de paraquedismo militar da Aeronáutica, ministrado pelo Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS), também conhecido como PARA-SAR. A atividade teve início nesta terça-feira (30/06) e tem o objetivo de formar os novos paraquedistas da Força Aérea Brasileira e prepará-los para participarem de futuras instruções de busca e salvamento, busca e salvamento em combate e operações especiais.

Na primeira etapa do curso, os militares passarão por exercícios para condicionamento físico. “O treinamento físico é intenso para dar tônus muscular aos alunos. Isso auxilia e traz mais segurança para o paraquedista, principalmente na abertura do velame e na hora da aterragem, onde há mais impacto. Nós temos que ter certeza de que o militar chegará ao solo em condições de cumprir a missão”, explica o coordenador do curso, Capitão de Infantaria Vinicius Ramalho. 

A segunda fase consiste no treinamento das técnicas de salto, como a saída da aeronave e chegada ao solo. Os alunos também têm instruções para salto noturno e na água. Ao final do curso, os militares realizam saltos semiautomáticos, também conhecido como salto gancho, onde o paraquedas é acionado automaticamente após o salto, sendo um deles equipado com mochila e armamento. “Esse tipo de salto é utilizado para infiltração de tropa”, afirma o Capitão Ramalho. 

A Sargento Ágatha Brenda Rodrigues Lima é a única mulher entre os participantes. Desde que entrou para a FAB a militar já demonstrava interesse em fazer o curso. “Eu sempre tive vontade de ser paraquedista e também posteriormente poder fazer o curso de resgate para poder salvar vidas usando o paraquedismo. É uma realização pessoal”, revela a sargento.

Para o Tenente Infantaria Antônio Claudino Silva Junior o curso representa uma elevação na carreira. “O paraquedismo é um meio de infiltração necessário para quem vai trabalhar com busca e resgate ou mesmo com operações especiais, e isso será um ganho operacional para minha carreira enquanto elemento do PARA-SAR”, afirma.

No final do curso, os alunos que concluírem a atividade com aproveitamento poderão calçar o tradicional coturno marron, símbolo dos paraquedistas militares do Brasil. O calçado só pode ser utilizado por quem já passou por esse curso.