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GATE
– Forças Especiais da Polícia
Militar Gaúcha
Reportagem,
fotos e vídeo: Kaiser Konrad
Produção: César Torres
Edição Fotos: Ricardo Fan
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Após assaltar
uma agência bancária no centro de Porto
Alegre, bandidos são surpreendidos por uma
patrulha da Brigada Militar que passava pelo local.
Eles retornam para a agência e tomam clientes
como reféns. Policiais do Batalhão de
Operações Especiais são imediatamente
acionados e cercam a área. Um experiente negociador
inicia o contato com os criminosos. Enquanto isso,
a SWAT gaúcha se prepara para entrar em ação.
Snipers são posicionados e a tropa de assalto
inicia a preparação para a entrada e
retomada, caso ela seja ordenada. A negociação
não vai bem e a situação está
tensa. Descompromissada com o sigilo da operação
policial a imprensa faz a cobertura ao vivo do local.
Uma repórter revela que o GATE está
preparado para entrar. Dentro da agência a televisão
está ligada. Os criminosos entram em pânico
ao ver imagens da coluna tática sendo formada
e decidem rapidamente que é hora de se entregar.
A marginália teme os policiais do Grupo de
Ações Táticas Especiais. Seu
emprego é sempre rápido, objetivo e,
se necessário, letal.
Subordinado
ao 1º Batalhão de Operações
Especiais, o Grupo de Ações Táticas
Especiais – GATE – é a tropa mais
letal da Brigada Militar. É formado por um
efetivo de valor pelotão que integra operadores
e policiais de apoio. Suas especialidades são
o assalto tático, ocorrências com explosivos,
snipers, técnicas não letais e com uso
de cão de assalto. Sediado em Porto Alegre,
a tropa atua em todo o Estado do Rio Grande do Sul.
O GATE foi criado oficialmente em 1990. Para ingressar
nele, o policial militar tem que ser aprovado no Curso
de Especialização em Ações
Táticas. Com duração de 4 meses,
o curso tem entre 40 e 60% de aprovação,
formando até 30 operadores por ano. Ele é
ministrado também para oficiais e praças
de carreira das Forças Armadas e Polícias
Estaduais.
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| Operador
do GATE com inter-comunicador gutural |
Formação
da coluna tática |
Ações Táticas
As principais missões da unidade são:
ocorrências com reféns, criminoso armado
em local confinado, suicidas, escolta de alto-risco,
valores, obras de arte, presos de alta periculosidade,
armas e munições. O grupo está
habilitado a fazer a entrada e retomada em veículos
de passeio, ônibus, residências, aviões,
embarcações e trens. O GATE tem atuado
constantemente na revista e contra motins em presídios,
reintegrações de posse em áreas
rurais e urbanas e em manifestações
de movimentos sociais, quando existam informações
sobre indivíduos armados.
Segundo seu comandante, Capitão Rodrigo Schoenfeldt,
em 2008 o GATE foi acionado 118 vezes. 28 ocorrências
foram com artefatos explosivos, destas, 19 eram reais.
Para estas ocorrências, a grupo está
equipado com traje contra-bomba, que pesa 36 kg, equipamentos
especiais e raio-X portátil.
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Coluna
Tática
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Preparação
para a invasão |
Equipamentos
O armamento individual de seus operadores são
submetralhadoras HK MP5 9mm e pistolas Taurus do mesmo
calibre. Para realizar o Tiro Policial de Precisão
(precisão de 0 a 120 metros), seus snipers
utilizam o fuzil HK PSG1 calibre 7,62X51 mm. O GATE
está equipado ainda com fuzis SR-48, espingardas
calibre 12, armamentos não letais, granadas
de Luz e Som, aríetes, escudos, e óculos
de visão noturna para vigilância. O grupo
pretende se equipar com o fuzil de assalto israelense
Tavor, que será produzido pela Taurus.
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Operadores
do GATE fazem a entrada e retomada |
Futuro
Com a realização da Copa do Mundo em
2014, o Brasil deverá investir de forma pesada
em segurança e, principalmente, em Forças
Especiais policiais, de forma a estar apto a combater
ações terroristas, sejam elas perpetradas
por movimentos desestabilizadores internos ou por
células de grupos terroristas transnacionais.
Em eventos internacionais, as ameaças de atentados
à bomba, ataque ou seqüestro de autoridades,
cidadãos ou delegações nacionais
e estrangeiras são as principais fontes de
preocupação dos serviços de Inteligência
e dos órgãos de Segurança Pública.
Antecipando-se a isso, o GATE pretende possuir até
os jogos, pelo menos quatro grupos de operadores,
e seguindo uma tendência internacional, a tropa
pode se transformar numa companhia ou unidade independente.
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Operadores
do Grupo de Ações
Táticas Especiais |
Avião
sequestrado
Se uma aeronave civil for seqüestrada
e estiver parada no pátio de manobra
do Aeroporto Internacional Salgado Filho,
em Porto Alegre, provavelmente caberá
ao GATE da Brigada Militar assumir a situação,
pois o COT da Polícia Federal vai demorar
pelo menos três horas para se deslocar
de Brasília, isso quando seu efetivo
não estiver sendo empregado em outra
operação. Caso a aeronave seqüestrada
seja militar, toda a operação
ficará a cargo do Batalhão de
Infantaria da Aeronáutica Especial
de Canoas, e a retomada, se necessária,
será realizada pelo seu Pelotão
de Operações Especiais.
Operação Chavín
de Huantar - Resgate em Lima
Uma das operações de resgate
mais interessantes e duradouras aconteceu
em 22 de abril de 1997, na residência
do embaixador japonês em Lima, no Peru.
O embaixador e mais 600 convidados de uma
festa na residência foram seqüestrados
por 14 terroristas marxistas do grupo Tupac
Amaru, em 18 de dezembro de 1996. Duas semanas
depois, os terroristas haviam libertado grande
parte reféns, exceto 74. Depois disso
o cerco arrastou-se por quatro meses. Durante
essa longa espera, especialistas das unidades
de retomada e resgate colocaram dispositivos
de escuta e câmeras por todo o edifício,
obtendo tanta informação que
chegaram até a construir uma réplica
da edificação para treinar a
ação. Escavaram também
um túnel de 220 metros por debaixo
da residência para ser usado como ponto
de entrada para uma equipe de assalto. Quando
finalmente foi desencadeada a ação
de resgate, as informações então
coletadas sobre o interior do prédio
fizeram o diferencial. Nos 41 segundos que
durou a ação, todos os 14 terroristas
foram mortos, havendo a perda de um refém
e dois militares da equipe de retomada e resgate.
Mais detalhes http://www.defesanet.com.br/sof/chavin_huantar.htm
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Defesanet agradece
ao comandante do Batalhão de Operações
Especiais, Tenente-Coronel PM Silanus Serenito de
Oliveira Mello, e ao Capitão Santos Rocha (GATE)
pelo apoio dado a realização desta reportagem.